Presunto da SEL conquista Medalha de Ouro e o título de “Melhor Presunto” no XV Concurso Nacional da Expomor

A SEL Salsicharia Estremocense Lda., Sabor do Saber Alentejano voltou a ver reconhecida a sua dedicação à excelência e à tradição gastronómica do Alentejo. O Presunto VARANEGRA 100% Alentejano foi o grande vencedor da 15.ª edição do Concurso Nacional de Presuntos, arrecadando não só a Medalha de Ouro, mas também o prestigiado prémio de Melhor Presunto do Concurso.

Organizado pela ANCPA (Associação Nacional dos Criadores de Porco Alentejano) no âmbito da EXPOMOR, em Montemor-o-Novo, o certame tem como principal objetivo valorizar o Porco Alentejano, os seus produtores e a autenticidade dos produtos tradicionais da região.

As propostas a concurso foram submetidas a uma rigorosa prova cega por um painel de júris de referência do setor, constituído por Luís Melro (cortador profissional de presunto), José Casas Novas e Mariana Candeias (Confraria Gastronómica do Alentejo), João Bastos (secretário-geral da FPAS) e Ingride Fernandes (Agricert, Lda.). O júri avaliou critérios como a qualidade morfológica, a textura, o aroma e o perfil de sabor.

A Pureza da Raça e o Saber Fazer Alentejano

O segredo do sucesso do Presunto VARANEGRA reside na seleção rigorosa da sua matéria-prima: exclusivamente Porco Preto 100% de raça Alentejana, criado em total liberdade no ecossistema único do Montado e alimentado à base de bolota e ervas em regime de montanheira. Esta genética e modo de vida conferem ao presunto uma infiltração de gordura inimitável, suculência e um aroma intenso.

A esta matéria-prima de excelência, a SEL alia uma cura lenta e natural e o saber acumulado de gerações, garantindo um produto final de classe mundial.

“Esta vitória é um orgulho enorme e o reconhecimento de um trabalho diário feito com paixão. Partilhamos esta conquista com toda a nossa equipa, com os criadores e fornecedores que preservam esta raça autóctone, e com os nossos clientes que confiam no nosso ‘Sabor do Saber Alentejano'”, destaca a direção da SEL.

Sobre a SEL – O Sabor do Saber Alentejano:

A SEL Salsicharia Estremocense Lda., é uma referência nacional na produção de enchidos e presuntos tradicionais do Alentejo. Combinando tradição, inovação e rigor no controlo de qualidade, a empresa leva à mesa dos consumidores o melhor da gastronomia alentejana, sendo frequentemente distinguida em concursos nacionais e internacionais de provas cegas.

João Crespo destaca Arronches como referência gastronómica e reforça valorização do porco alentejano

O Convento de Nossa Senhora da Luz, em Arronches, foi esta segunda-feira, 27 de julho, palco da iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro”, organizada em parceria pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) com a Câmara Municipal de Arronches e a Entidade Regional de Turismo do Alentejo.

O encontro, que integra as comemorações do Dia Nacional da Gastronomia, celebrado ontem, assinala o reconhecimento da gastronomia portuguesa como Bem Imaterial do Património Cultural de Portugal, distinção formalizada a 26 de julho de 2020.

Para o presidente da Câmara Municipal de Arronches, João Crespo, a realização desta iniciativa de âmbito nacional na vila representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos empresários da restauração do concelho e da aposta do município na promoção da gastronomia.

“Arronches é conhecido na região, e já posso dizer no país, por ser um sítio onde se come muito bem. A nossa gastronomia é, de facto, de grande qualidade e receber hoje um evento com esta dimensão nacional é muito importante. Sentimos que há esse reconhecimento pelo trabalho que é feito”, afirmou o autarca aos jornalistas, à margem da iniciativa promovida pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP).

João Crespo salientou que o município tem vindo a investir na divulgação da gastronomia local, considerando que este reconhecimento também resulta dessa estratégia. “Apostamos muito na divulgação da nossa gastronomia e acho que é também um reconhecimento para o município pelo trabalho que tem desenvolvido”, sublinhou.

O autarca destacou ainda o peso da restauração na economia local, lembrando que Arronches conta com “dez a 12 restaurantes, todos eles com excelente qualidade”, sendo a gastronomia um dos principais motivos de visita ao concelho.

“A gastronomia tem uma importância muito grande para o desenvolvimento económico do concelho, porque cria riqueza, cria emprego e é também um atrativo turístico”, frisou.

Outro dos temas abordados por João Crespo foi a necessidade de preservar o porco alentejano, uma raça autóctone que corre sérios riscos de extinção. Nesse sentido, recordou o evento municipal “Saberes e Sabores do Porco Alentejano”, realizado anualmente desde 2024, como forma de promover este produto e apoiar os produtores locais.

“O objetivo é dar destaque a um produto que está em risco de extinção. Queremos incentivar os produtores de porco alentejano a aumentarem as suas produções. Sabemos que é um pequeno contributo, uma gota de água no oceano, mas queremos que não desistam”, afirmou.

Embora reconheça a existência de produção suinícola intensiva no concelho, destinada sobretudo ao mercado espanhol, o presidente da Câmara defende que o foco deve continuar na valorização da raça tradicional.

“Não queremos perder esta raça. Arronches tem essa tradição, não é por acaso que é conhecida como a terra dos porcos. Há muito trabalho pela frente, mas a Câmara Municipal estará ao lado dos seus produtores para que essa realidade não se verifique”, garantiu.

O programa de “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro”  incluiu, durante a manhã, duas mesas-redondas sobre a valorização da fileira do porco.

A coordenação gastronómica do evento está a cargo do chef Vítor Sobral, uma das figuras mais influentes da cozinha portuguesa contemporânea. Além de ter participado no debate, é o responsável pelo almoço temático servido aos participantes e pelo momento de desmancha tradicional do porco, seguido de uma degustação de petiscos, agendado para a tarde.

Feira Franca de Avis abre portas com cartaz de luxo, tradição e forte investimento no concelho

O Município de Avis promove este fim de semana, de 24 a 26 de julho, mais uma edição da Feira Franca de Avis, um dos certames económicos, culturais e sociais mais relevantes do concelho e do Alto Alentejo. A inauguração oficial, que decorreu esta sexta-feira, ficou marcada pela forte afluência de público, pela afirmação da identidade cultural da vila e pela entrega de um importante investimento à corporação local de bombeiros, contando com as presenças do Presidente da Câmara Municipal de Avis, Manuel Coelho, do Presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro e do presidente da CIMAA Joaquim Diogo, entre outras individualidades da região.

Com cerca de 70 expositores, cinco tasquinhas de gastronomia regional e um espaço lúdico infantil gratuito equipado com insufláveis e air bungee, o recinto oferece um ambiente familiar e festivo com entradas livres para todos os visitantes.

Aposta na juventude e defesa do conceito de «Feira Franca»

O cartaz musical deste ano traz a Avis grandes nomes da música nacional. A noite de abertura, esta sexta-feira, dia 24, é encabeçada por Richie Campbell, HMB, Bateu Matou, Joana Perez X MC Solange Dias e DJ Amado. No sábado, dia 25, sobem ao palco Os Quatro e Meia, Badoxa, Dupla Mete Cá Sets, Deejay Rifox e DJ Amado. O encerramento, no domingo, dia 26, estará a cargo de Luís Trigacheiro e Zé Pedro Sousa.

Durante a inauguração, o Presidente da Câmara Municipal de Avis, Manuel Coelho, explicou a estratégia por detrás da programação cultural, salientando o objetivo de atrair os mais jovens sem descaracterizar as raízes da feira “esta é uma festa em que temos a preocupação que os jovens venham à festa, mas na programação tivemos a preocupação de procurar atingir vários públicos. Por isso temos, digamos, uma mistura de artistas com vários estilos, que tocam potencialmente diferentes camadas da população.”

Manuel Coelho fez questão de sublinhar a gratuitidade como elemento identitário fundamental do certame “A nossa preocupação é não transformar a Feira Franca de Avis num festival, é manter as suas características de feira. E de feira franca, que é outra particularidade que nós temos: as entradas são gratuitas, o que é um aspeto distintivo do nosso evento em relação a outros eventos que se fazem na região. Os próprios artesãos, expositores e as tasquinhas também estão gratuitamente no espaço da feira, precisamente para manter aquilo que foi a origem da feira no conceito mais tradicional.”

Quanto à expectativa de público, o autarca frisou que a ausência de bilheteira dificulta uma contabilização exata, mas antevê uma grande moldura humana “Não lhe consigo avançar um número em concreto, até porque temos uma dificuldade: dado que as entradas são gratuitas, não temos um mecanismo de controlo. Esperamos alguns milhares largos de visitantes, tendo em conta até a experiência de anos anteriores. Temos as condições reunidas para ser um grande evento.”

Mobilidade garantida com rede especial de autocarros

Para facilitar as deslocações e reforçar a segurança rodoviária, o Município de Avis e a Rodoviária do Alentejo voltaram a disponibilizar um serviço especial de transporte rodoviário. Com bilhetes a preços reduzidos (entre 1,50 € e 3,50 €), as carreiras cobrem dezenas de povoações do distrito e concelhos vizinhos — incluindo Portalegre, Estremoz, Ponte de Sor, Monforte, Fronteira, Sousel, Mora, Alter do Chão, Cabeço de Vide e Benavila —, com horários de regresso de madrugada articulados com o fim dos concertos.

Agricultores de Campo Maior veem concretizado projeto de regadio do Xévora aguardado há um quarto de século

A Rede de Rega do Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora, em Campo Maior, foi inaugurada esta terça-feira, 21 de julho, numa cerimónia que contou com a presença do ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, do presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, de vários autarcas da região e de diversas entidades ligadas ao setor agrícola.

O programa teve início no Centro Cultural de Campo Maior. Seguiu-se uma visita ao perímetro de rega do Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora, culminando com as intervenções protocolares e o descerramento da placa evocativa da inauguração.

Considerado um projeto estruturante para o concelho de Campo Maior e para o Alto Alentejo, o Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora abrange atualmente uma área beneficiada de 1.560 hectares, alimentada pela Barragem do Abrilongo. A infraestrutura inclui cerca de 44 quilómetros de condutas, 70 hidrantes, 106 bocas de rega e um sistema de distribuição de água sob pressão, energeticamente eficiente e com forte aproveitamento da gravidade.

Ministro destaca investimento na gestão da água

Na cerimónia, o ministro da Agricultura e Pescas sublinhou o caráter estratégico do investimento, enquadrando-o na política nacional para os recursos hídricos. “É estruturante, é estratégico. Não é por acaso que uma das dez prioridades do Governo é o programa ‘Água que Une’. O objetivo é investir até 2030 cerca de 5.400 milhões de euros e, posteriormente, mais 4 mil milhões. É um investimento que traz retorno económico e permite tirar partido das potencialidades dos territórios”, afirmou José Manuel Fernandes.

O governante destacou ainda que estes projetos reforçam a competitividade da agricultura, promovem a coesão territorial e contribuem para a fixação da população no interior.

“A agricultura é segurança alimentar, mas é também economia, competitividade e coesão territorial. Estes investimentos ajudam a proteger o território através da presença das pessoas e incentivam igualmente a renovação geracional”, referiu.

José Manuel Fernandes salientou ainda que estão atualmente em curso investimentos na ordem dos 600 milhões de euros em infraestruturas de água para a agricultura, considerando-os essenciais para o desenvolvimento do setor.

Projeto aguardado há um quarto de século

Também o presidente da Câmara de Campo Maior destacou a importância da conclusão de uma obra há muito aguardada pelos agricultores.

“É um investimento que fazia falta há cerca de 25 anos. No concelho já existem cerca de seis mil hectares de regadio na zona do Caia e agora iniciamos aqui mais 1.500 hectares, com a expectativa de podermos chegar aos 2.200. Para um concelho com cerca de 250 quilómetros quadrados, esta capacidade de rega é verdadeiramente importante e permitirá novos investimentos e novas formas de fazer agricultura”, afirmou Luís Rosinha.

Apesar da satisfação pela concretização da infraestrutura, o autarca recordou o longo período de espera.

“Hoje é dia de festa, mas fica a marca de um quarto de século de espera por uma infraestrutura crucial para a vida e para os investimentos destes agricultores”, acrescentou.

Emprego e competitividade no horizonte

Por sua vez, o diretor da Associação de Beneficiários do Abrilongo, Nelson Barreto, considerou que o novo perímetro de rega já está a produzir efeitos na atividade agrícola.

“Estamos a falar de um projeto que vai seguramente trazer mais emprego. Já há agricultores e empresas agrícolas a adaptar as suas explorações e a preparar novas culturas em função desta infraestrutura”, afirmou.

Nelson Barreto mostrou-se igualmente confiante na possibilidade de o perímetro de rega ser alargado para os cerca de 2.200 hectares inicialmente previstos, explicando que existem áreas confinantes que poderão vir a ser integradas futuramente.

Terceira fase do projeto já está em preparação

O responsável aproveitou ainda para defender o rápido avanço da terceira fase do projeto, nomeadamente da construção da estação elevatória.

“Há agricultores que, devido à diferença de cotas, ainda não conseguem receber água. Foi-nos transmitido que o caderno de encargos para essa estação elevatória está a ser preparado e esperamos que, dentro de cerca de dois anos, essas explorações também possam ser servidas”, disse.

A construção da rede de rega representou um investimento de cerca de 19 milhões de euros, financiado pelo PDR2020, inserindo-se num investimento global de aproximadamente 25 milhões de euros destinado à conclusão de todo o Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora.

Com a entrada em funcionamento da nova infraestrutura, passa a ser possível aproveitar plenamente a água armazenada na barragem do Abrilongo, construída em 2000, garantindo um abastecimento mais fiável aos agricultores, aumentando a competitividade das explorações agrícolas e promovendo uma utilização mais sustentável dos recursos hídricos.

Arronches dá início à maior montra económica do concelho com quatro dias de festa

A 15.ª edição da Feira das Atividades Económicas (FAE) de Arronches arrancou ao final da tarde desta quinta-feira, 9 de julho, dando início a quatro dias dedicados à promoção da agricultura, pecuária, artesanato, indústria e gastronomia do concelho. O certame decorre até domingo, dia 12, e volta a afirmar-se como o maior evento anual do município.

Na abertura da feira, o presidente da Câmara Municipal de Arronches, João Crespo, reconheceu que a edição deste ano decorre com algumas limitações devido às obras em curso nas imediações do recinto, situação que obrigou a reduzir o espaço disponível e, consequentemente, o número de expositores.

“Este ano temos uma condicionante, que são as obras que estão a decorrer do outro lado e que nos limitam em termos de espaço. Ainda assim, quisemos ter uma feira com dignidade e que vá ao encontro daquilo que têm sido as últimas edições, apesar de termos, efetivamente, menos expositores”, afirmou.

Um dos principais destaques da edição de 2026 é o cartaz de espetáculos, que João Crespo classificou como “fantástico”, sublinhando a presença da cantora brasileira Daniela Mercury, que sobe ao palco na noite de sábado, dia 11.

“Foi uma coincidência e até diria uma sorte termos a possibilidade de trazer a Arronches a Daniela Mercury, uma artista de renome internacional. Acho que é a primeira vez que vem um artista com este peso a Arronches e isso deixa-nos desde logo satisfeitos”, referiu o autarca.

O evento conta, nesta primeira noite, com um espetáculo de Sons do Minho; amanhã de Némanus; e, por fim, no domingo, de Fernando Daniel.

O autarca destacou ainda que a programação foi pensada para diferentes públicos, mantendo a tradição de dar palco aos artistas locais. “Como habitualmente, temos sempre espetáculos musicais que vão ao encontro dos gostos de todos e, naturalmente, quando a noite se prolonga para os mais jovens, não pode faltar essa diversão. Também não pode faltar a oportunidade que damos aos grupos da terra e, por isso, todos os dias abre o palco um grupo local”, salientou.

João Crespo mostrou-se ainda confiante numa forte afluência de visitantes ao longo dos quatro dias de certame, considerando que a feira é uma importante montra da dinâmica económica do concelho.

“Penso que estão reunidas as condições para termos aqui mais uma grande Feira das Atividades Económicas. Esperamos, naturalmente, muita gente. É para isso que trabalhamos: para que possam conhecer a dinâmica económica do concelho e também desfrutar e conviver com amigos e familiares. Esse é também um dos grandes objetivos”, frisou.

Relativamente ao investimento feito, o presidente da Câmara revelou que a organização da feira representa um esforço financeiro na ordem dos 300 mil euros, defendendo, contudo, que o retorno vai muito além dos dias do evento.

“O investimento rondará os 300 mil euros, talvez um pouco acima desse valor. Aquilo que entendemos é que quem vem a Arronches nesta feira fica com vontade de voltar. É isso que pretendemos: que, ao longo do ano, as pessoas regressem, conheçam o tecido empresarial do concelho e desfrutem de toda a oferta turística que temos para oferecer. Estou convicto de que este investimento terá o seu retorno durante o resto do ano”, conclui.

A João Crespo, na sessão de abertura do certame, juntou-se o vice-presidente da CCDR Alentejo, Roberto Grilo.

Alandroal abre as portas ao Festival “Fora da Casca” com petiscos, música e associativismo

O Castelo de Alandroal volta a receber, até domingo, 5 de julho, o Festival “Fora da Casca”, evento que coloca em destaque o caracol, a caracoleta e o lagostim, reunindo gastronomia, animação musical e o movimento associativo do concelho.

Promovido pela Câmara Municipal de Alandroal, em parceria com as associações locais, o festival abriu portas ao início da noite desta sexta-feira, 3 de julho, com uma atuação da Banda Filarmónica do Centro Cultural de Alandroal, precisamente no dia em que a coletividade assinala mais um aniversário.

Na abertura do certame, o presidente da Câmara Municipal de Alandroal, João Grilo, destacou o ambiente que envolve o evento e o programa preparado para os três dias.

“Temos um cenário particularmente agradável porque a nossa banda faz anos hoje e vai-nos brindar com uma atuação. Temos todas as associações, temos os concertos e penso que está tudo preparado para três dias de animação”, afirmou.

Face às elevadas temperaturas que se fazem sentir, o autarca apelou ainda aos visitantes para que privilegiem as horas de menor calor. “Nesta altura temos sempre calor, há que ter algum cuidado quando estamos a atravessar uma vaga de calor. Vamos começar um pouco mais tarde e recomendamos também que as pessoas façam o mesmo. A partir desta hora (20 horas) já não podemos dizer que haja qualquer perigo. É petiscar, refrescar-se e aproveitar as noites”, referiu.

João Grilo sublinhou ainda que o modelo do festival se mantém, por considerar que está consolidado e oferece condições para receber famílias em segurança.

“O modelo mantém-se, está consolidado. O espaço é agradável e controlado. Os pais podem trazer as crianças à vontade, porque têm insufláveis e existe controlo. Temos todas as condições para se passar o tempo sem preocupações”, frisou.

Outro dos aspetos destacados pelo presidente do município foi o forte envolvimento do tecido associativo do concelho, com a participação de praticamente todas as coletividades.

“Temos entre nove e dez associações, praticamente todas as associações do concelho têm trabalhado connosco. O mais importante é que este é um festival representativo de todo o concelho. Não temos apenas associações da vila de Alandroal, mas sim associações de todas as freguesias, e isso para nós é extremamente importante”, salientou.

Ao longo dos três dias, além da oferta gastronómica nas tasquinhas dinamizadas pelas associações, o Festival “Fora da Casca” apresenta um programa musical diversificado.

Esta sexta-feira, na primeira noite, a animação está a cargo d’Os Alentons e do DJ Rastilho. No sábado, o programa começa às 19h30 com Os Caprichosos, seguindo-se, às 22h00, a atuação da banda Putos do Rock, terminando a noite com o DJ Madeira. O encerramento acontece no domingo, com a atuação da Zuluband, às 18h30, e o espetáculo “Recordar é Viver”, protagonizado por CC & Liaça, às 20h00.

XVIII Festival Medieval invade o Centro Histórico de Elvas a partir desta quinta-feira

A cidade de Elvas volta a viajar no tempo entre os dias 2 e 5 de julho com a realização da XVIII edição do Festival Medieval. O evento, um dos mais emblemáticos do verão elvense, promete transformar o Centro Histórico, classificado como Património Mundial da UNESCO, num verdadeiro cenário da Idade Média.

Durante quatro dias, as ruas, a Praça da República e o Castelo vão encher-se de centenas de recriadores históricos, artistas, músicos, mercadores e artesãos. A promessa é de uma experiência única de imersão na história e nas tradições medievais.

A abertura oficial aconteceu esta quinta-feira, 2 de julho, às 19h30, na Mouraria, seguida pelo tradicional Cortejo Histórico. Ao longo do fim de semana, os visitantes podem contar com Cortejos militares, torneios a cavalo, demonstrações de tiro com arco e espetáculos de fogo.

Rondão Almeida, presidente da Câmara de Elvas, disse à nossa reportagem que “as pessoas devem sair de casa, a temperatura está ideal, 37 graus neste momento na Praça da República, completamente cheia, o que é interessante. Imagine-se o que vai ser isto por volta das 21h30, 20 horas, tudo a comer na Praça da República. Vamos viver esta feira medieval como nunca o fizemos ao longo da décima oitava edição. Um bem-haja a todos, vamos todos para a feira medieval!”

Destaques da Programação

Há também atuações de grupos como Cornalusa, Bailias do Tempo, Meraki Tribe, Malatitsch e Bobo da Charneca em vários palcos (Sé, Mouraria, Alcaide Mouro e Cavaleiro de Elvas) tanto no Castelo como na Praça da República Palco O monumento terá um papel central com atividades que evocam a vivência militar e social da época.

No pateo da Câmara existe uma zona de jogos medievais sobretudo para os mais jovens.

A entrada no evento é totalmente livre. O encerramento está marcado para a noite de domingo, 5 de julho, com um grande espetáculo de fogo, sendo promovido pelo Município de Elvas, o festival afirma-se como um motor essencial para a dinamização cultural, turística e económica do concelho.

Borba assinala 361 anos da Batalha de Montes Claros com o Exército nas ruas e melhorias no monumento

O Município de Borba e o Exército Português comemoraram hoje, 17 de junho, o 361.º aniversário da Batalha de Montes Claros. O evento ficou marcado pelo reforço da dignificação do monumento nacional e por um dia repleto de atividades militares dedicadas aos mais novos no Jardim Municipal da cidade.

A Batalha de Montes Claros, travada em 1.665 no concelho de Borba, voltou a ser o centro das atenções no panorama histórico nacional. Considerada por muitos historiadores e especialistas como o confronto decisivo que garantiu a independência definitiva de Portugal face a Espanha, a efeméride foi assinalada com cerimónias oficiais e uma forte ligação à comunidade local.

Futuro Centro de Acolhimento no Monumento Nacional

O Presidente da Câmara Municipal de Borba, Pedro Esteves, reforçou o peso histórico do momento, lembrando que esta vitória impediu que Portugal se tornasse “uma província espanhola”.

Com o objetivo de valorizar o património e atrair mais visitantes, o autarca revelou que os painéis informativos junto ao monumento nacional foram recentemente substituídos pela Fundação Aljubarrota. Além disso, a autarquia está a trabalhar num projeto mais ambicioso: “Está na nossa intenção termos no acesso à União das Misericórdias a possibilidade de ter um posto, que possa ter casa de banho e alguém que possa permitir o conhecimento do que aqui se passou. Queremos dar a maior dignidade a este monumento nacional”, afirmou o Presidente da autarquia borbense.

Exército no Jardim Municipal atrai os mais novos

As celebrações não se esgotaram no protocolo. Ao longo de todo o dia, o Jardim Municipal de Borba transformou-se num quartel aberto à comunidade, com foco especial nas crianças e jovens. Atividades de preparação física e o contacto direto com cavalos foram algumas das propostas do Exército Português para aproximar a instituição militar dos cidadãos.

Vila Viçosa recua no tempo com a V Feira de Inspiração Renascentista: “Fomos o centro da Renascença em Portugal”, afirma Inácio Esperança

A iniciativa decorre no emblemático Castelo de Vila Viçosa e pretende reforçar a identidade histórica da vila e a sua candidatura a Património Mundial.O Castelo de Vila Viçosa volta a ser o palco de eleição para a Feira de Inspiração Renascentista, que este ano cumpre a sua quinta edição. O evento, que tem registado um crescimento sustentado ano após ano, assume-se como uma montra privilegiada para divulgar o património, a história e as tradições locais, atraindo cada vez mais “calipolenses” e visitantes.

Em declarações à Rádio ELVAS, sobre o certame, o Presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Inácio Esperança, sublinhou o papel crucial que a vila desempenhou no panorama cultural e político do país.”Vila Viçosa foi o centro da Renascença em Portugal. Não houve outro centro no país tão importante para Portugal, na Renascença, como Vila Viçosa”, defendeu o autarca, lembrando que, numa época em que o país estava sob o domínio Filipino, a corte dos Duques de Bragança funcionou como um farol de centralidade e resistência cultural portuguesa. “Por aqui passaram arquitetos, engenheiros, pintores, músicos de todo o mundo.”

Um Legado de Reis e Rainhas

A feira serve precisamente para evocar as figuras históricas que elevaram o nome da vila além-fronteiras, como o Duque Dom Jaime e os seus descendentes: Dom Teodósio, Dom Teodósio II, Dom João IV (o Restaurador) e a Rainha Catarina de Bragança, nascida na vila e que viria a casar com o rei de Inglaterra.

Segundo Inácio Esperança, o objetivo atual passa por transformar este reconhecimento histórico em distinção oficial: “Nós, hoje queremos elevá-lo a Património Material da Humanidade [da UNESCO], mas ele já foi elevado por todas estas pessoas (Casa de Bragança)”.

Expectativas Altas para a V Edição

Com o evento a afirmar-se no calendário cultural da região, as expectativas para este ano são elevadas. O autarca garante que a iniciativa “renova o compromisso de Vila Viçosa com os calipolenses e com os seus visitantes”, funcionando como um motor de promoção do território.

O convite fica feito a todos os que queiram testemunhar a grandiosidade dos séculos XVI e XVII: “Estão todos convidados para Vila Viçosa ver um bocadinho daquilo que Vila Viçosa foi nos [anos] 1500 e 1600”, concluiu o presidente.

Nova centralidade da Freguesia de Arcos inaugurada com forte aposta na eficiência hídrica e no futuro logístico da região

A freguesia de Arcos, no concelho de Estremoz, assinalou um marco fundamental no seu desenvolvimento urbano com a inauguração da obra de requalificação do Largo 1.º de Maio, num evento que reuniu a população e diversas entidades regionais na tarde de quinta-feira, 14 de maio.

A intervenção, que representou um investimento próximo de um milhão de euros, transformou a face visível do coração da localidade, mas o seu impacto mais profundo reside no que não está à vista: a renovação integral das redes de abastecimento de água.

Manuel Maria Broa, presidente da Junta de Freguesia de Arcos, recordou que esta era uma obra reivindicada há cerca de 15 anos e que o projeto final foi fruto de um processo democrático e participativo. O autarca explicou que “havia um projeto inicial que teve depois pouca aceitação pelo fregueses, que tinha ali um ponto de água no meio e que tirava alguma dignidade ao espaço central, que é o “Rossio”, um espaço emblemático para a nossa freguesia. No entanto, fomos remodelando o projeto com o grande apoio do município e hoje em dia somos umas pessoas felizes, temos este espaço muito bem requalificado”. Com o investimento a rondar um milhão de euros, o presidente da junta reiterou que a prioridade foi garantir condições de vida dignas a quem ali reside, afirmando que “o importante também aqui não foi só o que está à vista, à superfície, é também aquilo que se fez por infraestrutura no fundo, portanto, das condutas de água e de ramais de água que deram alguma condição de vida a quem cá vive”.

O Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, José Daniel Sadio, reforçou a importância deste espaço como local de memória e encontros, destacando o trabalho estrutural realizado para substituir as antigas condutas. O autarca explicou que se trata de “uma obra que tem a ver com a reconstrução urbana e com a requalificação do espaço central, este largo, que é um espaço de encontros, espaço de memória, espaço de dinâmicas também culturais, mas também muito importante naquilo que não se vê, isto é, porque por baixo de todo esse alcatrão novo que temos aqui em várias artérias, houve um trabalho tremendo para trocar tudo o que tinha a ver com antigas condutas de água, onde havia perdas de água sistematicamente”. José Daniel Sadio aproveitou a ocasião para revelar que a dinâmica económica da freguesia “está em expansão, com a primeira fase da zona industrial quase esgotada”, e anunciou que o município já trabalha num projeto para um loteamento com “mais de 30 ou 40 moradias num terreno próximo à igreja, visando dar resposta à procura crescente e garantir que Arcos seja sustentável (com a criação de emprego da zona industrial) e capaz de dignificar eventos como o “Arcos Jovem”.

Ricardo Pinheiro, Presidente da CCDR Alentejo, sublinhou que, num cenário de escassez hídrica, a melhoria da eficiência das redes de distribuição em baixa é um passo crucial, referindo que “muitas vezes quando recebemos orientações para cortar, por exemplo, verbas do programa regional na regeneração urbana, estas coisas às vezes não são percebidas, estas obras têm um impacto absolutamente enorme naquilo que é, por exemplo, a renovação da rede de água”. O dirigente destacou ainda o potencial de Arcos como um polo logístico estratégico devido à proximidade com a A6 e a Nacional 4, defendendo que o Alentejo deve aproveitar o futuro Corredor Internacional do Sul para criar postos de trabalho e fixar os jovens, afirmando que “ficaria muito satisfeito que no próximo quadro financeiro plurianual, a União Europeia reconhecesse que esta zona do Alentejo tivesse a possibilidade de ter um investimento territorial integrado dedicado exclusivamente àquilo que são os investidores e à criação de postos de trabalho na área da logística”.

A cerimónia, que incluiu o descerramento de uma placa e um lanche convívio, simbolizou o início de uma nova fase para a Freguesia de Arcos, que se afirma agora como uma freguesia capaz de aliar a sua identidade rural a uma visão ambiciosa de desenvolvimento industrial e social no coração do Alentejo, sendo um “exemplo para o Alentejo”.

Ervas e Companhia na Orada onde o Valor do Mundo Rural chama pelo próximo Quadro Comunitário de Apoio

O evento, que decorre na freguesia de Orada, concelho de Borba, destaca-se como um exemplo de resistência cultural e de “auto-invenção” dos territórios rurais perante os desafios da coesão europeia.

A freguesia de Orada transformou-se, este fim de semana, na capital das ervas aromáticas, da gastronomia tradicional e das memórias do trabalho de campo. A “Feira das Ervas e Companhia”, organizada pela Casa da Cultura em parceria com a Câmara Municipal de Borba e a Junta de Freguesia, assumiu-se nesta edição como um palco de afirmação das tradições locais e uma plataforma de reflexão sobre o futuro dos apoios comunitários.

O Desafio da Coesão e os Fundos Europeus

Ricardo Pinheiro

Presente na iniciativa, o presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, sublinhou o papel crucial de eventos desta natureza na estratégia de desenvolvimento regional. “A coesão tem sido um desafio enorme na utilização de fundos comunitários. O próximo quadro de apoio vai ter regras diferentes e é extraordinariamente importante que projetos que dinamizem os territórios continuem a incentivar as mulheres e os homens a fixar-se e a manter o seu modelo de vida em territórios rurais”, afirmou o responsável.

Ricardo Pinheiro destacou ainda a necessidade de a Comissão Europeia reconhecer a resiliência das populações locais: “É fundamental que a Europa perceba a forma como os territórios se auto-inventam. A questão das ervas aromáticas, a produção do mel e toda a dimensão da cozinha associada à produção local são formas de criação de valor que já apresentam resultados importantes em boas práticas a nível europeu”.

Orada: O “Ex-Libris” da Tradição de Borba

Pedro Esteves

Para o presidente da Câmara Municipal de Borba, Pedro Esteves, o evento é um tributo à identidade da freguesia. “O que se pretende é mostrar à Orada aquilo que na Orada se faz muito bem: manter as tradições. Não temos pretensões de ser uma grande festa, mas queremos ser uma belíssima festa onde todos se sintam bem a provar os comeres tradicionais feitos com todo o tipo de ervas”, explicou o autarca.

Pedro Esteves enalteceu o papel da Casa da Cultura da Orada, que assumiu este ano a liderança da organização: “A Casa da Cultura faz um trabalho de preservação das tradições e dos cantos de trabalho, que eram a forma como as pessoas se organizavam no campo. É um património que a Orada e o concelho de Borba não podem perder”.

Ervas e Companhia é um evento estruturante da freguesia

João Leitão

Para o autarca João Leitão, presidente da Junta da Orada reconhece que “a Feira já vai sendo um evento estruturante na freguesia. É importante para alguns dos produtores que precisa escoar os produtos. O uso das plantas aromática era feito sobretudo nas sopas. O sustento da alimentação dos trabalhadores rurais. Hoje em dia faz se muito a procura das plantas aromática sobretudo para substituir o sal”. João Leitão destaca ainda “a prova das sopas como o momento alto da Feira, cada pessoa faz a sua sopa e depois todos podemos provar”.

Ervas como Sobrevivência e Património

Ricardo Pinheiro e Paulo Laranjo

Paulo Laranjo, da Casa da Cultura, recordou a origem histórica deste evento, focado nas plantas alimentares e medicinais. “Antigamente, estas plantas serviram de sobrevivência para o dia a dia. As pessoas iam para o campo, apanhavam o que a natureza dava e confecionavam em casa. O nosso intuito é valorizar esse potencial e dar vida a essa grandeza”, referiu.

Apesar da ameaça de chuva, que obrigou à instalação de uma tenda no adro da igreja para aproximar o certame do centro da freguesia, o otimismo mantém-se para o ponto alto do programa. “Um dos momentos mais esperados é o passeio pedestre para a descoberta e identificação das plantas no seu habitat natural. Esperamos que o tempo permita, pois é fundamental para que as pessoas conheçam esta riqueza”, concluiu Paulo Laranjo.

A feira conta com momentos de degustação, música tradicional e a presença dos emblemáticos “Bonecos da Orada”, celebrando um modo de vida que procura agora novas oportunidades no próximo ciclo de financiamento europeu.

Elvas é sede da canicultura ibérica este sábado com 36ª Exposição Internacional

O Centro de Negócios Transfronteiriço recebe 427 exemplares de 200 raças diferentes. O certame, em parceria com Badajoz, oferece uma oportunidade única na Europa para a obtenção do título de Campeão Internacional.

O Centro de Negócios Transfronteiriço (CNT) de Elvas é, este sábado, 9 de maio, o epicentro da canicultura ibérica. A 36ª Exposição Canina Internacional de Elvas reuniu cerca de meio milhar de exemplares, vindos de vários pontos da Europa, numa competição que se destaca não só pela quantidade, mas pela elevada qualidade técnica e prestígio internacional.

Em entrevista à Rádio ELVAS, José Homem de Melo, figura de referência do Clube Português de Canicultura, sublinha a importância estratégica deste evento, que funciona em moldes transfronteiriços. “Este é um fim de semana único na Europa porque normalmente não há fins de semana com dois pontos para o campeonato internacional num só fim de semana. Hoje em Elvas e amanhã em Badajoz”, explica o especialista.

A corrida pelo título de Campeão Internacional

O grande atrativo para os criadores que se deslocaram de países como Espanha, França e Inglaterra é a disputa pelo CACIB (Certificado de Aptidão ao Campeonato Internacional de Beleza). “Este ano temos 427 exemplares vindos de muitos países europeus que vêm tentar obter e vencer o chamado CACIB. Para um cão ser campeão internacional tem que ter pelo menos dois pontos destes no seu país de origem e mais um num segundo país e outro num terceiro”, esclarece José Homem de Melo.

Para avaliar este “exército” de quatro patas, a organização contou com um painel de jurados de elite, oriundos do Brasil, Roménia, Holanda, Espanha, Polónia e Finlândia, todos habilitados pela Federação Cinológica Internacional (FCI).

Em busca do “Cão Perfeito” e Saudável

Segundo José Homem de Melo, o interesse pelas exposições caninas continua em crescendo, movido pela paixão dos criadores em atingir a excelência. “Um dos principais objetivos é criarem cães o mais próximo possível ao cão perfeito, que é o descrito no estalão de cada raça. É algo impossível porque não há cão perfeito, mas tenta-se criar o mais próximo possível”, refere.

Contudo, a estética não é o único foco. A saúde e a utilidade funcional dos animais são pilares fundamentais da canicultura moderna. “Cada vez mais se procura criar cães saudáveis, que estejam aptos para as funções que variam desde a caça à proteção, ou à procura de droga e explosivos. Como temos visto, sem eles não conseguiríamos chegar a esses objetivos”, sublinha o responsável.

Cerca de 200 raças em competição

Pelos vários rings instalados no CNT, passam exemplares de aproximadamente 200 raças distintas — mais de metade das cerca de 380 raças reconhecidas mundialmente pela FCI. Entre os nomes mais familiares do público, destacam-se o raças portuguesas como o Rafeiro do Alentejo, o Serra da Estrela e o Cão de Água Português, entre raças estrangeiras como o Boxer, o Dobermann, Labrador e o Golden Retriever, o Pastor Alemão, o Rottweiler , o Bulldog Francês, o Poodle, o Chihuahua, o Border Collie, o Beagle, o Jack Russell e o Cocker Spaniel, mas a diversidade presente é, nas palavras de Homem de Melo, “uma participação muito, muito boa”.

A 36ª Exposição Canina Internacional de Elvas, organizada pela Câmara Municipal de Elvas em colaboração com o Clube Português de Canicultura, é de entrada livre, sendo uma oportunidade para conhecer de perto o trabalho dos criadores e a beleza das linhagens presentes. O evento prossegue amanhã na vizinha cidade de Badajoz, completando este ciclo ibérico de alta competição canina.

Feira Medieval Ibérica de Avis: A maior de sempre num fim de semana de História Viva!

A vila de Avis volta a afirmar-se como palco privilegiado da História com a realização da Feira Medieval Ibérica de Avis, que decorre de 8 a 10 de maio de 2026. Este ano, o evento ganha uma dimensão sem precedentes: 20 grupos de animação, 120 participantes diretos e 80 locais espalhados pelo centro histórico prometem transformar a vila numa autêntica máquina do tempo.

De acordo com o presidente da Câmara Municipal de Avis, Manuel Coelho, esta edição destaca-se pela forte mobilização da comunidade. “Esta é a maior edição de sempre em termos de envolvimento local. Temos 65 expositores — entre artesãos, mercadores e produtores — e 5 tasquinhas dedicadas à nossa gastronomia, o que demonstra a vitalidade do nosso concelho”, afirma o autarca.

Avis, a Dinastia

Sob o tema central “Avis, a Dinastia”, o evento explora este ano os momentos, figuras e estratégias que marcaram o período mais decisivo da História de Portugal. Para Manuel Coelho, o rigor histórico é uma prioridade: “Queremos que quem nos visita não leve apenas uma memória visual, mas que compreenda a importância estratégica e cultural de Avis na afirmação da identidade nacional”.

O programa divide-se em três eixos temáticos. O primeiro dia, 8 de maio, é dedicado à Ordem de Avis, focando-se na vida militar e religiosa. No sábado, dia 9, o destaque vai para as alianças matrimoniais, com a figura de D. Leonor de Portugal em evidência. O certame encerra no dia 10, abordando o reinado de D. Afonso V e as disputas sucessórias do final do século XV.

Animação, Gastronomia e Identidade Local

Com entrada livre, a feira conta com uma forte presença de agentes económicos locais: cinco tasquinhas, nove produtores e oito artesãos da região, aos quais se juntam cerca de 50 mercadores vindos de vários pontos do país e de Espanha.

O Chef Fábio Bernardio realizou um Show Cooking em plena praça com a preparação de borrego, uma bola de carne e favas e um doce a recordar a época medieval

Ao longo dos três dias, os visitantes poderão assistir a torneios de armas a cavalo, espetáculos de fogo, teatro de rua e danças medievais. A prata da casa estará representada através de grupos como o AnimaSénior, o Grupo de Bombos Mestre de Avis, o Coro da Escola de Música e a associação DançAvis.

Impacto Económico e Turístico

As expectativas para esta edição são elevadas. O Município embora tenha alguma preocupação com a meteorologia, indicou que são esperados nos três dias do evento “mais de 15 visitantes”, sublinhando que “um evento como este tem um impacto significativo na economia, porque dinamiza o comércio, a restauração e o alojamento, promovendo diretamente os nossos produtores e artesãos”.

Desde 2003 que Avis recorda a dinastia iniciada por D. João I, mestre da Ordem. O evento consolidou-se como um dos principais cartazes turísticos do Alentejo, atraindo público de ambos os lados da fronteira ibérica.

A Feira Medieval Ibérica de Avis arranca oficialmente na sexta-feira, dia 8 de maio, pelas 19h00, com o cortejo inaugural a percorrer as ruas do Centro Histórico.

Ovibeja 2026 já abriu portas (c/fotos)

A 42ª Ovibeja abre portas esta quarta-feira, dia 29 de abril, com sessão de abertura programada para as 10h30, pelo Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes e Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.

O primeiro dia da feira é de entrada gratuita até às 20h00, com base numa parceria entre a organização e a Câmara Municipal de Beja.

Além de muitos outros motivos de visita à grande feira do sul, a primeira Ovinoite vai ser preenchida pela atuação de Vizinhos, seguindo-se o DJ João Melgueira.

Com “espaço para crescer”, FIAPE volta a afirmar-se como uma das grandes montras do Alentejo

Com grande destaque para a agropecuária, o artesanato e os espetáculos musicais, a 38ª edição FIAPE (Feira Internacional de Agropecuária de Estremoz), a decorrer no Parque de Feiras e Exposições de Estremoz até domingo, 3 de maio, abriu as suas portas na manhã desta quarta-feira, 29 de abril.

No evento, que se realiza em simultâneo com a 42ª Feira de Artesanato de Estremoz, participam cerca de cinco centenas de expositores, não só das áreas da agropecuária e do artesanato, mas também da restauração, produtos regionais, indústria, comércio, maquinaria agrícola e setor automóvel. Ainda assim, de acordo com o presidente da Câmara de Estremoz, José Daniel Sádio, o evento tem ainda “espaço para crescer”. “Este é um certame de excelência em termos de agropecuária, e de artesanato é, seguramente, uma das melhores feiras do país”, assegura.

“Se olharmos para a essência da sua génese, na primeira edição, aquilo que era o desafio que se colocava naquele contexto, seguramente, era o mesmo: o de criar oportunidade de comércio, de negócio e promover o setor da agropecuária e o artesanato. Hoje, temos um grande desafio, porque sentimos que a feira ganhou dimensão, espaço mediático”, acrescenta José Daniel Sádio.

Por outro lado, o autarca destaca a presença vincada do Governo no evento, já que, a par do secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvino Regalado, presente no momento de inauguração do certame, também o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, vão estar hoje na FIAPE.

“Naturalmente que a presença do Governo para nós é muito prestigiante, é um grande orgulho, é importante e isso prova que estamos no caminho correto: temos visibilidade e o Governo sente também essa vontade de vir cá reconhecer esse trabalho”, dizia José Daniel Sádio aos jornalistas.

Dizendo ainda que os números “não enganam”, o autarca garante que toda a economia local sai a ganhar com a FIAPE. “São cinco dias em que virão milhares e milhares de pessoas a Estremoz, não só ao certame, mas também a todo o concelho, em que vão estar cá, vão consumir em Estremoz, vão levar daqui boas energias e voltarão. O crescimento do turismo é evidente, o crescimento em termos de atividade económica é evidente. Ainda assim, não estamos felizes, estamos contentes com o que estamos a fazer e orgulhosos, mas há espaço para mais”, remata.

Para o secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, que enaltece a importância que o Governo está a dar à FIAPE este ano, eventos como este ajudam a trazer pessoas para o território. “O Governo está muito empenhado em ajudar estes territórios a tratar dos problemas do interior, em estagnar aquilo que é uma fuga de pessoas destes territórios para territórios mais do litoral, e isso só se pode fazer de uma forma que, na verdade, é muito simples, mas muito complexa. E a forma é, para já, manter os mais jovens em Portugal e, depois, estimar os que já fazem destes territórios tão únicos e tão valiosos”, começa por dizer o governante.

Por outro lado, e através de apoios aos municípios, Silvino Regalado defende a necessidade de políticas para a atração de pessoas para o interior do país: “ajuda aos municípios na construção de habitação, ajuda aos municípios na construção de zonas de acolhimento empresarial, que possam acolher empresas dos vários setores de atividade nestes territórios, e aqui em Estremoz em particular, com uma ajuda muito grande ao setor primário e ao turismo, valorizando aquilo que são, por exemplo, os Bonecos de Estremoz, como uma das grandes mais-valias que são Património da Humanidade”.

Citando a banda Vizinho, dizendo que “se Lisboa é grande, o Alentejo é maior”, Silvino Regalado não tem dúvidas de que a região tem “muita capacidade”, que pode e deve ser explorada.

Na sessão de inauguração do evento, para além de José Daniel Sádio e Silvino Regalado, participaram ainda o presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, o presidente da Assembleia Municipal de Estremoz, Ricardo Catarino, e o presidente da ACORE, Manuel Ramalho.

A visita de Luís Montenegro ao certame está hoje prevista para as 19h30. Do programa de animação do evento, o destaque, nesta primeira noite, vai para o concerto de Plutónio.

Leilão de Alter Real: Um Símbolo Nacional que conquista o Mundo sob o signo da modernidade

As bancadas repletas e o som constante das licitações, tanto presenciais como digitais, marcaram esta sexta-feira, 24 de abril, o Leilão Anual da Coudelaria de Alter. O evento, que é já um marco histórico no calendário equestre, confirmou a vitalidade do Cavalo Lusitano e a sua crescente projeção internacional, atraindo investidores de todo o globo para o coração do Alentejo, a partir de Alter do Chão.

O rigor da seleção deste ano ficou espelhado na lista oficial de exemplares, onde a linhagem e a morfologia ditaram preços base ambiciosos. Na categoria de fêmeas, a lista de éguas incluiu exemplares como “Salina e Silarca, ambas com o preço base mais elevado do lote feminino, fixado em 17.500 euros, seguidas pela Sijuca a 15 mil e a Requintada a 12.500 euros. O catálogo apresentou ainda opções entre os nove e os cinco mil euros.

Já no lote dos cavalos, a competitividade foi ainda mais notória, com destaque para o histórico e a funcionalidade de cada animal. A lista de machos apresentou “o Gniqui como o exemplar com o valor base mais alto, arrancando nos 20 mil euros, acompanhado de perto pelo Solar e Salinero, ambos com base de 17.500 euros. O catálogo incluiu também o Sabido (15 mil), Soberbo e Sábio (ambos a 12.500 euros) entre os mais bem cotados, a fechar o lote de machos, estiveram dois exemplares de Puro-Sangue Árabe Ritual e o Safado, ambos com uma base de licitação de 7 mil euros.

Um Compromisso do Governo com a Excelência

João Moura

Presente no evento, o Secretário de Estado da Agricultura e Pescas, João Moura, sublinhou a importância estratégica da Coudelaria de Alter enquanto guardiã de um património vivo.

Para o governante, o sucesso do leilão é o reflexo de um trabalho intenso e de uma aposta clara do Executivo na raça Lusitana. “O cavalo Lusitano está a viver bons momentos fruto do trabalho realizado nesta Coudelaria Nacional, a mais antiga do mundo a funcionar no mesmo espaço”, afirmou João Moura.

O Secretário de Estado destacou a “versatilidade, docilidade e completude” da raça, lembrando que a genética de Alter está na génese de outras raças mundiais, como o Mangalarga Marchador no Brasil. “É um dos grandes símbolos nacionais. Este leilão é um dos expoentes máximos para levar ao mundo o que de melhor Portugal produz”, reforçou.

Internacionalização: 90% dos Licitadores são Estrangeiros

Para Francisco Beja, diretor da Coudelaria de Alter, este “dia aberto” é o culminar de um ano de rigorosa seleção. O responsável destacou a forte componente internacional que hoje define o evento: cerca de 90% dos licitadores inscritos são estrangeiros, vindos de mercados como os EUA, Brasil e Norte da Europa.

Francisco Beja

A digitalização tem sido a grande aliada, permitindo que a tradição de Alter chegue a qualquer parte do mundo em tempo real. “É o dia aberto, é o dia em que recebemos as pessoas, os players do mundo do cavalo. Recebemos os locais, recebemos os internacionais cada vez mais, portanto há muito público estrangeiro a vir ver o nosso leilão e a conhecer os nossos produtos. Os compradores são maioritariamente internacionais, ou seja, 90% dos licitadores inscritos são internacionais.”

Quanto ao impacto que este dia tem para além dos portões da Coudelaria, o diretor foi claro: “Ajuda em prol deste núcleo do norte alentejano, através da restauração, da hotelaria, enfim, porque adjacente às festas da vila, que também são muito importantes, a Feira de São Marcos, consegue-se criar aqui uma dinâmica na região superior e que ajuda na economia local, naturalmente.”

Francisco Beja concluiu lembrando que quem compra um cavalo em Alter está a levar parte da história: “A Coudelaria de Alter tem por missão a preservação do património genético, a preservação do património cultural que está adjacente a estas magníficas instalações e, ao fim e ao cabo, mais dois séculos de história e de seleção. É um produto de excelência do mundo rural.”

Impacto na Economia Local e Turismo

Para além da vertente genética e desportiva — onde o Lusitano ocupa já o 6.º lugar no ranking mundial de Dressage — o leilão é um motor económico para a região do Norte Alentejano. O evento gera uma dinâmica crucial na hotelaria e restauração, trabalhando em simbiose com as festas locais e a Feira de São Marcos.

A Coudelaria de Alter, fundada em 1748, reafirma assim a sua missão de preservação do património genético e cultural, provando que, após dois séculos de história, o cavalo de Alter continua a ser um produto de qualidade superior e um embaixador inigualável do mundo rural português.

GNR propõe novo modelo de trânsito com regresso a lógica da Brigada para travar aumento da sinistralidad

A Guarda Nacional Republicana (GNR) anunciou uma reorganização da Unidade Nacional de Trânsito, inspirada no modelo da antiga Brigada de Trânsito, com o objetivo de reforçar a fiscalização, a visibilidade policial e a segurança rodoviária em todo o país. A decisão surge num contexto de agravamento da sinistralidade, com 145 mortos registados até 13 de abril, mais 42 do que no mesmo período do ano passado, representando um aumento de 22%. Portugal apresenta atualmente uma das taxas mais elevadas da União Europeia, sendo o sexto pior país em mortalidade rodoviária. 

Segundo a GNR, a atual organização do trânsito evidencia limitações operacionais, resultantes da extinção da Brigada de Trânsito em 2007/2009, que levou à dispersão do comando pelos comandos territoriais. Entre os principais constrangimentos estão a dificuldade de uniformizar procedimentos, menor capacidade de mobilização de meios e um controlo nacional mais reduzido, apesar da GNR cobrir 94% do território e 98% das vias rodoviárias. A força de segurança sublinha que a sinistralidade é um fenómeno dinâmico, que não respeita fronteiras administrativas, exigindo uma resposta coordenada à escala nacional. 

O novo modelo assenta numa estrutura centralizada e orientada pelo risco, privilegiando a prevenção, a mobilidade dos meios e a tomada de decisão baseada em dados. A reorganização prevê a integração dos 23 destacamentos de trânsito na Unidade Nacional, a criação de níveis intermédios de comando (grupos de trânsito), o reforço do comando técnico especializado e a manutenção da proximidade territorial. A implementação será feita de forma faseada, garantindo a continuidade do policiamento na rede rodoviária. A GNR acredita que esta mudança permitirá uma resposta mais eficaz, coordenada e adaptada aos desafios atuais e futuros da segurança rodoviária. 

Elvas recria receção à Infanta Isabel com desfile histórico pelas ruas da cidade

A cidade de Elvas recebeu este sábado um desfile evocativo da chegada da Infanta Isabel, numa recriação histórica que percorreu algumas das principais artérias do centro urbano. A iniciativa contou com a participação de figurantes trajados a rigor, que deram vida a um cortejo simbólico, recriando o ambiente da época, onde destacou a figura da Infanta, com grupos de Elvas que recriaram a época do casamento real entre Isabel e Carlos V de Espanha.

O percurso teve início nas Portas de Olivença, seguindo em direção ao Castelo de Elvas, passando por várias ruas da cidade. Ao longo do trajeto, o desfile atraiu a atenção de residentes e visitantes, que acompanharam o cortejo e assistiram à encenação que pretendeu valorizar o património histórico e cultural local.

Elvas recua 500 anos para celebrar o casamento real de Isabel de Portugal e Carlos V

O Castelo de Elvas transformou-se, este fim de semana, no cenário de uma viagem no tempo para comemorar o quinto centenário do enlace entre a infanta Isabel de Portugal e o imperador Carlos V. As celebrações que assinalam os 500 anos de um dos momentos mais marcantes da história ibérica, com uma feira quinhentista e uma exposição temática que evoca a passagem da futura imperatriz pela cidade fronteiriça.

O vereador da Câmara Municipal de Elvas, Sérgio Ventura, destacou a importância estratégica deste evento para a valorização da identidade local: «É uma oportunidade para conhecermos um pouco da nossa história, já que foi em 1526 que tivemos este evento e agora “estamos à espera que a infanta chegue”. Acho que é bom, temos aqui também muitos jovens que vão recordar um pouco da história da nossa cidade e do nosso país». O autarca reforçou o convite à população, sublinhando que o município quis proporcionar um momento de reencontro com as raízes: «Muitas vezes nós não conhecemos a nossa história e penso que o município proporcionou esta oportunidade a todos nós, de voltarmos a recordar aqueles que fazem parte da nossa história e das nossas origens. Hoje estamos aqui no castelo a recriar a época do casamento e amanhã inclusivamente vai chegar a Infanta». Pela manhã haverá um cortejo que viaja desde as Portas de Olivença até ao Castelo de Elvas, recriando a entrada da Infanta na cidade de Elvas.

Complementando a recriação histórica, o castelo acolhe uma exposição que ficará patente durante cerca de dois meses. Margarida Ribeiro, técnica do município, explica que a mostra vai além do casamento real, oferecendo um retrato fiel da cidade no século XVI. “Fizemos uma breve exposição, queríamos mostrar à comunidade, aos nossos visitantes, um pouco daquilo que foi este casamento. A mostra aborda não apenas este enlace, mas também toda a trajetória que ela (a Infanta) fez por Portugal e a travessia do Caia, mas quisemos mostrar também aos elvenses o que era Elvas no século XVI”, refere a técnica.

A exposição destaca monumentos e mudanças urbanísticas fundamentais da época, como a construção da Praça Nova (atual Praça da República) e do Aqueduto da Amoreira. Margarida Ribeiro aponta ainda uma curiosidade arquitetónica presente no castelo: «O nosso castelo tem um apontamento muito curioso. A nossa cidade, que é conhecida mundialmente por ser um destino de património abaluartado, teve em 1510 a construção de um torreão “protobaluarte”, já preparado para uma outra tecnologia” (que veio a construir todas as muralhas abaluartadas de traça holandesa que temos hoje e que foram classificadas como Património da Humanidade pela Unesco. A mostra inclui ainda os célebres desenhos do Castelo de Elvas da autoria de Duarte de Armas, permitindo aos visitantes uma imersão total no património quinhentista da cidade.

Elvas recria história militar do século XVIII em homenagem ao Conde de Lippe

Elvas recebe este fim-de-semana uma recriação histórica dedicada ao Conde de Schaumburg-Lippe, figura determinante na modernização das defesas da cidade. A iniciativa teve início este sábado, 11 de abril, com uma cerimónia na Praça da República e uma receção oficial no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

O evento conta com a participação do regimento alemão Graf Wilhelm der Weckbatterie, que traz figurantes trajados a rigor, e de uma comitiva oficial de Bückeburg, cidade alemã geminada com Elvas desde 2024 e terra natal do Conde que projetou o icónico Forte da Graça.

A programação prossegue amanhã domingo, dia 12, com um segundo momento alto agendado para as 11h30 no Forte da Graça, monumento que o Conde de Lippe começou a edificar em 1763. Através da recriação de episódios militares e ambientes da época, o público é convidado a mergulhar no legado estratégico de Elvas e a compreender a importância do Conde na proteção do reino português. A presença de entidades como o presidente de Bückeburg, Axel Wohlgemuth, reforça os laços de cooperação e amizade entre as duas localidades, celebrando uma história comum que moldou o património mundial da cidade.

Volta ao Alentejo no Crato, em fotos

O ciclista russo Artem Nych venceu o contrarrelógio da terceira etapa, disputado no Crato, confirmando o seu bom momento na Volta ao Alentejo.

Apesar do triunfo na etapa, a liderança da geral não ficou nas mãos do russo, mas sim com Rafael Reis, também da Anicolor, segundo na etapa com mais quatro segundos, a assumir a camisola amarela, beneficiando da regularidade e do desempenho global na prova.

Feira da Páscoa: iniciativa inédita promete animar “coração” da cidade de Elvas até 6 de abril

A Feira da Páscoa promete unir tradição e cultura, na Praça da República de Elvas, com muita animação e atividades, imbuídas no espírito pascal e destinadas a toda a família, até ao próximo dia 6 de abril.

Inaugurada na tarde desta quinta-feira, 26 de março, a iniciativa inédita, promovida pela Câmara Municipal de Elvas, reúne um conjunto de stands, onde se destacam os doces e o artesanato, e dois espaços de diversão para os mais novos.

Com uma programação que contempla 50 eventos, muitos deles em outros espaços da cidade que não a Praça da República, e promovidos em colaboração com cerca de 30 entidades locais, refere o vice-presidente da Câmara, Nuno Mocinha, esta é uma feira feita por e para os elvenses. “Aquilo que se pretende é que também quem nos visite tenha um ponto de atração, ou seja, veja também que nós nos preocupamos com um gesto, no fundo, de desejar uma boa Páscoa e agradecer também a presença dessas pessoas que nos visitam”, assegura.

Dizendo que haverá sempre muito a aprender, para se poder melhorar o evento no futuro, Mocinha adianta que esta Feira da Páscoa integra o Plano Estratégico de Turismo de Elvas, ainda a ser apresentado. Querendo que a feira “corra muito bem”, o vice-presidente diz-se na expectativa “de ver o próprio retorno que ela tem”, sendo que a intenção do município “é sempre a mesma”: “animar o Centro Histórico, ter aqui uma desculpa para que as pessoas possam vir ao Centro Histórico e, ao mesmo tempo, ao virem à Praça da República também possam entrar nos comércios, nos bares, nos restaurantes e poder animar um bocadinho aquilo que às vezes é difícil noutros períodos fora destas épocas festivos”.

Procurando atrair os mais novos ao certame, a Câmara Municipal ofereceu a todos os alunos do concelho vouchers para que, de forma gratuita, desfrutem dos dois equipamentos de diversão que têm ao seu dispor: um carrossel e um espaço onde podem saltar e brincar.

Quanto ao investimento feito no evento, Mocinha prefere deixar as contas para quando a feira chegar ao fim. “Às vezes olha-se muito para aquilo que se gasta em euros e o investimento deve ser avaliado ao contrário: é pelo retorno”, garante. Por isso, o autarca diz querer aguardar pelo dia 6 de abril para “ver se efetivamente foi um investimento rentável a uma boa taxa de juros ou não”.

Na abertura do certame, Nuno Mocinha esteve acompanhado do vereador Sérgio Ventura, da presidente da Assembleia Municipal, Graça Luna Pais, do presidente da Junta de Freguesia de Assunção, Ajuda, Salvador e Ildefonso, Amadeu Martins, e de Joaquim Pires, do executivo da Junta de Freguesia de Caia, São Pedro e Alcáçova. Após a inauguração, os alunos do Curso Profissional de Desporto da Escola Secundária D. Sancho II presentearam o público com uma pequena coreografia.

A feira vai funcionar de segunda a sexta-feira das 15 às 20 horas e aos fins de semana, feriados e nos dias 1, 2 e 3 de abril, entre as 11 e as 20 horas.

43.ª Volta ao Alentejo reforça ambição internacional e dureza no percurso

O auditório do Fórum Cultural Transfronteiriço de Alandroal recebeu, esta terça-feira, a apresentação oficial da 43.ª edição da Volta ao Alentejo em Bicicleta. A mítica prova, que decorre de 25 de março até à grande chegada em Évora, dia 29, reforça o seu papel como um dos eventos mais enraizados no calendário desportivo e na identidade da região. Com um percurso que arranca em Sines e atravessa o coração do Alentejo, a edição deste ano destaca-se pela cooperação entre municípios e pela aposta na visibilidade televisiva através da RTP.

Carlos Zorrinho, Presidente da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), sublinhou a importância institucional da iniciativa que já faz parte do ADN da região. “O ser a 43ª edição mostra que é uma iniciativa muito importante, que já está enraizada na tradição, no calendário desportivo e no próprio calendário de divulgação do Alentejo, através dos valores do desporto. O desporto une as pessoas, o desporto une os territórios. Dá também maior visibilidade ao Alentejo, estas provas são transmitidas na televisão, o que também mostra o nosso território mais a fundo “, afirmou o autarca. Zorrinho destacou ainda o simbolismo de Évora, que celebra o 40.º aniversário do seu Centro Histórico como Património da Humanidade: “Perguntar-me o que é que o vagar tem a ver com o ciclismo, acho que tem muito, porque o vagar é a capacidade de ter consciência do tempo e, de facto, o desporto também nos ajuda, sobretudo este desporto, a corrida, o ciclismo e esse tipo de desporto, ajuda-nos a poder ao mesmo tempo ter a consciência do território, consciência da paisagem, consciência das pessoas, do tempo para sermos mais saudáveis e mais felizes”.

Cândido Barbosa, Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, focou-se na estratégia de crescimento e nos desafios logísticos da modalidade. “Naturalmente que sim, porque só o facto de conseguirmos fazer um investimento em ter a RTP em direto é algo que vai ajudar em muito a promover os territórios que são para nós os nossos estádios para podermos praticar a nossa competição. Aliado a isso, o Alentejo tem história que nunca mais acaba, tem património, tem uma gastronomia única e, como tal, acho que este é o caminho”, explicou. Barbosa revelou ainda que a insegurança nos transportes aéreos impediu a vinda de mais equipas estrangeiras, lembrando episódios passados onde atletas da seleção nacional que chegaram ao destino, na Austrália, sem as bicicletas: “A expectativa é que sempre vença o melhor, vai ser sempre o mais rápido garantidamente e que este possa ser um ano diferente, um ano mais internacional e um ano que possa abrir portas novas equipas, em 2027”.

Do ponto de vista técnico e da memória histórica, o diretor de prova Ezequiel Mosquera recordou a sua própria experiência como corredor e a dureza das paisagens alentejanas. “Recordo o Cabeço de Mouros, Marvão, sou um fan de Marvão, de Castelo de Vide, todos estes castelos que estão nos topos das serras, que é para mim um sinal de identidade brutal do Alentejo. Lembro-me dos finais de etapa e sempre que havia um contra-relógio que sempre me atirava para o postos mais atrás (da classificação geral)”. Sobre o percurso atual, Mosquera deixou um alerta para a etapa de Portalegre: “A subida mesmo à Serra de São Mamede é um subida mesmo dura, dura, dura, desde a cidade de Portalegre, ao final vai a dar à montanha, uma etapa que nos últimos 60 km são duros, duros, “durissimos”, é uma final mesmo para trepadores”.

O anfitrião João Grilo, Presidente da Câmara Municipal do Alandroal, reforçou a ideia de que o investimento desportivo traz um retorno direto para a economia local e regional. “Nós sabemos que uma das formas mais interessantes de descobrir o nosso território é através de pessoas que gostam da prática desportiva, gostam do contacto com a natureza, gostam do contacto com aquilo que nós temos para oferecer, descobrem, ficam a conhecer, voltam noutras circunstâncias e portanto temos tido sempre um feedback muito positivo de todo o investimento que se faz em provas desportivas. O impacto é para o distrito. Se há um evento no Alandroal tem repercussões nos concelhos vizinhos. Também sabemos que, neste momento, o Concelho do Alandroal já tem organizado eventos em que não consegue acomodar todas as pessoas que vêm para estes eventos. E, portanto, sabemos que temos gente a ficar acomodada nos concelhos vizinhos de Vila Viçosa, Redondo ou Elvas. É importante para a região, é isso que interessa”.

Com o arranque marcado para Sines e o final em Évora, a 43.ª Volta ao Alentejo promete ser uma demonstração de vitalidade e renovação, consolidando o território como um destino de excelência para o ciclismo e para o turismo de bem-estar.

O Roteiro das 5 Etapas:

  1. Sines → Almodôvar (Abertura) 25 de março
  2. Ferreira do Alentejo → Montemor-o-Novo 26 de março
  3. Crato (Contrarrelógio Individual) 27 de março
  4. Vila Viçosa → Serra de São Mamede (Etapa Rainha) 28 de março
  5. Moura → Évora (Grande Final) 29 de março

Alandroal reafirma-se como Capital do Peixe do Rio com Festival que decorre até dia 15 e une tradição com inovação

O centro histórico do Alandroal e a sua rede de restauração local transformaram-se, desde este sábado, 7 de março, no cenário principal de mais uma edição do Festival do Peixe do Rio. Até ao próximo dia 15, o evento organizado pela Câmara Municipal utiliza a Praça da República e o interior do castelo como montras de um património único, atraindo visitantes através de uma tradição que se renova a cada ano. O certame não se limita a ser uma mostra culinária, mas assume-se como uma peça vital na estratégia de dinamização económica e turística do território alentejano.

Sobre a relevância desta iniciativa, o presidente da Câmara Municipal, João Grilo, reforça que o foco é o reconhecimento de um recurso endógeno. “Pretende-se valorizar a gastronomia do peixe do rio, uma tradição sempre do concelho, que tem vindo a afirmar-se novamente e a ganhar o seu espaço entre aquilo que é a culinária tradicional e aquilo que é a inovação”, explica o autarca. Para João Grilo, este equilíbrio é visível na oferta disponível: “Temos uma grande parte dos visitantes que, ano após ano, querem vir comer a sua caldeta de peixe do rio ou o peixe frito, e depois temos também quem gosta de vir descobrir outras coisas”.

No que toca à promoção externa, o edil acredita que o evento é o principal motor de projeção da região. “É o evento que neste momento nos projeta mais e que consegue levar o nome de Alandroal além-fronteiras”, afirma, acrescentando que os eventos desta natureza «acabam por ser âncoras para motivar as pessoas a sair do conforto em que estão e virem até ao nosso território”. O presidente destaca ainda que, após o esforço contínuo do município, a distinção do concelho é clara: “Ao fim destes anos podemos dizer com confiança que o Alandroal é a capital da cozinha do rio. Não é uma afirmação só nossa, as pessoas reconhecem-no”.

Apesar do sucesso, João Grilo deixa um alerta sobre a necessidade de mais apoios para a dinamização territorial. “Os eventos dos municípios estão limitados à sua capacidade de investimento. Não há nenhum apoio regional ou nacional para eventos deste tipo, portanto sai tudo dos orçamentos municipais”, lamenta. Contudo, a determinação em manter o festival mantém-se inabalável. «Continuaremos a apostar em primeiro lugar no peixe do rio, pois é pretexto da gastronomia conhecer um concelho que tem muito para oferecer», conclui o autarca, convidando todos a visitar o Alandroal durante estes dez dias de festa.

Elvas acolhe XXII Congresso de Diretores de Hotel para debater o futuro da hotelaria

Fernando Garrido

O Centro de Negócios Transfronteiriço de Elvas recebe durante dois dias o XXII Congresso da Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal, num evento que começou ontem e continua hoje sexta-feria e que reúne cerca de 600 profissionais e especialistas do setor.

Na sessão de abertura ouvimos Fernando Garrido, presidente da Associação de Diretores de Hotéis que destacou o cariz técnico do evento “Os congressos da associação são congressos técnicos, ou seja, versam sobre temas atuais para a operação. O nosso grande objetivo é darmos aqui alguns inputs que sejam relevantes para o setor, quer a nível da operação de hotéis, quer a nível do próprio turismo. Divulgar algumas informações adicionais que nos permitam melhorar a gestão ao nível da direção dos hotéis”. Fernando Garrido confirma que as “nossas dificuldades são as dificuldades de outros diretores de hotéis de outros países. E através do European Bond, que foi criado recentemente, há cerca de três anos, juntando as associações de diretores de hotéis de Portugal, Espanha, Itália e Alemanha, sendo fundamental para a partilha de dificuldades e para partilhar as melhores práticas internacionais”.

José Santos

Fernando Garrido explicou porque foi escolhida a cidade de Elvas para acolher o evento. “A escolha essencialmente teve como objetivo de trazer o congresso para locais onde possamos fazer diferença. Um agradecimento ao concelho, onde estamos a ser acolhidos de uma forma fantástica. Temos mais de 300 quartos, numa quinta-feira, numa região do interior, e que pode trazer atividade realmente significativa, para além da restauração, de um evento à noite. O nosso papel também é dar a conhecer ao turismo regiões mais do interior e explicar que no interior conseguimos fazer grandes eventos como este, que tem um espaço único”.

O presidente da Entidade de Turismo do Alentejo, José Santos, destacou o património de Elvas, a hotelaria e a restauração das mais importantes do Alentejo, “Elvas reafirma o seu prestígio turístico como Património Mundial da UNESCO e destino fronteiriço de excelência, focando-se agora na melhoria das taxas de ocupação através da captação de grandes eventos estratégicos. A receção do XXII Congresso da ADHP é um passo fundamental nesta direção, trazendo à cidade centenas de profissionais do setor que, além de dinamizarem a economia local, atuam como promotores privilegiados da qualidade hoteleira e patrimonial do interior alentejano.

Nuno Mocinha

Também, o vice presidente da Câmara de Elvas, Nuno Mocinha, destacou o facto de ser um evento que promove Elvas e o CNT que pode acolher este tipo de eventos “Elvas aposta na hospitalidade e na versatilidade do seu Centro de Negócios para se afirmar como um destino de referência no turismo de congressos, transformando cada visitante num embaixador da região. Ao acolher cerca de 800 profissionais do setor hoteleiro, o município não só gera um impacto económico imediato na economia local, como demonstra a sua capacidade infraestrutural para organizar eventos de grande escala. Esta estratégia de promoção territorial visa consolidar o turismo como pilar de desenvolvimento, provando que a cidade possui as condições ideais para atrair novos investimentos e realizações que dinamizam o comércio e os serviços da cidade”.

O congresso contou com a presença de figuras de relevo e representantes do Turismo de Portugal. Este encontro que termina esta sexta-feira, tem relevância nacional e foca-se na discussão dos principais desafios e tendências que moldam o turismo atual, consolidando-se como um espaço privilegiado para o networking e para a definição de estratégias no panorama hoteleiro português.

Carnaval de Elvas terminou com corso visto por milhares de visitantes com alegria, cor e sátira política

O XXVIII Carnaval Internacional de Elvas despediu-se hoje em grande estilo, com o último corso a atrair milhares de visitantes às ruas da cidade Património Mundial. Num desfile marcado por uma energia contagiante, a alegria, a cor e a música foram as grandes protagonistas, transformando o circuito do Viaduto até novamente a Praça 25 de abril, num palco gigante onde o movimento das coreografias e o brilho dos figurinos dos grupos locais não deixaram ninguém indiferente. Esta tarde com os oliventinos a animares ainda mais os festejos, com uma comparsa quer ficou ontem a meio da tabela no gigante Carnaval vizinho de Badajoz e um grupo ainda pequeno que evocou a liberdade e o 25 de abril português, reconhecendo também o sangue luso que lhe corre nas veias.

Para além da vertente festiva, a sátira política e social voltou a ser um dos pontos altos do evento, com carros alegóricos e mascarados a utilizarem o humor para comentar a atualidade nacional e internacional, em particular o grupo “Sou Filho Único” que satirizou no sábado, Mocinha e Rondão, no domingo José Eurico Malhado e hoje, Margarida Paiva (na foto de capa). Nem todos poderão ter gostado, mas Paiva revelou grande fair-play ao juntar-se ao grupo para a foto do dia.

Este equilíbrio entre a tradição dos grupos do concelho, os espanhóis de Badajoz e Olivença e os campomaiorenses (que desfilaram domingo), e o espírito crítico carnavalesco reafirmou Elvas como um dos destinos de Carnaval mais importantes da região Alentejo. Temos de longe o maior Carnaval do Alentejo, a merecer que a Região de Turismo olhe com outros olhos para o evento.

A organização, a cargo da Câmara Municipal, faz um balanço extremamente positivo de uma edição que, durante vários dias (de quinta passada até hoje, terça-feira), uniu miúdos e graúdos numa celebração de liberdade e criatividade que só voltará a ganhar vida no próximo ano. Com uma certeza os elvenses gostam do seu Carnaval e o futuro está garantido, há dezenas de jovens, alguns de tenra idade, nos grupos que desfilaram. Até 2027!

Elvas vibra com a explosão de cor e alegria do XXVIII Carnaval Internacional

As ruas do centro histórico de Elvas transformaram-se hoje, 14 de fevereiro, num cenário de pura magia e criatividade com a saída do primeiro grande corso do XXVIII Carnaval Internacional. A edição deste ano conta com a participação dedicada de nove grupos do concelho — Arkus/Alto Espírito, Azevia, CRP da Boa-Fé, Gota d’Arte, SIR, Sou Filho Único, Vila Boim, São Vicente e Santa Eulália — que impressionaram o público com figurinos exuberantes e coreografias rigorosamente ensaiadas. A esta festa juntou-se ainda a energia transfronteiriça das comparsas de Badajoz, reforçando o estatuto único deste evento que une Portugal e Espanha através da folia.

A animação, que teve o seu ponto de partida e chegada no Viaduto, contagiou milhares de visitantes que não quiseram perder a oportunidade de ver de perto o trabalho de meses das associações locais. Este primeiro desfile de sábado marca o início de um ciclo de grandes corsos que se repetem amanhã e na terça-feira de Carnaval, consolidando Elvas como o epicentro da alegria no Alentejo. Com mais de três mil participantes diretos em toda a programação, a cidade respira agora um espírito de união e celebração que promete prolongar-se pela noite fora e pelos próximos dias de festa.

Campo Maior celebra o Carnaval 2026 com desfiles e animação musical este sábado

O Município de Campo Maior enche-se hoje de cor e folia com as celebrações do Carnaval 2026. À tarde, realizou-se o Desfile de Carnaval a partir do Centro Comunitário. O corso terminou na Praça Multimodal, onde a animação ficou a cargo da energia de Gao Percussion e das batidas do DJ Peat, com todo o espírito festivo bem vivo durante a tarde.

A celebração estende-se até à noite com o tradicional Baile de Carnaval, que terá lugar novamente no Centro Comunitário a partir das 22h00. A música ao vivo será garantida pelo grupo Os Contramão, convidando todos os munícipes e visitantes a mascararem-se e a encerrar este dia 14 de fevereiro com muita dança e convívio.

Estremoz acolhe Gala de Encerramento da “Cidade do Vinho 2025”

Estremoz foi o palco da Gala de Encerramento da Cidade do Vinho 2025, que decorreu no Teatro Bernardim Ribeiro e marcou o culminar de um ano dedicado à valorização dos vinhos e dos territórios vitivinícolas do Alentejo Central. O evento reuniu autarcas, entidades regionais, produtores e agentes culturais, reforçando a importância da cooperação entre os concelhos de Alandroal, Borba, Estremoz, Redondo e Vila Viçosa.

A cerimónia contou com diversas intervenções institucionais, entre as quais dos presidentes das câmaras municipais de Estremoz, Vila Viçosa, Alandroal, Borba e Redondo, bem como de representantes da AMPV, da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), da ERTA Alentejo e da ATEVA. As intervenções destacaram o trabalho desenvolvido ao longo de 2025 na promoção do vinho, do património e do turismo enogastronómico da região.

Para José Daniel Sadio, presidente da Câmara de Estremoz, o balanço deste ano foi “muito positivo, tratou-se de um projeto que se alicerçou no trabalho conjunto e já iniciado em outros campos de cinco municípios que estão em torno da Serra do Ossa, no caso Alandroal, Borba, Estremoz, Redondo e Vila Viçosa, em torno do vinho, que é um ativo da nosso Alentejo e da nossa região. No caso de Estremoz, muito positivo. O trabalho com as adegas, o potenciar aquilo que são os nossos produtores e também a vinda de visitantes para conhecer o vinho, mas também para conhecer o território. E sentimos também que fomos, de facto, uma grande cidade, porque, seguramente, quem veio a Estremoz, também foi a Alandroal, a Borba ou a Vila Viçosa, isto é, fomos uma grande cidade do vinho, pelo que, é um balanço muito positivo, que demonstra que o vinho é fundamental para o turismo. Trabalhar em conjunto, ganharmos escala e juntar forças para irmos cada vez mais longe”.

O autarca Pedro Esteves, de Borba lembrou que só tomou posse em outubro, mas frisou que “este também é um projeto de continuidade e nós fizemos tudo para que tivesse continuidade e hoje vamos ter o prazer de o encerrar. O mais importante que temos a frisar aqui é que este trabalho que se conseguiu fazer em rede no conjunto destes cinco municípios. Esperemos que estas sejam as raízes da vinha para o futuro destes cinco concelhos deste nosso distrito”

Já João Grilo, presidente do Município de Alandroal, disse que “o balanço é extremamente positivo, pois foi um projeto que nos envolveu durante um ano e que se encerra hoje, que envolveu também a comunidade local, os produtores, os agentes comerciais ligados a todo o setor vitivinícola. Tratou-se de um projeto que não foi só dos municípios, foi virado para toda a comunidade e isso teve impacto e teve momentos de muita afirmação. O mais importante, criou-se um princípio de colaboração que não deve acabar aqui, sobretudo neste setor dos vinhos e vitivinícola. Temos a obrigação, os cinco municípios, de criar uma certa continuidade no futuro, estamos a falar sobre isso, mas também aproximou-nos noutras áreas e, nós já temos projetos ligados ao turismo em que estamos a trabalhar em conjunto, designadamente no que diz respeito à ideia de promoção da Serra D’Ossa. Devemos estar orgulhosos do trabalho desenvolvido”.

No caso do Município de Redondo, o seu presidente David Galego considerou que a iniciativa “foi um sucesso” e explicou porquê. “Porque nos focámos naquilo que é a nossa genuinidade do território. Fizemos iniciativas de pequena escala, com muita qualidade. Algo que é reconhecido por quem nos visita. Saber receber, o nosso vinho, a nossa gastronomia, a hospitalidade, a forma como cada um destes nossos concelhos sabem atrair as pessoas e fazer com que eles passem momentos memoráveis”. David Galego partilhou um episódio com os jornalistas. “A Daniela Brown viu esta iniciativa na BTL. Ela é australiana, veio ao “Tascas Castas e Cantigas” em Redondo. E perguntámos-lhe porquê Redondo? Porquê a Serra D’ Ossa? E o que a Daniela nos disse foi que a comida é boa, o vinho é excelente, a hospitalidade é tremenda, eu gosto de coisas tranquilas. E o cante alentejano, aquilo que nos toca aqui forte no coração, vale a pena vir. Se conseguimos traduzir tudo isto à mesa, a confraternizar com o nosso bom vinho, a qualidade do vinho alentejano, vamos conseguir ter experiências únicas, inesquecíveis. Foi uma iniciativa de tremendo sucesso. Deixo ainda um enorme agradecimento às mulheres e aos homens que no campo, todos os dias, na terra produzem uva e também àqueles que nas adegas, com a sua sabedoria, com o seu conhecimento, transformam essa uva em vinhos alentejanos de excelência. Não estaríamos aqui hoje se não fossem eles. E é por isso que o turismo no Alentejo continua a crescer”.

O presidente do Município de Vila Viçosa, Inácio Esperança, comentou em jeito de balanço este ano da cidade do vinho dizendo que “foi muito bom para estes municípios, para os produtores também penso que foi bom, pelo menos o balanço que fizemos dos nossos produtores é positivo, deu visibilidade ao território e mostrou também uma parte do território que nem sempre é muito visível, principalmente no meu concelho. Nós (Vila Viçosa) somos vistos como mármore e turismo, não como produtores de vinho. Não temos muitos produtores. Ainda assim o que temos ficaram agradados, já que foi uma boa experiência. Permitiu-nos também a promoção do nosso território em muitos locais que não teríamos acesso sem a cidade do vinho. Para além de que é uma iniciativa conjunta dos municípios, permitiu também alavancar outros projetos em conjunto destes cinco municípios que ainda duram e se calhar atrás destes projetos virão mais. Foi a aprendizagem que se fez e que se deve manter. Aliás, é bom que se mantenha”.

“Creio que foi um bom programa” mencionou José Santos, presidente da Entidade Regional do Turismo que acrescentou “procurámos essencialmente, no Turismo do Alentejo, divulgar este evento, tivemos cerca de 20 artigos na imprensa escrita provenientes de 10 visitas de jornalistas, tivemos os principais meios editoriais portugueses aqui nestes cinco concelhos, uma campanha social também muito agressiva, com uma componente orgânica e depois uma componente pay media, mais de 300 mil visualizações das páginas que dinamizámos para promover um programa que acho que ao fim e ao cabo é um pouco a essência daquilo que eu tenho vindo a dizer que deve ser o Turismo do Alentejo, um programa que agregou vinho, turismo, cultura, sustentabilidade, viticultura… E, ao fim e ao cabo, creio que foi um programa que valorizou muito este território, que é também, ao fim e ao cabo, o corolário do esforço dos cinco municípios, dos produtores, dos agentes culturais. Foi um bom tributo que todos os cinco municípios e creio que também o turismo prestou a este território e ficamos com saudades, mas o trabalho continua. Temos, vários projetos que unem o turismo aos municípios. para continuar a valorizar este território que é e tem que ser um território muito forte no turismo do Alentejo”.

O programa integrou também momentos culturais, com a apresentação de José Gonçalez e atuações de Tozé Bexiga, de Carmina Matos e das Cantadeiras de Redondo, que trouxeram ao palco expressões musicais ligadas à identidade alentejana. Um dos pontos altos da gala foi o encerramento formal da “Cidade do Vinho 2025” e a apresentação da futura Cidade Europeia do Vinho 2026, simbolizando a continuidade deste projeto de projeção internacional dos vinhos do Alentejo.

Santa Eulália recebe 27.º Raid Hípico com sucesso internacional após semana de incerteza

A aldeia de Santa Eulália, no concelho de Elvas, volta a ser o centro do mundo equestre, na especialidade, com a realização da 27.ª edição do seu prestigiado Raid Hípico Luís Tello Barradas. Apesar das fortes incertezas provocadas pelo mau tempo durante a semana que antecedeu a prova, a organização, liderada por Alberto Barradas, decidiu avançar com a prova após luz verde da Comissão Técnica da Federação. O esforço foi recompensado com um dia de sol e uma adesão que superou as expectativas.

Em declarações à Rádio Elvas, Alberto Barradas destacou a resiliência da iniciativa: “Resolvemos avançar com o raid depois de muita ponderação. Entendemos que estavam reunidas as condições mínimas… e mais uma vez podemos considerar que é um êxito face à semana que nos antecedeu”. O evento contou com a participação de cerca de 50 cavalos, mas o grande destaque é a prova internacional inserida no circuito da FEI (Federação Equestre Internacional), que reuniu “22 concorrentes de oito países diferentes”. Para a organização, esta presença estrangeira é “uma recompensa por aquilo que temos vivido ao longo de tantos e tantos anos nesta modalidade”.

O raid continua a carregar uma forte componente emocional para a família Barradas, servindo de tributo à memória de “Luís Tello Barradas”, figura lendária do hipismo que faleceu em competição. “O meu irmão (Luís Tello Barradas) realmente foi uma figura ímpar na época dele.Ganhou tudo o que havia para ganhar, quer cá (em Portugal), quer no estrangeiro”, recordou Alberto Barradas, notando com emoção que muitos dos que hoje assistem à prova foram seus amigos e companheiros de corrida.

O organizador comentou ainda, aos nossos microfones, a mudança de paradigma na modalidade, impulsionada pelo forte investimento dos países do Golfo. “Já há 10 anos para cá, grande parte dos raids vivem com um forte apoio dos países do Golfo, nomeadamente os Emiratos Árabes, o Kuwait, o Catar, o Dubai e agora a Arábia Saudita”, explicou. Segundo Alberto Barradas, a Arábia Saudita caminha para ser a maior potência mundial da modalidade: “Na semana que vem vai haver uma prova em Al-Ula, que vai ser a maior prova mundial em termos de prémios. Estes países querem ter lá realmente as maiores figuras do mundo”.

Feira de Doçaria Conventual regressa a Vila Viçosa com homenagens e hotelaria esgotada

A terceira edição da Feira de Doçaria Conventual de Vila Viçosa já abriu portas no Convento dos Agostinhos, trazendo este ano uma nova disposição e uma forte carga emocional. O evento, que se afirmou como um pilar da dinamização económica na época baixa, presta tributo às duas grandes impulsionadoras do certame, falecidas recentemente.

Em entrevista, o Presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Inácio Esperança, explicou que a principal alteração desta edição prende-se com a logística, devido às condições meteorológicas adversas. “Em virtude da intempérie e do mau tempo, da chuva e do vento, decidimos utilizar as salas que estão por trás do claustro, ficando o claustro livre. Com as temperaturas que estão e a previsão de chuva, foi mais seguro fazer aqui”, referiu o autarca, sublinhando que, embora o claustro seja mais apelativo, a segurança dos expositores e visitantes foi prioritária.

Um tributo a Lurdes Ramos e Ana Soeiro

Esta edição fica marcada pela homenagem a duas mulheres fundamentais para a história do evento: Lurdes Ramos e a Engenheira Ana Soeiro. Por decisão do executivo, o certame passou a designar-se oficialmente Feira de Doçaria Conventual “Lurdes Ramos”, enquanto o concurso de doces foi batizado em memória de Ana Soeiro.

“Infelizmente, num ano só, perdemos as duas pessoas que mais impulsionaram a Feira”, lamentou o edil. O presidente recordou que a proposta de dar o nome de Lurdes Ramos ao evento partiu da própria Ana Soeiro, que viria a falecer pouco tempo depois. “Pelo papel preponderante que ela teve na feira, decidimos, em reunião de câmara, dar o nome de engenheira Ana Soeiro ao concurso de doces que faz parte integrante da feira”, explicou.

Cultura, Economia e Futuro

Para além da vertente expositiva, o certame foca-se na transmissão de conhecimento para as novas gerações através de workshops e atividades infantis. “Tenta promover a nossa cultura, a cultura de Vila Viçosa, mas também do Alentejo e do país. Somos muito ricos em doces conventuais e passar para as novas gerações toda esta informação, que normalmente não passa muito nos livros, passa mais de pais para filhos”, afirmou o presidente.

O impacto económico da feira é já visível na vila, com unidades hoteleiras a atingir a capacidade máxima. “Temos informação de que temos os hotéis todos cheios em Vila Viçosa. Os restaurantes também estão com uma boa afluência”, destacou o autarca, acrescentando que o objetivo é também incentivar as pequenas produtoras locais a crescerem profissionalmente: “Incentivá-las a avançar e a crescer no sentido de se tornarem mais empresárias e menos artesãs, aumentando a sua capacidade de produção e a divulgação deste produto, que pode deixar mais riqueza no concelho”.

Entidade Regional do Turismo valoriza evento em época baixa

Esta terceira edição da Feira de Doçaria Conventual de Vila Viçosa reafirma-se como um motor vital para o turismo regional, conseguindo o feito de esgotar a hotelaria local em plena época baixa. O evento não só celebra a gastronomia, como serve para promover o turismo nesta época do ano.

Para José Santos, presidente da Entidade Regional do Turismo do Alentejo e Ribatejo, a importância deste certame para combater a sazonalidade no Alentejo foi um dos pontos centrais, destacando-se “a eficácia de Vila Viçosa em associar o seu património histórico ao recurso gastronómico”. No entanto, o processo de classificação da doçaria, uma das grandes bandeiras da falecida Engenheira Ana Soeiro, encontra-se “atualmente num momento de transição”.

O Presidente da Entidade de Turismo alentejana esclareceu o ponto de situação deste projeto ambicioso: “A engenheira Ana Soeiro era a grande entusiasta dessa ideia e ainda chegámos a ter uma primeira reunião em que juntámos alguns municípios de todo o país”. Com o falecimento da impulsionadora, o processo sofreu um abrandamento, mas a vontade política de o concretizar permanece viva.

“O projeto não avançou com o falecimento da Engenheira Ana Soeiro… acredito que o seu legado é tão forte que irá aparecer algum organismo de gestão, talvez a própria Qualifica, a assumir novamente essa liderança”, explicou. O presidente José Santos reforçou ainda que, dada a abrangência do tema, a coordenação “terá que ser de uma entidade nacional, não uma entidade regional”, garantindo que a entidade que dirige continua totalmente disponível para “trilhar esse caminho de valorização do produto nacional”.

Com garantia de apoio do Turismo de Portugal, Campo Maior inicia contagem decrescente para as Festas do Povo

Já começou a contagem decrescente para as Festas do Povo de Campo Maior. Passados 11 anos desde a última edição deste que é o evento maior do concelho, e reconhecido como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2021, o certame, que transforma, da noite para o dia, a vila num verdadeiro jardim, teve o seu lançamento oficial na tarde deste domingo, 11 de janeiro.

Num Centro Cultural completamente lotado, fizeram-se ouvir as saias, acompanhadas pelas pandeiretas e castanholas, e houve até quem, em cima do palco, mostrasse ao público como se produzem as famosas flores de papel.

De 8 a 16 de agosto todos os caminhos prometem ir dar a Campo Maior e, para João Manuel Nabeiro, presidente da Associação das Festas do Povo, os dias que se seguem até lá serão de “muito trabalho”. “Começou hoje a contagem descendente de um trabalho que já vai sendo feito há alguns meses e acredito que os que nos restam, até ao dia 8 de agosto, serão dias incríveis de trabalho, mas acima de tudo de muito coração e de muita união entre os campomaiorenses. É isso que eu espero e de certeza absoluta que no dia 8 de agosto teremos aqui o jardim florido mais belo do mundo: é isso que é a nossa determinação e o nosso compromisso”, começou por dizer aos jornalistas.

Lembrando que estas são festas “com muitas exigências”, a nível de investimento em papel, em arame, madeira e “tantas outras coisas necessárias”, João Manuel Nabeiro lembra que “aquilo que é gratuito é o trabalho de cada um e esse não é quantificado”. O investimento a ser feito no evento vai ficar, “de certeza absoluta, para cima dos 600 mil euros”.

Estando inscritas cerca de cem ruas, o evento contará desta feita com o apoio de vários municípios, quer portugueses, quer espanhóis, como Redondo, Vila Nova de Cerveira, San Vicente del Raspeig e Valdelacalzada, até porque um dos objetivos é alcançar a sua internacionalização.

Já o presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, fala num dia “de muito orgulho e de muita responsabilidade”, tendo em conta as muitas ideias que há agora para concretizar, mas também num “dia histórico” para a vila e para os campomaiorenses. “Voltamos a ouvir as pandeiretas e a falar, já concretamente, sobre o evento das Festas do Povo de 2026. Com as pandeiretas, umas castanholas e umas vozes afinadas, juntamos também esta cultura das saias àquilo que é a nossa arte maior, que é produzir flores de papel, que só as mãos dos homens e das mulheres campomaiorenses conseguem”, assegura.

O autarca recorda ainda o que levou ao reconhecimento da UNESCO, sendo esta a primeira edição das Festas do Povo após a sua classificação enquanto Património da Humanidade: “só os campomaiorenses conseguem traduzir em papel aquilo que são as ideias que lhe vão na cabeça e, portanto, a UNESCO decidiu reconhecer uma questão cultural que é única e eu acho que, em todo o mundo, toda a gente conseguirá perceber que não haverá muitos fenómenos como estes a ocorrerem, quer seja no país, quer seja no mundo”.

O secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, marcou presença na sessão para anunciar que as Festas do Povo irão contar com o apoio do Turismo de Portugal: “podemos (Governo) ajudar, podemos somar aquilo que é a vontade expressa pelo município, pela população, pela comissão organizadora, pela Turismo do Alentejo e fica aqui o meu compromisso de que o Turismo de Portugal estará ao lado desta organização, porque é um evento que tem dimensão nacional e internacional, que tem a ambição de se internacionalizar”.

Este, diz ainda o governante, é “um evento que capta, seguramente, meio milhão de pessoas”. “Ora, isto é importantíssimo para a dinâmica do comércio, do alojamento, da restauração, dos serviços, daquilo que, no fundo, é a economia que está presente e que está latente. É um evento que tem externalidades para outros municípios, não se concentra apenas aqui em Campo Maior e, portanto, tem também impactos positivos para outros territórios e faz parte de uma estratégia que o Governo tem para captar os grandes eventos. Ora, se temos cá um grande evento, porque não aproveitá-lo e porque não ajudar a que ele possa crescer? É esse o compromisso que aqui ficou expresso”, remata.

Esta festa de lançamento das festas iniciou-se com uma atuação de dança da professora Maria Lama, no exterior do Centro Cultural, enquanto no interior coube à Banda 1º de Dezembro dar as boas-vindas a todos os convidados, através da sua música. A sessão, no auditório daquele espaço municipal, conduzida por Duarte Silvério, contou com os discursos de João Manuel Nabeiro, Luís Rosinha e Pedro Machado, de música e muita cultura e arte.

Presentes na plateia estiveram vários autarcas da região, incluindo o vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, o presidente da Câmara Municipal de Redondo, David Galego, o presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Daniel Sádio, e o presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos.

Crianças voltam a encher o Coliseu para “defender” tradição do Natal de Elvas: cantar ao Menino ao som da ronca

À semelhança do que aconteceu nos últimos anos, também esta terça-feira, 16 de dezembro, as crianças do pré-escolar, 1º e 2º ciclos de todo o concelho, encheram o Coliseu de Elvas, para tocar ronca e cantar ao Menino, no âmbito do projeto “Viver a Tradição”, promovido pela associação Arkus, em parceria com a Câmara Municipal e os estabelecimentos de ensino.

Depois de alcançado o recorde do maior número de pessoas a tocar ronca, no ano passado, o evento continua por vontade dos próprios responsáveis da área do ensino, explica o presidente da Arkus, o professor Carlos Beirão, que adianta que, uma vez mais, estiveram presentes “cerca de duas mil crianças”, para, acima de tudo, defender uma tradição natalícia muito própria de Elvas.

“É o terceiro ano que desenvolvemos essa iniciativa, que muito nos agrada e que muito trabalho dá. No ano passado as coisas correram muito bem e continuamos com esta iniciativa. São cerca de duas mil crianças que estão aqui a assistir, com vontade de participar, com vontade de animar e de defender, ao fim e ao cabo, uma tradição natalícia de Elvas, que é o nosso Natal e a ronca”, diz Carlos Beirão.

Recordando todo o trabalho que este projeto acarreta, o professor revela que em setembro, quando reuniu com os representantes dos vários estabelecimentos escolares, todos quiseram que a iniciativa tivesse continuidade. “Nós, depois de no ano passado termos atingido o recorde do Guinness, já estávamos descansados, mas quiseram e nós continuamos a manter esta tradição. É um trabalho que envolve muita logística, da parte da Câmara, da parte da Arkus, das pessoas que constroem e recuperam as roncas, mas vendo aqui esta massa humana, alegra-nos perceber que valeu a pena fazer e ter este esforço”, acrescenta.

Ainda que o momento mais especial do evento seja sempre quando as crianças se juntam ao grupo Roncas d’Elvas a tocar ronca e a cantar ao Menino, a iniciativa é feita também de muita animação, com momentos dinamizados pelas várias escolas.

Relativamente ao recorde do Guinness, atingindo no ano passado, a Arkus ainda aguarda a deliberação final. “Nós mandámos tudo para lá e eles disseram-nos que estava tudo certo. Agora é só uma questão de esperar. Mas disseram-nos que não há problema nenhum”, garante Carlos Beirão.

Borba volta a celebrar o produto de “excelência” que leva “o nome da cidade a todo o mundo”

Borba já celebra a vinha e o vinho, com a sua festa anual, no Pavilhão de Eventos da Cidade. Nesta, que é uma das principais mostras económicas de toda a região, aliam-se aos produtores de vinho e às adegas, a gastronomia, o artesanato, o associativismo e a música.

O certame teve a sua abertura oficial na manhã desta terça-feira, 11 de novembro, em Dia de São Martinho, onde não faltaram as castanhas assadas e, claro, o bom vinho produzido no concelho.

Lembrando que este é um evento “herdado” do executivo anterior, a quem agradece o trabalho desenvolvido, o presidente da Câmara de Borba, Pedro Esteves, começa por dar conta do número de expositores presentes nesta edição do certame: “da parte dos vinhos, dos produtores de vinho, temos oito expositoras com provas, temos três restaurantes permanentes, temos três tasquinhas, com os queijos e os enchidos e depois temos uma panóplia de expositores, dentro do artesanato e das atividades económicas do concelho”.

A intenção do autarca é que a Festa da Vinha e do Vinho venha a apresentar novidades, já no próximo ano. “Assim que terminar esta festa, temos já reunião marcada para planear a festa do próximo ano, em que pretendemos inovar algumas coisas, mantendo a tradição daquilo que é a prova do vinho e daquilo que é a nossa gastronomia”, adianta Pedro Esteves.

“Não fui eu que estive à frente desta organização, foi a vereadora Helena Caldeira, a quem aproveito também para agradecer todo o esforço que, em 15 dias que nós estamos ao serviço, tivemos que limar uma série de arestas, mas felizmente a festa está com dignidade e pode receber todas as pessoas que nos queiram visitar, porque em Borba nós recebemos muito bem”, diz ainda o autarca. “Venham, que serão muito bem recebidos. Venham provar o que nós temos para oferecer, venham provar o nosso vinho, que é mundialmente reconhecido e que leva o nome desta cidade a todo o mundo”, remata.

Presente na cerimónia de abertura do evento esteve o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, António Ceia da Silva, que recorda que, antes de qualquer outro produto, foi o vinho que projetou o Alentejo, com “qualidade e excelência”, além-fronteiras. “Depois é que veio o turismo, é que vieram os agroalimentares, os mármores e outros produtos, mas de facto o vinho foi essencial, porque levou logo uma imagem de excelência, de qualidade. Isso foi muito importante para cativar determinado tipo de clientes”, assegura.

Por outro lado, Ceia da Silva parabeniza a Câmara Municipal de Borba por continuar a organizar o evento, uma vez que “promove as adegas, promove o vinho, traz visitantes”, o que considera “muito bom”.

Este é um dos maiores eventos da programação da “Cidade do Vinho 2025”, que une Borba aos quatro concelhos vizinhos: Vila Viçosa, Alandroal, Estremoz e Redondo.

Assegurando que a estratégia da “Cidade do Vinho” foi “uma mais-valia”, o presidente da Câmara de Vila Viçosa, Inácio Esperança, defende que este produto é “muito importante, a nível económico, para a região”. “Sermos Cidade do Vinho uniu os municípios em torno de objetivos comuns e permitiu-nos atingir metas que não conseguiríamos cada um por si. Portanto, foi importante, está a ser importante e espero que traga mais-valias para o futuro”, diz ainda.

Dizendo que esta será “a última das grandes iniciativas” da “Cidade do Vinho 2025”, o presidente da Câmara de Alandroal, João Grilo, não tem dúvidas de que este é um dos eventos “mais importantes da região”, dado que “que realça uma das culturas, das tradições e das componentes económicas” mais relevantes do Alentejo. “Foi muito bom os cinco municípios envolverem-se neste projeto do vinho, que deixa com certeza aqui pontos de colaboração para o futuro. O nosso objetivo é que esta cultura do vinho, que é uma das mais importantes da região, continue a estar nas prioridades dos cinco municípios”, acrescenta João Grilo.

Já o presidente da Câmara de Estremoz, José Daniel Sádio, destaca a Festa da Vinha e do Vinho como “uma referência”, não só no Alentejo, mas no país. “Aquilo que importa em realçar é que se consegue aqui criar um ambiente de excelência, um ambiente em torno do vinho, em que se trazem as associações e as entidades, em que se degusta do melhor que há na gastronomia e também no vinho de Borba e do Alentejo. Portanto, o sucesso está assegurado e é mais um evento âncora do nosso Alentejo, que se afirma como referência, não só na produção vitivinícola, mas também no turismo”, assegura.

Enaltecendo a forma como os cinco municípios se uniram em torno do projeto da “Cidade do Vinho”, o presidente da Câmara de Redondo, David Galego, lembra a importância do vinho enquanto “ativo económico” para o Alentejo. “Há aqui uma economia importantíssima no nosso território, assente neste setor e por isso há que unir esforços, estarmos juntos e a ‘Cidade do Vinho’ mostra isso. Vamos ter a Cidade Europeia do Vinho 2026 no Baixo Alentejo e é desta forma que, em conjunto, conseguimos promover a nossa região. Redondo tem, obviamente, um orgulho enorme em pertencer à iniciativa ‘Cidade do Vinho’, revela o autarca.

Hoje, terça-feira, na primeira noite da Festa da Vinha e do Vinho, a animação musical estará a cargo dos Adiafa. Passarão ainda pelo certame, até domingo, os Monda (quarta-feira), Marco Rodrigues (quinta-feira), Nelson Freitas (sexta-feira), Os Vizinhos (sábado) e os Sons do Minho (domingo).

As imagens da cerimónia de abertura da Festa da Vinha e do Vinho para ver na galeria abaixo:

Santuário de Elefantes apresentado oficialmente em herdade no Alandroal e Vila Viçosa

O Santuário de Elefantes da Pangeia, foi oficialmente apresentado esta tarde, de dia 6 de novembro, e representa uma iniciativa inédita na Europa dedicada ao acolhimento e reabilitação de elefantes em cativeiro.

Instalado nos concelhos de Alandroal e Vila Viçosa, no distrito de Évora, o santuário ocupará uma área de 402 hectares, inspirada em instalações de grande porte existentes na Ásia, África e Américas.

A capacidade máxima estimada “poderá de ser de 30 elefantes” como nos referiu Kate Moore, da Pangea que diz ter escolhido este local “devido ao habitat e ao clima nesta zona da Península Ibérica e espera-se que possam ainda aqui viver entre cinco e quinze anos”.

Kate Moore da Pangea

A abordagem de gestão do Santuário Pangeia é endossada por especialistas internacionais em elefantes em cativeiro e por biólogos dedicados ao estudo de elefantes selvagens. O espaço foi concebido para permitir que os animais vaguem, comam e socializem livremente num habitat natural amplo, ao mesmo tempo que recebem cuidados especializados e individualizados.

O santuário não se limitará a acolher animais em fim de vida, estando também preparado para receber grupos familiares e indivíduos juvenis, promovendo a socialização e o bem-estar em ambiente natural. A localização foi escolhida após uma avaliação técnica rigorosa, que considerou mais de 100 propriedades em toda a Europa, com base em critérios como clima, topografia, biodiversidade e disponibilidade hídrica.

João Grilo, presidente de Alandroal

João Grilo, presidente da Câmara de Alandroal reconhece que se trata de “um projeto único na Europa o que nos vai colocar no radar de projetos diferenciadores e é um projeto que tira partido dos recursos naturais e desenvolve localmente com oportunidades de emprego, de investigação, de ligação à comunidade educativa. Todo o trabalho está a ser desenvolvido por empresas locais, já está aqui uma empresa sediada no Alandroal e em Vila Viçosa”. No caso do Alandroal poderá haver “um centro interpretativo na vila do Alandroal, na zona do Parque de Feiras”.

O Santuário encontra-se em fase final de licenciamento como jardim zoológico, enquadramento legal atualmente disponível para este tipo de iniciativa. Segundo os promotores, o processo tem contado com pareceres favoráveis de várias entidades, incluindo a DGAV, o ICNF e a CCDR.

Inácio Esperança, presidente de Vila Viçosa

Inácio Esperança, presidente da Câmara de Vila Viçosa entende que “tem a ver com a recuperação ambiental, preservação da natureza, com a nossa candidatura à património Mundial, preservação da Tapada Ducal. Vai haver turismo de estudo de formação de investigação e com o acesso à Biblioteca de D. Manuel. O investimento total das duas autarquias poderá chegar ao milhão a milhão e meio de euros.”

A Pangeia é uma “instituição de caridade independente”, registada no Reino Unido e em Portugal, contando ainda com uma organização parceira nos Estados Unidos, que aceita doações em seu nome para apoiar o desenvolvimento e sustentabilidade do projeto.

Feira dos Santos em Borba decorre a 1 e 2 de novembro com tradição, sabores e milhares de visitantes

Borba volta a receber, nos dias 1 e 2 de novembro, mais uma edição da tradicional Feira dos Santos, um dos eventos mais emblemáticos do calendário regional alentejano. Realizada no Parque de Feiras e Exposições e em várias ruas da cidade, a feira atrai anualmente milhares de visitantes, num ambiente de convívio, comércio e celebração da identidade local.

A Feira dos Santos é conhecida pela diversidade de produtos que oferece, com destaque para o vestuário, calçado, frutos secos, hortícolas, enchidos, queijos, doçaria tradicional e outros artigos regionais. A autenticidade dos sabores e a riqueza do artesanato fazem deste certame um ponto de encontro entre produtores locais e consumidores vindos de toda a região e até de Espanha.

Pedro Esteves, presidente da Câmara de Borba

Além da vertente comercial, o evento é também um espaço de animação e cultura popular, com a presença habitual de música ao vivo, tasquinhas e momentos de folclore. A feira assume-se como uma verdadeira romaria urbana, onde se cruzam gerações e se reforçam laços comunitários.

O Presidente da Câmara de Borba, Pedro Esteves disse que ” a Feira dos Santos é tradição aqui na zona, está a correr bem, apesar do tempo estar a ameaçar chuva. Esta era por tradição uma feira onde as pessoas se abasteciam para o Inverno, hoje as coisas mudaram, mas continuamos a ter muita gente. No próximo ano, já queremos fazer algumas alterações para dinamizar a zona da Praça, mas teremos tempo para informar na altura”.

Organizada pela Câmara Municipal de Borba, a Feira dos Santos mantém viva uma tradição secular que continua a ser um motor de dinamização económica e social para o concelho. A edição de 2025 promete, mais uma vez, afirmar Borba como destino obrigatório nesta época festiva.

Festival Al Mossassa em Marvão já começou e pode ser visitado até domingo

A 18ª edição do Festival Al Mossassa começou esta sexta-feira em Marvão e prolonga-se pelo fim de semana até domingo, dia 5 de outubro, fazendo recuar a vila no tempo a vila até ao séc. IX, para celebrar a autenticidade das suas origens, com diversas recriações históricas, a artesãos a trabalhar ao vivo, a espetáculos de música, dança, fogo, artes circenses e muito mais.

Luís Vitorino, presidente da Câmara de Marvão

Acampamentos militares, exposição de armas, tiro com arco, oficina de esgrima, cavaleiros em duelos de espadas, jogos medievais, encantadores de serpentes e falcoeiros, bobos e trapezistas são outros dos atrativos do evento, que se volta a realizar no primeiro fim de semana de outubro.

Este festival das três culturas (islâmica, judaica e cristã), de acordo com o presidente da Câmara Municipal de Marvão, Luís Vitorino, “vai ser abençoado pelo São Pedro e vamos ter bom tempo, esperamos muita gente na vila, dando força à hotelaria e à restauração e aos feirantes e artesãos que vem vender para a feira medieval, pelo convido os ouvintes da Rádio ELVAS a visitar-nos, nesta lufada de ar fresco neste final de verão, início de outono, que é importante para Marvão”, assegura.

O autarca destaca, por outro lado, a realização do evento em cooperação com Badajoz, ou não tivessem sido as duas localidades fundadas por Ibn Marwan. “É a festa do fundador e essa cooperação com Badajoz é importante para o território. Afirmou-se e tem dado certo”, remata o autarca.

Veja o vídeo e as fotos

 

Crédito Agrícola inaugura nova agência em Elvas

A Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Elvas, Campo Maior e Borba inaugurou, na tarde de ontem, sexta-feira, 26 de setembro, as novas instalações da Agência Elvas II. O novo espaço, localizado na Avenida da Piedade, nº 15, vem substituir a anterior agência situada na Cidade Jardim, oferecendo uma infraestrutura mais moderna e acessível, num imóvel adquirido pelo Crédito Agrícola local.

Concebida para proporcionar melhores condições de atendimento ao público e um ambiente de trabalho mais funcional para os colaboradores, a nova agência destaca-se pelo seu design contemporâneo e pela eficiência dos serviços. O administrador João Lopes sublinhou que “o objetivo é ter um balcão com dignidade para os clientes. Este espaço vai aproximar as pessoas de Elvas à Caixa de Crédito Agrícola”, acrescentando que “este local foi identificado, onde antigamente existiu um banco. Não é muito distante do local onde tínhamos o balcão anteriormente (Cidade Jardim) e, também por isso, este local tem vantagens: trata-se de uma avenida com muita visibilidade, bons acessos e escolas próximas. A visibilidade também é muito importante”, concluiu.

O projeto de arquitetura é da autoria de Pureza Gonçalves Pereira, com execução a cargo da empresa elvense Elvitraço. Para o administrador Joaquim Miguel Mendes, “este balcão foi escolhido porque estamos na principal avenida da cidade, a avenida mais nobre de Elvas. A agência ficou com umas condições extraordinárias para quem cá trabalha e para acolher da melhor forma os clientes”.

O balcão encerrado na Cidade Jardim “já não tinha as melhores condições”, explicou Joaquim Miguel Mendes, destacando que “o objetivo é poder trazer ainda mais clientes para a Caixa de Crédito. O local é muito apelativo, basta dizer que, nos últimos dias, muitas pessoas se interessaram pela agência, que tem uma montra moderna e muito atrativa”.

A nova agência dispõe de uma caixa automática de última geração, com funcionalidades de levantamento e depósito de notas e moedas, além de depósito de cheques. Conta ainda com três gabinetes para atendimento preferencial aos clientes.

A cerimónia de inauguração contou com a presença de representantes institucionais, administradores de outras Caixas de Crédito do Alentejo e dos Serviços Centrais do Crédito Agrícola, bem como membros da comunidade. O momento culminou num jantar de confraternização no Restaurante Acontece, que assinalou simbolicamente a abertura do novo balcão.

Feira D’Aires em Viana do Alentejo já abriu portas (c/fotos)

Abriu portas ontem e prolonga-se até segunda-feira mais uma edição da Feira D’Aires, em Viana do Alentejo.

Luís Miguel Duarte, presidente da Câmara Municipal de Viana do Alentejo, durante a inauguração, em declarações à RNA, referiu que “este ano temos uma feira muito composta. Se calhar pelo investimento que nós temos vindo a fazer ao longo destes anos, mas tivemos uma adesão muito grande. Temos pessoas em lista de espera para os stand’s das atividades económicas. Em questão da feira franca, temos muito mais feirantes e fizemos também, como é óbvio, uma boa aposta também no espetáculo. Os espetáculos para as pessoas mais novas, até aos espetáculos das pessoas mais velhas”.

“Esta é uma feira também religiosa, e não há dúvida nenhuma que nestes dias o próprio concelho de Viana mexe, Viana em si, os restaurantes enchem, esgotam, as bombas de gasolina as pessoas fazem fila, os supermercados mexem muito mais, temos uma coisa que é ótima que é o juntar as famílias que muitas delas só vêm ao concelho de Viana uma vez por ano, que é na altura da feira”, rematou o autarca.

O ponto alto da feira é o concerto de Nininho Vaz Maia, hoje, Ortigões amanhã e os Monda & Tim a fechar o certame.

Inês Carvalho de Palmela é a Embaixadora dos Territórios Vinhateiros 2025 eleita em Vila Viçosa

A eleição da Embaixadora dos Territórios Vinhateiros de Portugal 2025 realizou-se na noite de ontem sábado, dia 6 de setembro, no Terreiro do Paço, em Vila Viçosa. A gala foi um dos momentos altos da programação da Cidade do Vinho, contou com a participação de 14 jovens representantes dos municípios associados da Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV), tendo sido escolhida Inês Carvalho (foto acima), do concelho de Palmela.

Alenquer, Arcos de Valdevez, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Borba, Cadaval, Cartaxo, Lagoa, Palmela, Ponte da Barca, Rio Maior, Tábua, Torres Vedras e Vila Viçosa foram os concelhos representados nesta iniciativa, que pretende valorizar o papel da juventude na preservação e promoção das tradições e da cultura rural portuguesa.

O presidente da Câmara de Vila Viçosa Inácio Esperança disse que “tocou-nos esta iniciativa que tentámos promover com a maior dignidade possível, de modo a mostrar a Portugal e ao Mundo os territórios vinhateiros à volta da Serra d’Ossa – Alandroal, Borba, Estremoz, Vila Viçosa e Redondo – e procuramos promover esta região, com séculos de tradição e com o apoio do Turismo do Alentejo, esperando que sejamos visitados, não só pela vinha e pelos vinhos, mas também pelo seu património, pela natureza, pela gastronomia e pela sua história, num território único em Portugal. O retorno neste momento é difícil de apurar porque nesta fase estamos esgotados e não sei se estaríamos esgotados sem esta região, o que é certo é que Vila Viçosa, Alandroal e Estremoz estão com tudo esgotado”.

Para a AMPV, segundo José Arruda, “esta é uma das iniciativas obrigatórias da Cidade do Vinho 2025, neste caso a Serra d’Ossa e esta é já a 17ª edição da Gala de Embaixadora que tem como objetivo trazer os jovens e neste caso, as jovens para abordar as matemáticas ligadas ao vinho, ao mundo rural, à promoção dos seus concelhos. Tivemos oportunidade de entrevistar as candidatas que são pessoas já com um nível cultural e escolar muito elevado, pois 60% são estudantes do ensino superior, ou já fizeram o ensino superior.

A gala foi promovida pela AMPV e tem como missão reforçar a ligação entre os territórios vinhateiros e as novas gerações, celebrando a autenticidade e a riqueza do mundo rural.

Festas em Honra de Nossa Senhora da Conceição já começaram em Alandroal

As tradicionais Festas em Honra de Nossa Senhora da Conceição começaram ontem em Alandroal e decorrem até à próxima segunda-feira, com destaque para a Praça da República e o Castelo, onde decorrem as festividades em simultâneo com o Festival da Juventude.

Segundo o presidente da Câmara Municipal, João Grilo, as festas tem um modelo estabilizado, com intervenção das associações do concelho e a Câmara Municipal “aqui na Praça da Republica estão várias associações a servir refeições e outras estão no Castelo, sobretudo pela Associação Jovem de Alandroal e a Câmara apoia e financia as Festas. Temos muitos alandroalenses que regressam a casa por estas datas e as populações dos concelhos vizinhos também aqui se deslocam e garantem uma boa afluência de público”

Ontem foi noite de Toy e esta noite vai atuar Fernando Daniel, Aurea sobe ao palco amanhã sábado e Rita Guerra no domingo são os cabeças de cartaz das Festas em Honra de Nossa Senhora da Conceição, em Alandroal.

APORMOR dinamizou interação de crianças com o mundo rural (c/fotos)

A APORMOR – Associação de produtores de bovinos, ovinos  e caprinos da região de Montemor-o-Novo, dinamizou na manhã desta quinta-feira, 4 de setembro, por ocasião da Feira da Luz/Expomor 2025,  uma interação entre crianças de alguns ATL’s de Montemor com o mundo rural.

Joaquim Capoulas, presidente da direção da APORMOR, referiu à RNA, que “andámos há muitos anos a tentar que as crianças venham ter connosco. Isto tem sido um trabalho difícil, mas que há três ou quatro anos, talvez, no pós-pandemia, as crianças começaram a vir aqui, os professores a quererem trazer os miúdos, e para nós é uma grande satisfação. Não só agora, durante a feira, como também durante o ano, fazemos aqui algumas iniciativas de trazer aqui as criancinhas para lhes explicarmos o que é a vida no campo, que é bom é conviver com os animais, e a necessidade que há para toda a gente é que se produzam alimentos, porque os alimentos não nascem na cidade, mas no campo”.

João Pedro Marques, diretor técnico do ATL Academia do Sorriso, adiantou que “é uma iniciativa boa da parte educacional, também um bocadinho da parte lúdica, porque falamos um bocadinho nesta vertente do mundo rural, mas para que eles percebam melhor, também numa parte lúdica, mais de brincadeira. No entanto, falamos um bocadinho de brincadeira, mas que para o futuro seja sério, e cada vez mais sério, e que eles possam interagir e interessar-se cada vez mais por este mundo, por o mundo do campo, por o mundo dos animais, para que haja um conhecimento cada vez mais vasto e cada vez mais precoce também da parte deles. Nós já vimos há três anos, é uma iniciativa muito boa, tem uma dinâmica muito boa aqui da parte de APORMOR, eles convidam-nos já há três anos e penso que é para continuar”.

Margarida Tavares, uma menina de 11 anos que já ajuda o pai no campo, contou-nos que “quando eu nasci, já nasci no campo, então o meu pai passou-me este gosto e até hoje trato dos animais com o meu pai. Há pessoas como eu, meninos, que vivem agarrados ao telefone, nem sabem de onde é que vem o leite, então temos que aprender mais no campo”.

“Declaro oficialmente aberta a Feira da Luz/Expomor 2025”

A abertura da Feira da Luz/Expomor 2025 decorreu ontem à noite com uma exibição da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários, num momento “tattoo” que antecedeu o hastear das bandeiras junto à entrada do Pavilhão de Exposições. Seguiu-se a atuação das D’ Temple, da Escola de Danças Urbanas D’Temple Dance Studios, dinamizada pela professora montemorense Cátia Mantas.

A cerimónia contou com a presença de várias entidades, entre as quais Joaquim Capoulas, presidente da Apormor — Associação responsável pela dinamização da Expomor — que este ano volta a apresentar mais de mil animais vivos em exposição, integrando um programa diversificado ao longo dos dias da feira.

Também marcou presença Ceia da Silva, presidente da CCDR Alentejo. Olímpio Galvão, presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, destacou o esforço na criação de um cartaz apelativo capaz de atrair visitantes, bem como o investimento do município na Feira, que ronda o milhão de euros. No final do seu discurso, o autarca “declarou oficialmente aberta a Feira da Luz/Expomor 2025”.

A Feira conta com dois palcos, por onde passarão vários artistas locais, regionais e nacionais. Na noite de abertura, o destaque foi para o cabo-verdiano Dino D’Santiago, enquanto esta quinta-feira será a vez de Fernando Daniel subir ao palco.

A Feira da Luz integra a Expomor, que reúne atividades ligadas à agricultura, pecuária e outros setores, com um programa diário muito variado até segunda-feira, 8 de setembro.

Veja a nossa foto reportagem no Festival do Crato

Festival do Crato 2025 teve início ontem terça-feira e a abertura oficial contou com entrada gratuita. Foi inaugurada também a 39.ª edição da Feira de Artesanato e Gastronomia, que reúne dezenas de expositores com produtos regionais, sabores tradicionais e peças únicas de artesanato.

A noite de estreia foi marcada por atuações de Os Vizinhos, Os Raiz e convidados e pela presença especial da banda britânica Cutting Crew.

A Rádio ELVAS esteve no Crato. Veja aqui a nossa foto reportagem

Olímpio Galvão esteve na inauguração da Ruas Floridas de Redondo

O presidente da Câmara de Montemor foi um dos autarcas presentes na inauguração da Ruas Floridas de Redondo, juntamente com João Grilo de Alandroal, António Anselmo de Borba, Daniel Sadio de Estremoz, Inácio Esperança de Vila Viçosa e o presidente de Redondo, David Galego, anfitrião do evento que reuniu os presidente dos municípios da cidade do vinho 2025.

A inauguração foi presidida pela Ministra do Ambiente e Energia, Graça Carvalho em substituição do primeiro-ministro. As Ruas Floridas de Redondo decorrem até domingo dia 10 de agosto.

Ministra do Ambiente diz que “Ruas Floridas de Redondo são uma maravilha”

Na abertura oficial das Ruas Floridas 2025, em Redondo, esteve em representação do Governo, a ministra do Ambiente e Energia, Maria Graça Carvalho, num em que milhares de flores de papel criadas por mãos dedicadas dos moradores enfeitam as 25 ruas da vila.

A ministra disse que as Ruas Floridas “são uma maravilha e é com muito gosto que estou aqui. Mesmo nunca tendo estado nestes dias em Redondo, nas datas em que se realizam as Ruas Floridas, esta foi uma grande oportunidade. Estou a representar o senhor primeiro ministro e o Governo nesta iniciativa”.

Graça Carvalho acrescentou ainda que “é também é uma forma de prestar homenagem, no fundo, a todos os que aqui estão, e ao senhor Presidente da Câmara, que tem feito um trabalho excecional, como foi ali largamente dito por todos os intervenientes (na inauguração), em toda a recuperação e reabilitação urbana, revitalização e atração de investimentos para esta terra tão bonita que é o Redondo.”

Neste domingo atuam em Redondo Bandidos do Cante, João de Campo e Filarmónica união Motointense

Feira do Chocalho em Alcáçovas até domingo (c/fotos)

A Feira do Chocalho começou esta sexta-feira e prolonga-se até domingo, dia 27, na vila de Alcáçovas, no Largo da Gamita.

Cerca de 40 expositores marcam presença no certame organizado pelo Município de Viana do Alentejo com o apoio da Junta de Freguesia de Alcáçovas, em parceria com as associações locais.

Na inauguração Luís Miguel Duarte, presidente da Câmara Municipal de Viana do Alentejo, em declarações à RNA, salientou que “o ponto alto, obviamente, este ano são os 10 anos da arte chocalheira e do reconhecimento da Unesco, desde que foi considerado património imaterial e cultural da Unesco, portanto, é o ponto alto desta feira. Apesar das outras coisas todas, temos sempre os espetáculos que enriquecem também muito esta feira, temos uma pequena amostra de alguns animais também, mas para Alcáçovas e para o nosso concelho é mais uma oferta que nós damos aos nossos munícipes”.

“Esta feira é a exaltação, deste património que é identitário desta região. Conseguimos chamar a atenção nestes dias, nestas semanas que se faz a publicidade, fala-se sempre dos chocalhos, fala-se da arte chocalheira”, sublinhou o autarca.

 No que diz respeito ao cartaz da feira, Luís Miguel Duarte, refere que “amanhã a artista é a Nena, vamos ter os Vizinhos também, que estão bem no auge da música. Depois temos sempre ali as nossas tasquinhas onde nós nos juntamos uns com os outros, onde nós conversamos, reunimos com os grupos. É sempre, portanto, um bom complemento para a nossa feira”.

“Isto é, acima de tudo, um grito de alerta, porque a arte chocalheira tal e qual como outras que nós todos conhecemos, podem acabar de um momento para o outro. E aqui é um reconhecimento e é um chamar de atenção. Temos aqui uma coisa muito importante, temos aqui uma arte muito bonita, que nos pode levar a muito lado, mas está em risco de morrer. E então, aqui, eu normalmente digo, é um grito de alerta, olhem para a arte chocalheira”, concluiu.

Borba inaugura Centro Interativo dedicado à Guerra da Restauração

A partir desta quarta-feira, 23 de julho, Borba conta com um novo espaço museológico: o Centro de Interpretação da Guerra da Restauração, num edifício reabilitado e que se localiza em frente ao Celeiro da Cultura, resultando de uma parceria entre o município e a Fundação Batalha de Aljubarrota.

O projeto, que envolveu um investimento de cerca de 650 mil euros, visa homenagear e contextualizar este momento marcante da história portuguesa, com destaque para a célebre Batalha de Montes Claros de 1665.

O presidente da câmara municipal, António Anselmo, mostrou-se orgulhoso com a inauguração, sublinhando a importância de valorizar o património histórico, cultural e monumental da cidade. “Acho que disse tudo quando apresentei ao senhor Ministro da Defesa (Nuno Melo) e ao senhor presidente da Fundação da Batalha de Aljubarrota (António Ramalho). Está um trabalho feito com muita categoria. Andamos nisto há muito tempo, primeiro a recuperação do edifício e agora este Centro de Interpretação da Restauração que é qualquer coisa que vale a pena ser visto. Grande parte da história portuguesa está aqui disponível. É mais um equipamento valioso que existe em Borba ”, afirmou o autarca.

Também presente, António Ramalho, líder da Fundação Batalha de Aljubarrota, destacou a relevância da Guerra da Restauração para a identidade nacional. Embora não seja o foco principal da fundação, Ramalho considera essencial “engrandecer” este capítulo da história portuguesa, sobretudo na cidade onde se travou a Batalha de Montes Claros.

O ministro da Defesa, Nuno Melo, presidiu à inauguração e apadrinhou a assinatura do protocolo, disse após a visita ao Centro de Intepretação que o local “é de uma importância absoluta. Tenho que agradecer desde logo a Dr. António Ramalho, porque, a Fundação (da Batalha de Aljubarrota) tem um papel inestimável na preservação da memória, na forma como honra a memória dos que caíram e tombaram para que nós pudéssemos ser livres, e este esforço tem sido nítido em várias partes do território português, quer no que tem a ver com as batalhas pela independência, quer no que tem a ver com a guerra da restauração”. Melo acrescentou ainda que “estamos a falar da inauguração de um centro que sendo interpretativo e historicamente rigoroso, com grande detalhe, vem também em benefício das gerações mais novas, de muitas escolas do país inteiro, que podem retirar proveito e ter testemunho, porque esta forma interativa de conhecer a nossa história mobiliza muito mais para esse esforço de memória.

O que eu desejo, também em representação do Governo, é que o que aqui vemos possa ser replicado, multiplicado por muitos outros exemplos pelo país fora, porque é realmente de grande virtude, de grande interesse”.

O Grupo de Cante Alentejano “Os Garridos” interpretaram três musicas do cancioneiro alentejano na abertura e encerramento da cerimónia que teve lugar no primeiro andar do celeiro da Cultura borbense.

A batalha de Montes Claros, no concelho de Borba, teve lugar a 17 de junho de 1665, envolvendo mais de 40 mil combatentes, 13 mil cavaleiros e 36 peças de artilharia, culminando na vitória das tropas portuguesas.

PS: Olímpio Galvão apresenta recandidatura à presidência da Câmara de Montemor-o-Novo

O atual presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, Olímpio Galvão, apresentou oficialmente a sua recandidatura à autarquia, pelo PS, nas eleições autárquicas de 12 de outubro, na passada quarta-feira, 16 de julho.  

Com o lema “Montemor no Caminho Certo”, Olímpio Galvão fez um balanço do seu mandato, sublinhando conquistas “marcantes” para o concelho. Reforçou o compromisso com uma governação próxima, inclusiva e transparente, assumindo com convicção: “Fui presidente de todos, todos, todos” — evocando as palavras do Papa Francisco sobre a importância de servir sem excluir ninguém. 

“Durante este mandato, reforçámos a transparência democrática, apoiámos a economia local com medidas fiscais responsáveis, dinamizámos o turismo e o investimento, promovemos a habitação acessível, impulsionámos a mobilidade sustentável e reforçámos os apoios sociais, culturais e desportivos. Montemor está verdadeiramente no caminho certo”, garantiu o autarca.

Estas eleições representam, nas palavras do candidato Olímpio Galvão, “uma escolha entre avançar ou recuar. Entre continuar a servir o concelho com visão e compromisso ou regressar a um passado de estagnação”.

Na cerimónia, que decorreu ao final da tarde no icónico Jardim dos Cavalinhos, em Montemor, local que faz parte das vivências dos montemorenses, foi apresentada a equipa socialista às Autárquicas 2025.

Na lista do PS, à Câmara Municipal, depois de Olímpio Galvão, surgem os nomes de Paula Martins (técnica superior da CCDRA, com vasta experiência autárquica na Freguesia de Cabrela e atual Chefe do Gabinete de Apoio à Presidência), Sílvia Santos (professora e vereadora no atual mandato, com os pelouros da Saúde, Ação Social, Freguesias e Gestão Urbanística) e Rui Sande (professor e futuro responsável pelos pelouros de Desporto e Juventude).

O candidato à Assembleia Municipal é Henrique Lopes, o atual vice-presidente da Câmara Municipal. 

Os candidatos às freguesias são Alexandra Serôdio, em Nossa Senhora do Bispo; Rosarinho Antas, em Nossa Senhora da Vila; Helena Costa, nas Silveiras; Edgar Carriço, em Cabrela; Pedro Ramos, em Lavre; e José Geraldo, em Santiago do Escoural.

Leonardo Maia é o mandatário da candidatura e Ricardo Galvão o mandatário para a juventude.

Em breve, serão apresentados os candidatos às restantes freguesias do concelho, assim como as equipas completas.  

A terminar a sessão foi ainda apresentado o hino de campanha “Montemor no Caminho Certo”, com letra de João Veiga, música de autor anónimo e interpretação de Rosarinho Antas.

Festival Jovem Abana Viana teve espetáculo de Deejay Telio

O Festival Jovem Abana Viana, no Parque Municipal da Quinta da Joana, em Viana do Alentejo, terminou ontem 12 de julho, depois de três dias de pura energia e música vibrante. O grande destaque do cartaz foi Deejay Telio, que ontem subiu ao palco, encerrando o evento com um espetáculo cheio e cor e alegria.

Feira de S. Boaventura em Arraiolos já foi inaugurada (c/fotos)

Teve início esta sexta-feira, dia 11 de julho e prolonga-se até dia 14 de julho, mais uma edição da Feira de S. Boaventura em Arraiolos. O município de Arraiolos, promete proporcionar quatro dias repletos de animação, cultura, desporto e tradições.

Sílvia Pinto, presidente da Câmara Municipal de Arraiolos, na altura da inauguração, referiu que “o que nós esperávamos que acontecesse com este espaço renovado, efetivamente está a concretizar-se este ano. O ano passado era uma novidade, a maioria das pessoas não tinha ainda conhecimento das potencialidades que este espaço tinha. Este ano, felizmente, com o passa a palavra, as pessoas aperceberam-se das condições que têm aqui. O que vemos hoje é uma feira muito mais completa que no ano anterior, exatamente por isso, tiveram conhecimento de que há condições para fazer aqui o seu negócio. Arraiolos, ao longo destes dias, tem aqui a sua feira franca de volta”.

“A nível musical, hoje iniciamos com o Toy, temos o Luís Trigacheiro amanhã e obviamente aliamos aqui também o nosso tradicional rancho, no domingo à tarde, e terminamos a rir. Precisamos também de rir e portanto temos o humor do domingo à noite. Vamos também apresentar este ano o resultado de uma investigação que foi feita no âmbito das feiras aqui de S. Boaventura e também do Vimieiro, portanto, será apresentado um livro amanhã à tarde. Há aqui todos os motivos para virem a Arraiolos durante estes dias, até porque os dias estão frescos, estão bons, para nós irmos para a rua conviver”, rematou a autarca.

17º Festival Medieval de Elvas já começou

Este ano, o coração da cidade volta a bater mais forte com muita animação no nosso Centro Histórico, num evento que já se tornou tradição: o Festival Medieval de Elvas, na sua décima sétima edição.

Após o desfile inaugural ao final da tarde desta quinta-feria, Rondão Almeida, presidente da Câmara de Elvas brincou com um tema polémico de há duas edições “Uma das coisas que me deixou particularmente grato este ano foi ver o Camelo bem vestido — não sei se é da lã, mas parecia mesmo bem instalado! Fiquei bem impressionado. É mais uma prova do cuidado com que preparamos este evento, que ano após ano fazemos questão de trazer para animar a cidade.”

O Presidente do Município lembrou ainda aos nossos microfones que “as feiras medievais, hoje acontecem em muitas aldeias, mas a nossa tem 17 anos de história. Não queremos perder essa identidade nem deixar que se banalize. Por isso, fica aqui o convite a todos os elvenses: venham, participem, tragam a família — vai haver muita, mas muita animação!”

Para Rondão Almeida, não se deve perder neste festival “no sábado, o grande torneio medieval com cavaleiros, junto ao Castelo; animação contínua, com vários palcos e espetáculos; novo redimensionamento do espaço para maior conforto e participação, sempre do entardecer até às 2h da manhã”.

A vereadora Vitória Branco acrescentou ainda que “este ano, renovámos o espaço para criar mais áreas de espetáculo. Teremos atividades desde a Rua da Cadeia até à Mouraria. A animação começa às 19h e vai até às 2h da manhã. Vai ser maravilhoso!”


Castelo de Alandroal já abriu as portas para mais uma edição do Festival Fora da Casca

O festival “Fora da Casca” foi oficialmente inaugurado esta sexta-feira, dia 4 de julho, em pleno Castelo de Alandroal. O evento, que até domingo, dia 6 de julho, celebra a gastronomia local, apresenta uma variedade de pratos com caracóis, caracoletas e lagostins preparados de diversas formas.

Além destas delícias culinárias, este festival oferece também uma vasta programação de animação musical tornando-se num grande atrativo para a vila.

O presidente da Câmara de Alandroal, João Grilo, sublinha a importância deste evento para a comunidade, frisando “o papel fundamental das associações do concelho para que eventos deste tipo sejam realizados”. Com um total de sete associações das mais diversas áreas (desporto, área motorizada ou comissão de festas) representadas neste festival e um espaço de um restaurante, João Grilo afirma que “muita da energia do concelho está concentrada dentro das muralhas do Castelo de Alandroal neste Fora da Casca”.

Sempre com o objetivo de dinamizar e levar mais longe Alandroal, João Grilo considera que este festival “é uma alavanca dinamizadora da economia local”, dando a conhecer que muitos dos visitantes deslocam-se até Alandroal com o objetivo de desfrutarem deste festival, aproveitando para passar um fim de semana nesta vila alentejana, “contribuindo assim para a hotelaria, restauração e também na visitação de monumentos”.

Garantido que o tempo “será bem passado neste festival”, o autarca convida todos os interessados a visitarem este festival de entrada gratuita, que possuí um ambiente acolhedor e descontraído, com preços convidativos, com um espaço infantil.



Cerimónia de apresentação do cartaz das Ruas Floridas com o mote “de Redondo e para os redondenses”

A tarde desta quarta-feira, dia 2 de junho, fica marcado pelo pontapé de saída da edição de 2025 das Ruas Floridas de Redondo, tendo sido revelados quais os nomes que integram a programação musical deste evento, que decorre entre os dias 2 e 10 de agosto.

Ao longo de nove dias, a vila alentejana de Redondo será a capital das flores de papel de todo o Portugal, sendo também palco de diversas atuações musicais com entrada livre, divididas entre a Praça da República e o Parque Ambiental. A iniciativa é promovida pelo Município de Redondo e decorre com periodicidade bienal, envolvendo a participação ativa da comunidade local na decoração das ruas com flores e figuras em papel colorido.

Considerando este evento “de Redondo e para os redondenses”, o presidente da Câmara Municipal, David Galego, começa por agradecer a “todos aqueles que sentem orgulho na sua terra e que contribuem para o grande sucesso deste certame, considerando que as Ruas Floridas apesar do seu encanto, trazem consigo dias de trabalho extenuante”.

Este certame, que conta com um investimento na ordem dos 400 mil euros, segundo o autarca, “este valor multiplica-se por si através do turismo, restauração e artesanato, alavancando assim a economia local”.

Apresentando-se com um total de 24 ruas floridas, o autarca refere que toda a logística das pessoas tem sido “extraordinária”, considerando que estes redondenses “vestem a camisola da sua terra com orgulho e sabem o grande significado que esta festa tem para eles e para o próprio concelho. Sem eles nada disto seria possível”, remata.

Quem também marcou presença nesta apresentação foi o presidente do Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos que fortaleceu a questão do turismo “de estadia” que as Ruas Floridas trazem ao Alentejo, ao invés do turismo de “excursão”, refletindo-se no grande impulso que este certame dá na economia local, afirmando que o Turismo do Alentejo e Ribatejo está a fazer uma grande promoção deste evento junto do público espanhol.

No que diz respeito ao cartaz, a abertura do evento, no dia 2 de agosto, conta com a atuação da espanhola Edurne. No dia seguinte, domingo, o palco fica reservado para a Filarmónica União Montoitense, os Bandidos do Cante e João de Campos.

Já na segunda-feira, 4 de agosto, atuam Buba Espinho e os Cantadores de Redondo. A 5 de agosto, o espetáculo pertence a Emanuel. No dia 6, os Tomba Lobos convidam o grupo Galandum Galundaina.

No dia 7 de agosto os artistas a subirem a palco são: A Filarmonia Campaniça, Raia, Celina da Piedade, Ana Santos, a Banda da Sociedade Filarmónica Municipal Redondense, o Coro e Banda Filarmónica do Grupo União e Recreio Azarujense, e as Cantadeiras de Redondo.

A 8 de agosto atua os Hangover Band. No sábado, 9 de agosto, é Diogo Piçarra, que sobe a palco.

Todo os concertos começam partir das 22h00 na Praça da República.

O encerramento da edição de 2025 está agendado para domingo, 10 de agosto, com a realização do IX Festival de Folclore, que conta com a participação do Rancho Folclórico dos Foros da Fonte Seca.

Feira de São João de Évora já começou

A Feira de São João de Évora 2025 começou esta sexta feira e decorre até 29 de junho, com a promessa promessa de animar a cidade com uma programação diversificada. Vários palcos — incluindo o Palco Principal, o Jardim Público, a Alameda Social e o Espaço Jovem — acolherão artistas como Nena, Ana Moura, Bandidos do Cante, Jafumega, Pedro Calado, Capicua, Nuno Ribeiro, António Zambujo e Plutónio. Além dos concertos, o evento contará com o habitual Encontro de Etnografia e Folclore.

Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara de Évora (na foto ao lado) relembra que a “feira de São João antes demais é aquilo que é há centenas de anos.Um ponto de encontro dos eborenses, de quem aqui vive e trabalha, dos que vêm a Évora, porque Évora é atrativa e traz aqui muita gente. A Feira de São João é, por definição, um ponto de encontro, de convívio das famílias. E, portanto, esse ambiente da Feira de São João parece para mim fundamental”.

O autarca de Évora acrescenta ainda que a Feira “é muito mais do que isso, naturalmente. É uma amostra das atividades económicas, das atividades socioculturais, das tasquinhas, enfim, de todas as atividades que Évora tem. E procuramos, a cada nova edição, melhorar, aprender com aquilo que correu menos bem nas edições anteriores. Felizmente, as últimas edições têm ocorrido muito bem e temos vindo a melhorar os aspetos. Este ano temos a obra parcial de requalificação do Rossio concluída. Já temos também a parte de Jardins das Muralhas requalificado. E, portanto, este ambiente, que é já um ambiente de requalificação para o futuro, marca também a Feira deste ano. E, portanto, temos aqui uma junção muito positiva entre a diversão, o lazer, a amostra daquilo que é a sociedade de Évora e também a requalificação que nós queremos para o futuro de Évora.

Esta noite no palco principal atua Nena e amanhã sábado é a vez de Ana Moura, os concertos são às 10 da noite.

Foi inaugurada esta sexta-feira mais uma edição de “O Tapete está na Rua” em Arraiolos (c/fotos)

Foi inaugurada ao final desta sexta-feira, dia 6 de junho, mais uma edição de “O Tapete está na Rua” no Centro Histórico de Arraiolos. Com um programa diversificado para dar a conhecer o património cultural, natural e gastronómico, o objetivo central do evento é a valorização do tapete de Arraiolos.

Sílvia Pinto, presidente da Câmara Municipal de Arraiolos, referiu que “é uma continuidade de um evento que realmente já está afirmado, mais do que no concelho, mesmo na região, mas que tem sempre uma componente de novidades. Uma das grandes novidades este ano é o que temos por cima das nossas cabeças, que são estes aviões, que foram concebidos pela artista Susana Cereja que também tem uma exposição no interior do Centro Interativo do Tapete de Arraiolos. Uma outra novidade é também um espaço dedicado ao cante alentejano, que este ano definimos um local, que designámos como o canto do cante e onde também fazemos um apontamento ao mundo rural e ao Centro Interpretativo do Mundo Rural, um outro espaço museológico que nós temos na Freguesia de Vimieiro e que enquadra toda essa iniciativa do Cante e da Prova de Vinhos”.

A autarca falou ainda sobre a certificação do tapete de Arraiolos, que ainda não aconteceu, referindo que “a certificação, ninguém quis saber dela, ninguém ligou ao tapete de arraiolos nesse sentido, mas nós, em colaboração com muitas instituições fizemos muito pelo nosso tapete. Continuaremos, sem dúvida, a lutar por essa certificação que infelizmente não está nas nossas mãos. A criação do centro para a promoção e visualização do tapete não está só nas nossas mãos, mas continuaremos a insistir nessa matéria e a fazer aquilo que nós pudermos para valorizar o nosso património, porque, sem dúvida, que é um património que tem que ser valorizado, que tem que ser defendido e o município tem estado sempre ao lado do tapete de Arraiolos e continuará”.

José Manuel Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo também este presente e referiu que este evento “é um bom cartaz turístico do Alentejo e é um evento que tem crescido, é um evento que mexe muito com as pessoas, tem muito a ver também com a simbologia e a representatividade do Tapete de Arraiolos como elemento importante do artesanato e da cultura do Alentejo. É um evento que atrai sempre muitas pessoas a Arraiolos e que tem também esta estrutura urbana muito singular, é uma vila muito cuidada, uma vila bonita, uma vila que atrai muitos turistas, que tem uma oferta de restauração e de alojamento de grande qualidade. Aliás, Arraiolos tem hoje projetos de alojamento que começam a entrar naqueles prémios muito exclusivos porque conseguiu também concentrar aqui uma rede de alojamento de grande qualidade. E é uma alegria para os olhos ver e desvendar o património imaterial que são os tapetes de Arraiolos, e vamos ter certamente aqui um fim-de-semana com muita alegria, muita gente e muita dinâmica”.

Cabrela: Trilho da Filhós voltou a revelar-se um sucesso

Na manhã do passado domingo, 25 de maio, realizou-se na vila de Cabrela a 6.ª edição do Trilho da Filhós, com partidas e chegadas no Largo Dr. Pascoal Coelho, numa organização da Junta de Freguesia de Cabrela. Com cerca de 200 participantes, divididos entre a prova de 65 quilómetros e de 35 quilómetros, a iniciativa deu a conhecer um pouco da natureza e património cultural desta freguesia.

Com tempo quente e em excelente ambiente de convívio e festa, o VI Trilho da Filhós reuniu várias dezenas de equipas, sendo a mais numerosa o ADN Trilhos, de Vendas Novas.

Nos 65 quilómetros, em masculinos, o grande vencedor foi Tiago Falcão (TufaTufa Bike Team), efetuando a prova em 02:33:55, seguindo-se Hugo Espigão Carvalho (Team Escala Visual) e Tiago Lavadelas (BTTGARDUNHA). Em femininos, Tânia Grilo foi a 1ª classificada, percorrendo os 65 km em 03:24:44, repetindo a vitória do ano anterior e, apesar de ser a única participante, melhorou o seu tempo.

Em relação aos 35 quilómetros, na Geral Masculina, o 1.º foi o montemorense Alexandre Bastos (UCA – União de Ciclismo do Alentejo), fazendo a prova em 1:35:39, o 2.º foi Carlos Merino (Sobe e Desce Team) e o 3º a chegar à linha de meta foi Renato Borda de Água (Grupo Desportivo de Samoa Correia). Na Geral Feminina, Cíntia Antonito (FVF Bike Team), foi a primeira a completar o percurso, concluindo a aventura em 2:13:24, na 2ª posição chegou Ana Catarina Duro (MFitness) e na 3ª Sónia Lua Carvalho (Team Escala Visual).

Tal como na edição anterior, o balanço da prova foi altamente positivo, com muita gente a elogiar a dureza do percurso e a organização.

IPMA classifica como tornado o fenómeno de sexta em Degolados (Campo Maior). Veja todas as fotos

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) classificou como tornado o fenómeno de sexta em Degolados (Campo Maior) e o de Beja, através de comunicado:

“Dia 2 de maio de 2025, foi confirmada a ocorrência de dois episódios de vento muito forte, um nas proximidades de Beja (Porto Peles), pelas 07:10 UTC (08:10, hora local), e outro na vizinhança de Campo Maior (Degolados), pouco após as 12:00 UTC (13:00, hora local).

Pela análise da documentação disponível e natureza dos danos produzidos, foi possível qualificar ambos os fenómenos como tornado. Admite-se que estes tornados, que causaram danos de diversa ordem, designadamente em telhados de habitações, postes de eletricidade e árvores, tenham alcançado uma intensidade de F1/T2 (escala clássica de Fujita/escala de Torro), correspondendo a vento máximo instantâneo compreendido entre 33 e 41 m/s, ou seja, 118 e 148 km/h (rajada, média de 3s).”

XXIII Romaria a cavalo chegou este sábado a Viana do Alentejo (c/fotos)

Chegou ao final na tarde deste sábado, dia 26 de abril, a Viana do Alentejo a XXIII Romaria a Cavalo.

Momentos antes da chegada dos mais de 400 romeiros, Luís Miguel Duarte, presidente da Câmara Municipal de Viana do Alentejo, referiu à RNA, que “estamos com muito mais pessoas do que no ano passado. No primeiro dia, na Moita, estávamos com aproximadamente mais de 100 inscrições em relação ao ano passado. Felizmente não houve incidentes até o momento, espero que não haja, estamos aqui a cortar a meta praticamente, portanto, até agora o balanço é super positivo”.

“Temos aqui uma moldura humana muito bonita, estive a acompanhar desde a parte do castelo até aqui abaixo, temos pessoas espalhadas por as ruas todas, portanto, temos uma moldura humana muito boa e temos uma coisa também que eu acho, e é para isso que nós lutamos, que é o nosso comércio mexeu, os nossos restaurantes mexeram, certamente as dormidas também encheram. É para isto que nós fazemos estas iniciativas, não só para as pessoas ficarem envolvidas aqui, mas também para o comércio local”, rematou o autarca.

Quem também esteve presente no evento, foi José Manuel Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, que enalteceu a iniciativa salientando que “este evento é um evento muito diferenciador não temos muitos eventos em Portugal como este. É um evento que consegue ter aqui uma mescla entre a religiosidade e o sentido da aventura. Muitos romeiros que vêm de todas as partes de Portugal, olham também para esta romaria como um desafio, outros como uma espécie de retiro de espiritualidade, passar uma semana pelos antigos itinerários das peregrinações, e isto tem muito a ver com o turismo moderno de hoje. São muitas motivações que as pessoas procuram e o evento, para além do interesse de quem participa nele, nesta relação muito especial com o cavalo, é também um evento muito simbólico para as pessoas que gostam de ver o fim da romaria, a partida na Moita, mas muito aqui a chegada a Viana, depois com a missa no Santuário e a precisão no dia de domingo”.

“É um evento que cada vez tem mais turistas estrangeiros, especialmente amanhã, que encontram aqui um pouco a ideia que Portugal é um país onde as tradições ainda são também um produto turístico. E este ano há mais 100 participantes, há muitos participantes que são informais, que não se conseguem contabilizar e provavelmente, teremos muitos mais visitantes. Viana está a mexer, Viana vai ter este ano um novo hotel, vai ter um enoturismo. E o turismo faz-se disto, e estes eventos têm importância porque dão a conhecer aos visitantes o património, os recursos, o património natural e eu acredito que muitas das pessoas de fora que estão aqui hoje voltarão”, rematou.

Ana Sofia Cardoso, jornalista da TVI, foi a madrinha da 23ª edição da Romaria a Cavalo, à RNA adiantou que “foi com muito orgulho que recebi este convite, porque para já não estava à espera de um dia poder ser madrinha desta tradição tão grande e tão bonita, religiosa, espiritual, muito centrada muitas vezes na forma como lidamos connosco próprios, mas também como lidamos com os outros, este tempo de Romaria que serve também para ponderação da nossa vida. E então recebi com muito carinho, com muito orgulho e fiquei muito feliz por poder aceitar. Fiz a saída da Moita, mas apenas a saída da moita e espero participar agora na reta final para poder chegar depois também até ao Santuário”.

Estátua de Florbela Espanca marca arranque oficial do “Circuito Florbeliano” em Vila Viçosa

Vila Viçosa prestou, no passado domingo, 30 de março, homenagem a Florbela Espanca, com a inauguração de uma estátua da poetisa, em mármore, e de um mural, no Largo D. João IV, junto ao Mercado Municipal.

Para além de marcar o arranque oficial do “Circuito Florbeliano”, o monumento, explica o presidente da Câmara, Inácio Esperança, o integra a estratégia da candidatura de Vila Viçosa a Património da Humanidade.

“Florbela é um valor incontornável e, por isso, não podíamos de deixar de promover este espaço, incluído no Circuito Florbeliano, que vai ter 14 pontos de interesse, uns do Município, outros privados, onde se pode recordar os passos de Florbela em Vila Viçosa, a sua meninice e quando voltava a casa do pai. Momentos felizes, momentos menos bons vamos recordá-los nesse Circuito Florbeliano, para dar a conhecer a Vila Viçosa e ao mundo”, acrescenta o autarca.

Presente na inauguração, em Vila Viçosa, esteve o presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, até porque o projeto resulta de uma parceria entre as duas autarquias. Inácio Esperança recorda que a ideia da construção e instalação desta estátua de Florbela Espanca surgiu depois de ter encontrado uma outra no Parque dos Poetas, em Oeiras.

“Falei com o presidente Isaltino e disse-lhe: ‘o senhor tem que me oferecer uma estátua igual àquela, têm que me autorizar isso, porque Vila Viçosa tem de ter uma estátua daquelas’. Ele respondeu: ‘Sim, senhor, mas não ta vou oferecer. Vamos fazer uma permuta’”, conta. Assim, o Município de Vila Viçosa ficou de oferecer alguns uns blocos de mármore a Oeiras, com aquela autarquia do distrito de Lisboa a oferecer a escultura a este município do Alentejo Central.

A escultura, à semelhança daquela que se encontra no Parque dos Poetas, é da autoria do escultor Francisco Simões, tendo sido  produzida com pedra de várias freguesias do concelho de Vila Viçosa: “o cabelo é da freguesia de Nossa Senhora da Conceição, o rosto, as pernas, a mão e a rosa são da freguesia de Bencatel, e o corpo é da freguesia de Pardais”.

O projeto da Câmara Municipal de Vila Viçosa, depois de inaugurada esta estátua e o mural, prevê ainda a reabilitação da casa do pai de Florbela Espanca, que será convertida num espaço museológico dedicado à vida e obra da poetisa.

Fotos: O Digital

Noah Hobbs (EF Education/ Aevolo) o ciclista mais novo de sempre a vencer a Volta ao Alentejo

Noah Hobbs vencedor da Volta ao Alentejo em Évora

O britânico Noah Hobbs (EF Education/ Aevolo) tornou-se no ciclista mais jovem a triunfar na Volta ao Alentejo, com apenas 20 anos. O ciclista de Londres, triunfou nas etapas de Moura e Arraiolos, e ganhou as classificações dos Pontos e Juventude, além de dois segundos lugares nas etapas de Grândola e Évora.

Apesar da sua juventude, Hobbs mostrou já ser um corredor muito maduro e de grande futuro e que certamente vai ascender rapidamente à equipa principal, onde milita a português Rui Costa.

Noah Hobbs ainda em Estremoz

Na partida em Estremoz, este jovem ciclista disse em exclusivo aos nosso microfone que “estou bem, temos um dia bonito hoje. Último dia da corrida, espero guardar a camisola até ao final. Apoio a equipa e eles apoiam me, é uma equipa nova. Ontem apoiaram me muito a etapa foi difícil. Sem a equipa era impossível ter conseguido manter a liderança”. Depois brincámos com Noah Hobbs que tirou uma foto com o nosso microfone como na Volta ao Alentejo de 2024 Iuri Leitão também o fez e depois “ganhou a medalha de ouro” nos Jogos Olímpicos. “Fico muito satisfeito espero que me dê sorte hoje” concluiu o jovem inglês, em Estremoz e depois no final em Évora disse ao nosso microfone que só leva “boas memorias do Alentejo e de Portugal”, após garantir a camisola amarela e a vitória na alentejana 2025. Noah Hobbs um nome a reter.

Luca Giaimi venceu etapa em Évora

Em Évora, o italiano Luca Giaimi (UAE/Team Emirates/ Gen-Z), o único sobrevivente de uma escapada de três corredores e que conseguiu aguentar a perseguição do pelotão, terminando com dois segundos à frente do camisola amarela. Giaimi sai de Portugal com duas vitórias, as primeiras da carreira, depois de no passado domingo ter ganho o Troféu Internacional da Arrábida que disse “a corrida foi boa, na fuga não conseguimos mais vantagem porque éramos muitos. Quando cheguei à reta vi que o pelotão estava atrás e como gosto de metas a subir, esforcei ao máximo e cheguei à segunda vitória em Portugal”.

Francisco Ferro e Isabel Matos do Crédito Agrícola

Joaquim Gomes, diretor da Corrida, reconhece “temos aqui ciclistas com futuro, mas todo o pelotão empenhou-se fizeram médias sempre acima daquilo que tínhamos previsto, chegámos sempre antes da hora, todos estão de parabéns, a nós organizadores, CIMAC, Câmara Municipais e patrocinadores. Correu bem”.

O Crédito Agrícola patrocina a Volta ao Alentejo e Francisco Ferro (Administrador Caixa de Crédito do Alentejo Central) disse que “é muito importante o Credito Agrícola estar nesta volta, porque toda a agente gosta de ciclismo, fazemos o possível para estarmos o mais próximo das pessoas, somos um banco que está no interior, onde os outros bancos não estão e fazemos questão e manter esse que é um dos nossos principais valores”. Já Isabel Matos, diretoria de Comunicação do Credito Agrícola realçou “a forte presença a nível nacional, temos a maior rede de agências, por isso, as Caixas localmente fazem esse apoio, este é um desporto privilegiado para o grupo Credito Agrícola que quer ser reconhecido como o banco da sustentabilidade. Este é o desporto de elite”.

José Santos, presidente da Entidade Regional do Turismo do Alentejo e Ribatejo entrega camisola branca a Hobbs

“O ciclismo é uma modalidade desportiva que proporciona muita divulgação dos destinos turísticos” começou por afirmar José Santos, presidente da Entidade Regional do Turismo do Alentejo e Ribatejo acrescentando que “a alentejana é uma prova que tem ajudado a divulgar e promover o Alentejo, com tempo bom e quando temos uma volta como uma geografia mais alargada, como foi este ano, isso favorece ainda mais a divulgação do turismo no Alentejo. Mas, esta prova pode ainda crescer e o próximo passo é transformar a Volta ao Alentejo, num evento que promova internacionalmente a região e esse é o passo para o qual nos devemos mobilizar no futuro”.

Partida em Estremoz

Quanto filme da quinta etapa Estremoz-Évora, na distância de 151,1 kms, e corrida à excelente média de 47.375 kms/hora, foi ganha pelo italiano Luca Giaimi (UAE/Team Emirates/ Gen-Z), o único sobrevivente de uma escapada de três corredores e que conseguiu aguentar a perseguição do pelotão, terminando com dois segundos de vantagem e à frente do camisola amarela. Giaimi sai de Portugal com duas vitórias, as primeiras da carreira, depois de no passado domingo ter ganho o Troféu Internacional da Arrábida.

Durante 110 quilómetros a camisola esteve no corpo do basco Gotzon Martin (Euskaltel/Euskadi), que estava a escassos 28 segundos de Hobbs e integrava a fuga do dia que teve uma vantagem máxima de 1’50” e que obrigava a EF Education/Aevolo a trabalhar no pelotão para não permitir veleidades ao espanhol que só foi alcançado nos dois quilómetros finais da tirada.

Meta Volante em Elvas

A Aviludo/Louletano/Loulé Concelho acreditou até ao fim que era possível levar German Nicolas Tivani à vitória da etapa e com as bonificações ganhar a “Alentejana” daí terem trabalhado no pelotão para anular a fuga, mas o argentino acabaria por ser quinto longe das bonificações.

Destaque para as prestações de Pedro Pinto (Efapel Cycling) que foi o único que contrariou Noah Hobbs nas vitórias das diversas classificações triunfando na Montanha, para a Rádio Popular/Paredes/Boavista que venceu a classificação Coletiva e para Tiago Antunes (Efapel Cycling) o Melhor Português na Geral Individual. Realce também para o segundo lugar de Tivani e o terceiro de David Jesus Peña (AP Hotels & Resort/Tavira/Farense), a mais recente aquisição da equipa algarvia.

Classificação da Etapa
1º- Luca Giaimi/ITA (UAE/Team Emirates/Gen-Z) 3h11’22” (média de 47.375 kms/hora), 2º- Noah Hobbs/GBR (EF Education/Aevolo) a 2”, 3º- Leangel Linarez/VEM (Tavfer/Ovos Matinados/Mortágua) m.t., 4º- Davide Stella/ITA (UAE/Team Emirates/Gen-Z) m.t. e 5º- German Nicolas Tivani/ARG (Aviludo/ Louletano/ Loulé Concelho) m.t.
 

Classificação Geral
1º- Noah Hobbs/GBR (EF Education/Aevolo), 18h40’51”, 2º- German Nicolas Tivani/ARG (Aviludo/ Louletano/ Loulé Concelho) a 12”, 3º- David Jesus Peña/COL (AP Hotels & Resort/Tavira/Farense) a 13”, 4º- Pau Marti /ESP (Israel/Premier Tech Academy) a 19” e 5º- Xabier Berasategi/ESP (Euskalter/ Euskadi) a 22”.
Equipas: Rádio Popular/ Paredes/ Boavista
Pontos: Noah Hobbs/GBR (EF Education/Aevolo)
Montanha: Pedro Pinto (Efapel Cycling)
Juventude: Noah Hobbs/GBR (EF Education/Aevolo)

Currículo:
Hobbs Noah, nasceu em Londres, a 23 de julho de 2004, tem 20 anos, é profissional desde 2023 e com as três vitórias no Alentejo, tem seis vitórias na carreira. 1ª vitória da carreira * 22/05/23 (Groupama/ FDJ Continental): -Etapa do Alpes Isère Tour/ França
Todas as vitórias: 2 etapas do Alpes Isère Tour/ França (2024), 1 etapa do Tour Alsace/ França (2024), duas etapas na Volta ao Alentejo/Moura e Arraiolos e Geral Individual da Volta ao Alentejo (2025)

O colombiano David Peña dá vitória histórica ao Tavira e Noah Hobbs mantêm a amarela na Volta ao Alentejo

O colombiano David Jesus Peña, a útima contratação da equipa do AP Hotels & Resort/ Tavira /Farense, ganhou com grande autoridade a “Etapa Rainha” da Volta ao Alentejo Crédito Agrícola, que ligou Monforte a Castelo de Vide, na distância de 147,7 kms, que teve seis contagens do prémio da montanha, com início da subida do Cabeço do Mouro.

A vitória de Peña, um jovem colombiano de 24 anos, é histórica porque repete o triunfo de Rinaldo Nocentini (Sportin/ Tavira em 2017, precisamente em Castelo de Vide. O corredor natural de Zipaquirá, ascendeu ao 3º lugar da geral individual a escassos sete segundos do britânico Noah Hobbs (EF Education/ Aevolo) e pode aspirar à vitória na prova face às bonificações das metas volantes e na chegada.

A noticia do dia é o facto de Noah Hobbs (EF Education/ Aevolo), um miúdo inglês de 20 anos, continuar de amarelo e agora ter a vitória na prova à distancia de uma etapa, podendo sonhar com a chegada amanhã à Praça do Giraldo, em Évora. Noah tem não só a amarela, mas também a camisola azul por pontos e a branca da juventude e pode mesmo ser um nome a reter para o futuro.

A etapa teve diversas fases, devido aos constantes ataques, que começaram com um grupo de 22 corredors logo na parte inicial da tirada, mas que viria a ser anulada pela Efapel Cycling, que trabalhava para manter a liderança de Pedro Pinto na montanha. O corredor de Marco de Canavezes venceu três contagens, Cabeço do Mouro, São Mamede Marvão, e tem a vitória como “Rei da Montanha” assegurada, basta chegar amanhã a Évora.

42º Volta ao Alentejo já está na estrada

A 42º edição da Volta ao Alentejo já está na estrada. O pelotão partiu, às 11h30, de Beja, para uma etapa inaugural, que termina em Moura, após 166 quilómetros de percurso.

Ainda antes do arranque, o diretor da corrida, Joaquim Gomes, dizia à nossa reportagem que tem “o enorme orgulho e prazer” de poder organizar, desde 2010, a “Alentejana”, aquela que considera “uma das mais belas provas por etapas do mundo”. “Esta saída hoje de Beja irá, certamente, ser uma prova rodeada de enormes expectativas, que esperamos concretizar já no próximo domingo”, assegura.

Destacando o clima “muito aprazível e adequada a esta prática desportiva”, que se vai fazer sentir até domingo, segundo as previsões meteorológicas, Joaquim Gomes lembra ainda que a Volta ao Alentejo foi uma das primeiras provas em Portugal a adquirir estatuto internacional. “É uma prova com uma enorme notoriedade, que, com o passar dos anos, vai ficando mais vincada. No estrangeiro, toda a gente sabe o que é a Volta ao Alentejo”, acrescenta.

O objetivo, desde sempre, diz ainda o responsável, é que a Volta inclua passagens pelas quatro sub-regiões do Alentejo. Ao todo, até domingo, serão percorridos 816,9 quilómetros, com o pelotão a atravessar mais de 30 municípios alentejanos.

Já o presidente da Câmara Municipal de Beja, Paulo Arsénio, destaca que é a décima vez que esta cidade é “a escolhida” como local de partida da “Alentejana”, sublinhando que este dia “é sempre de muita festa, quer para a cidade de Beja, quer para o ciclismo”, salientando ainda que o tempo ajudou muito para que a partida fosse inesquecível.

O autarca, acrescenta ainda que “foi um simbolismo de extrema importância, a partida desta competição ter sido feita em Beja”, a capital do Baixo Alentejo.

A segunda etapa da Alentejana liga amanhã, quinta-feira, dia 27 de março, Castro Verde a Grândola, num total de 171 quilómetros e meio. Carvalhal, no concelho de Grândola, acolhe a partida da terceira etapa na sexta-feira, que após 180 quilómetros, com passagens em Alcáçovas e Montemor-o-Novo, termina em Arraiolos. Já a quarta etapa, de 147,7 quilómetros, parte no sábado de Monforte e passa por Arronches, Portalegre, Serra de São Mamede e Marvão, com meta instalada em Castelo de Vide. A quinta e última etapa, no domingo, arranca de Estremoz para um percurso de 151,2 quilómetros, passando por Elvas, Borba, Vila Viçosa, Alandroal e Redondo, terminando em Évora.

O Alentejo em FM, através das suas três rádios – Rádio Campo Maior, Rádio Elvas e Rádio Nova Antena -, vai estar a acompanhar todas as emoções da “Alentejana”.

2ª Edição BIALE 2025 – Bienal Internacional do Alentejo começou esta sexta-feira, em Estremoz

A inauguração contou com a presença de várias entidades como nos refere o Prof. Carlos Godinho, presidente da Artmoz, com “muito boas expectativas, pois temos 200 artistas de 15 países e este ano contamos com quatro espaços de exposição, com uma programação rica e diversificada, no Parque de Exposições de Estremoz será o Pólo principal da Bienal, onde se concentrará o maior número de obras e onde decorrerão vários workshops e conferências, no  Centro Ciência Viva de Estremoz, com a Exposição dedicada essencialmente à Escultura em Mármore.

Também o Museu Berardo recebe a Exposição de arte contemporânea, destacando a ligação entre natureza e a cidade do vinho e a  Adega Vila Santa de JPortugal Ramos terá a Exposição com o tema Ambiente.

A edição da BIALE 2025 irá reunir obras de vários artistas nacionais e internacionais, tendo como tema central a EcoCultura, com o objetivo de aproximar as práticas culturais ao respeito pelo meio ambiente, promovendo um futuro mais sustentável. O mote “Ambiente e Ruralidade” trará à 2ª edição uma abordagem que explora áreas como a sustentabilidade, a cultural local e a educação ambiental.

Com a participação de mais de 200 artistas de 15 países e distribuída por 4 espaços Expositivos, José Daniel Sadio destaca o facto “da exposição procurar mostra Estremoz a Portugal e ao mundo, estando nesta segunda edição com um salto qualitativo devido ao sucesso da primeira edição. Estamos com o olho muito focado no Évora Capital Europeia da Cultura 2027, onde queremos estar”.

Borba recebeu a Gala de abertura da Cidade do Vinho 2025

A Gala de Abertura da Cidade do Vinho 2025 realizou-se este sábado, dia 8 de fevereiro, no Pavilhão de Eventos de Borba. Com o lema “Vinhos da Serra d’Ossa – Identidade e Futuro – Marcas que deixam História!”, o programa de atividades da Cidade do Vinho 2025 é composto por eventos que estão ligados, não só ao vinho, mas também à gastronomia.

A Cidade do Vinho, este ano, constituída pelos municípios de Alandroal, Borba, Estremoz, Redondo e Vila Viçosa, tem como objetivo valorizar a riqueza, a diversidade e as características comuns dos territórios associados à cultura do vinho e de todas as suas influências na sociedade, na paisagem, na economia, na gastronomia e no património.

A Gala teve a apresentação de Serafim que no seu estilo divertido animou os presentes, contou com representantes dos cinco municípios, com o presidente da Entidade Regional do Turismo do Alentejo e Ribatejo, com os representantes da Comissão Vitivinícola da Região Alentejana, da Associação de Técnicos Viticultores do Alentejo e da Associação de Municípios Portugueses do Vinho, Associações e Entidades da Viticultura portuguesa e vários autarcas do Alentejo, Ribatejo e Algarve.

No certame foi exibido um filmes promocional da Cidade do Vinho, gravado nos cinco municípios e o projeto “Borba Tex” que utiliza os resíduos da vinicultura, para produzir fibras e tecidos para criação de roupas e acessórios de moda, numa parceria com a Universidade Lusófona, Câmara e Adega de Borba.

No início houve degustação de vinhos, enchidos e queijos, seguidos dos espetáculos da Banda Filarmónica de Borba, do Grupo de Cante Alentejano “Os Garridos” de Rio de Moinhos, do Grupo de Cantadores de Saias da Orada e da fadista Rute Sousa.

A programação anual da Cidade do Vinho 2025 estende-se por várias atividades e terá ainda destaque na agenda cultural e recreativa dos vários municípios, como por exemplo o Festival do peixe do rio em Alandroal que irá já destacar os vinhos da região. Domingo há já uma caminhada pela vinha de Borba e haverá provas de vinhos, exposições e espetáculos de promoção da fileira do vinho, restauração e enoturismo.

“Mês das Migas” em Mora teve início com 17 metros de migas para toda a população (c/fotos)

Durante todo este mês está a decorrer a 12ª edição do “Mês das Migas em Mora. Os restaurantes aderentes a esta iniciativa dispõem de uma ementa especial com uma grande variedade de Migas, desde as mais tradicionais às mais inovadoras.

Nesta edição o Município de Mora, com a colaboração de dezassete restaurantes do Concelho prepararam as “Maiores Migas do Mundo”. O resultado foi apresentado na tarde deste domingo, na Praça Conselheiro Fernando de Sousa, em Mora, onde estiveram centenas de pessoas oriundas de vários pontos da região. A animação esteve a cargo de alguns grupos alentejanos e do programa de SIC Domingão, animado por Emanuel e Luciana Abreu.

Ainda antes da degustação dos 17 metros de migas, Paula Chuço, presidente da Câmara Municipal de Mora, referiu à RNA, que “O objetivo foi trazer mais gente ao concelho, promover o que temos de bom, promover a nossa gastronomia, os nossos restaurantes, as nossas freguesias, o nosso concelho, e nada melhor do que chamar as pessoas para degustar umas boas migas, neste caso umas migas gigantes, uma forma diferente de lançarmos, o mês das migas. Era já um objetivo meu há muito tempo que eu achava que não se podia lançar apenas o mês das migas, mas teríamos que lançar com algo especial, algo que fosse diferente e algo que atraísse ainda mais pessoas. Este ano conseguimos concretizar o nosso sonho, para o ano o objetivo será entrar no livro de records do Guinness, mas um passinho de cada vez”.

“Estamos muito contentes porque quando reuni com os restaurantes todos quiseram aderir, portanto temos aqui 17 metros de migas, ou seja, cada restaurante participou com um metro de migas para que as pessoas possam gostar. Além disso, temos o Domingão, o objetivo era poder ir a todas as freguesias para promover todos os restaurantes das nossas freguesias. Infelizmente, a logística não nos deixou ir a Brotas para minimizar a situação, colocámos um autocarro à disposição das pessoas para que elas pudessem vir a Mora assistir ao Domingão aqui e degustar às nossas migas. O que queremos é levar mais longe o nosso concelho e acho que olhando aqui para esta praça e olhando por estas pessoas, acho que conseguimos o nosso objetivo pela primeira vez no que diz respeito às migas. Para o ano mais um passinho”, acrescentou Paula Chuço.

“A autarca salientou que o objetivo era começar a degustação das migas logo pelas 15.00 horas, mas a logística do programa de televisão não permitiu“é pena, digamos assim, que seja um domingo, também limita um pouco, e tenho pena não termos conseguimos fazer as migas logo às três da tarde, mas também a logística com o domingão não o permitiu e nós também temos que nos ajustar. Se queremos o domingão, se queremos ir mais longe, se queremos ter muitas pessoas, também nos temos que adaptar à logística da SIC”.

“Posso dizer que estamos a preparar as coisas para o Guinness, mas se este ano temos 17 metros, temos que ver e para o ano o desafio é o dobro”, rematou.

Dos dezassete restaurantes participantes, falámos com um de cada freguesia do concelho.

Helena Justo, proprietária do Restaurante “O Forno” em Pavia, considerou esta “uma excelente oportunidade não só para dinamizar o concelho como para mostrar a gastronomia local. Migas de coentros, migas carvoeiras, migas de batata, migas de espargo e migas de tomate”, foram as migas apresentadas por este restaurante.

O Restaurante Bombeiros Voluntários de Mora também esteve presente. Manuel Barbeiro, o proprietário salientou que participou com “migas de batata, de coentros e de espargos”.

Hélder Serra da Taberna 17 de Cabeção participou no evento por brincadeira , referiu que “é um desafio e acho que vale a pena para desenvolver ali a zona de Cabeção que está assim um bocadinho parada, Cabeção e o Alentejo comparado à zona do Norte e por isso acho que vale a pena a gente estar a desenvolver assim um bocadinho a zona”.

José Vinagre, do Restaurante o Poço de Brotas apresentou apenas migas de espargos.

José Vinagre, do Restaurante o Poço de Brotas apresentou apenas migas de espargos. O proprietário deste restaurante referiu que “este evento já decorre há alguns anos, portanto, achei interessante fazermos, este início de mostra, que é uma coisa inédita aqui no concelho.

Desfile dos Reis Magos em Badajoz

Os Reis Magos chegaram à hora prevista, de comboio à estação de Badajoz, onde foram recebidos pelo Alcaide Ignácio Gragera e o vereador da Cultura, José Antonio Casablanca.

Gragera reconheceu que as condições metrológicas com previsão de chuva deixaram alguma apreensão e deu as boas vindas aos reis magos ” em primeiro lugar quero dar as Boas Vindas a suas majestades e dizer-lhes que Badajoz estava à vossa espera, neste dia 5 de janeiro tão especial e que nos deixou apreensivos por causa da chuva. Acredito que vai ser um grande desfile e que todas as crianças de Badajoz vão desfrutar mais uma vez”

Como vem sendo hábito nos últimos anos, o rei Mago Baltasar em Badajoz… é português e deixou uma mensagem de bom ano para os nossos ouvintes “desejo um Bom Ano a todos os portugueses e em especial aos meus amigos de Elvas. A todos um bom ano com muita saúde e amizade”

Em Badajoz começou a chover alguns minutos depois dos carros alegóricos deixarem o bairro de San Fernando. Os três Reis Magos Melchior, Gaspar e Baltasar, entraram no desfile depois de deixarem a estação de comboios, num dos 12 carros alegóricos que compunham a comitiva, não tendo alinhado o carro de som com a Carbibe Santa Band que tinha instrumentos musicais que não se podiam molhar. Participaram ainda um comboio turístico e as forças de segurança. No total, mais de mil pessoas desfilaram e distribuíram 8 mil quilos de rebuçados.

Devido à chuva, o Ayuntamiento da cidade forneceu capas para as crianças que participam dos carros alegóricos.

A Rádio ELVAS esteve na estação de Badajoz e tem um vídeo e fotos das festividades no seu site e Facebook.

Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes inaugurado em Vendas Novas (c/fotos)

Vendas Novas inaugurou esta quarta-feira o Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes (CLAIM), em cerimónia oficial que contou com a presença do Secretário de Estado Adjunto da Presidência, Rui Armindo Freitas, do Presidente do Conselho Diretivo da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), Pedro Gaspar, e do Presidente da Câmara Municipal, Valentino Salgado Cunha.

Este novo serviço é o primeiro do distrito de Évora e resulta de um protocolo de cooperação entre a Câmara Municipal e a AIMA, tendo como objetivo disponibilizar atendimento especializado para apoiar migrantes, promovendo a sua integração e acesso a direitos fundamentais. O CLAIM será um ponto de acolhimento, informação e encaminhamento para as diversas respostas locais e nacionais.

Valentino Salgado Cunha, presidente da Câmara Municipal de Vendas Novas, referiu à RNA que “este centro é bastante importante para nós, nós temos uma realidade migratória em vendas novas, em que já existe um elevado número de imigrantes, muitos dos quais não sabem falar português, não têm ainda níveis de integração que lhes permitam ter alguma vida autónoma. Sabemos que em muitos casos estão dependentes de outros migrantes que já cá estão há mais tempo e que por isso mesmo também podem ter aqui algumas situações de maior vulnerabilidade. Este é um ponto de atendimento público do município que faz articulação depois com outras entidades públicas e que assim pode dar uma resposta mais independente, mais imparcial, mais informada àquilo que são as necessidades destes imigrantes nos vários domínios que têm de lidar com o Estado ou com outros serviços que existam na nossa cidade e no nosso país”.

“Estamos ainda a ultimar algumas relações e algumas questões informáticas e técnicas com a AIMA (Agência para a Integração, Migrações e Asilo). A nossa expectativa é que em janeiro possa estar a funcionar já a 100% este CLAIM e ser esta resposta mais abrangente que nós queremos para os nossos imigrantes”, rematou o autarca de Vendas Novas.

O Presidente do Conselho Diretivo da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), Pedro Gaspar, salientou que “estes centros são uma resposta de proximidade em termos da população migrante residente nos concelhos. Eles visam um acompanhamento para aquilo que é talvez a matéria mais importante da política migratória, que vai ser de acompanhamento e de integração. Alguns dos centros também têm competências e capacidade para a realização administrativa, são matérias que depois a acordar nem todos são iguais, mas a grande estrutura dos CLAIMs é de facto uma lógica de apoio à política de integração e de acompanhamento de inserção do migrante na comunidade local. Esse é o propósito. E por isso temos uma rede que já ultrapassa uma centena, precisamente nessa perspetiva, uns com as autarquias, diretamente, outros com associações. Não há um modelo único, precisamente é aberto, o propósito final é de facto assegurar melhores respostas à integração da população migrante em Portugal”.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), a população de estrangeiros legais residentes no Concelho de Vendas Novas registou um aumento durante os últimos quatro anos de 164%, passando de 294 para 777 cidadãos. Este é um dado que evidencia a crescente relevância de serviços dedicados à inclusão social. Contudo, a ausência de dados sobre o número de estrangeiros em situação de permanência irregular sublinha a importância de iniciativas como esta, que fortalecem as respostas do território às necessidades da comunidade migrante.

O CLAIM de Vendas Novas funcionará em instalações municipais, junto ao Gabinete de Desenvolvimento Social, com o seguinte horário:

3.ªFeira, das 10h00 às 12h30

5.ªFeira, das 10h00 às 12h30

4.ª Feira, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 16h30

Centro Empresarial de Borba abre portas à criação de emprego no concelho

O Município de Borba inaugurou esta quarta-feira, 18 de dezembro, o seu Centro Empresarial, onde já se encontram instaladas duas empresas em início de atividade. Situado no piso superior do edifício das Finanças, junto ao Mercado Municipal, este centro integra a incubadora de empresas da Câmara de Borba e disponibiliza cinco gabinetes individuais multifuncionais.

Para o presidente da Câmara de Borba, António Anselmo, as empresas têm naquele espaço “todas as condições” para iniciarem a sua atividade, com vista, no futuro, a criarem postos de trabalho no concelho. “Depois, e com os apoios todos que possam haver, do Instituto de Emprego, apoios privados, se consiga criar postos de trabalho em Borba. O importante é as pessoas perceberem que só há distribuição de riqueza quando houver produção de riqueza e quem cria riqueza, quer queiramos ou não, são as empresas”, começa por dizer o autarca.

“Quando em terras pequenas o maior empregador é a Câmara ou a Santa Casa, há qualquer coisa que não funciona bem. O que queremos é gente que invista, gente que crie condições de trabalho e que pague o justo”, adianta António Anselmo.   

Lembrando que este centro é um local temporário para as empresas, o autarca revela que os responsáveis das duas que já ali estão instaladas “gostaram do espaço”, onde encontraram todas as condições para a sua atividade: “têm aquecimento ou arrefecimento, consoante a altura do ano, têm internet, têm todas as condições”. Por outro lado, António Anselmo defende que, mais que Borba, é importante fixar população, através da criação de postos de trabalho, em todo o Alentejo.

Já José Alberto Oliveira, técnico do Município de Borba, responsável pelo centro empresarial, explica que as cinco salas destinadas às empresas podem ser adaptadas a espaços de Cowork: “se não houver empresas e houver uma procura em termos de pessoas que estejam deslocadas, como nómadas digitais, nós também podemos disponibilizar as salas”. O centro conta ainda com uma sala multifunções, que “permitirá fazer videoconferências, pequenas formações ou reuniões”, podendo ser utilizada, não só pelas empresas instaladas na incubadora, mas por todas aquelas que não tenham um espaço para o efeito.

“Queremos que estas empresas saiam daqui o mais depressa possível, isto é, que tenham apoio, que sejam criadas e, assim que possível, ganhem asas e criem emprego e riqueza”, diz ainda José Alberto Oliveira, que explica que o período de pré-incubação para as empresas é de seis meses. “Depois permitimos que haja um período de incubação de mais um ano”, remata.  

O Centro Empresarial de Borba, com o qual a Câmara Municipal pretende contribuir de forma mais direta para a promoção do empreendedorismo no processo de desenvolvimento de ideias de negócio e de empresas em fase de arranque, incentivando a criação e instalação de novas empresas e fomentando o emprego,  resulta de um  investimento de aproximadamente 190 mil euros, financiados pelo programa operacional Alentejo 2020, em 85%.

Vila Viçosa recebeu uma enchente para a procissão da Imaculada Conceição

Vila Viçosa recebeu uma multidão de fieis na celebração da Solenidade da Imaculada Conceição, com uma procissão que percorreu as ruas da vila, partindo do Santuário, no Castelo, para regressar ao mesmo local mais de uma hora de pois, neste domingo 8 de dezembro.

Os calipolenses e demais devotos estiveram presentes, em grande número provenientes não só de Portugal, como no dia de hoje também de Cabo Verde, dando total importância e honra a Nossa Senhora da Conceição, padroeira e rainha dos portugueses.

A procissão teve a presença de Inácio Esperança, presidente da autarquia local e do seu Vice Presidente, Tiago Salgueiro, e de varias confrarias, de membros da Casa de Bragança, desde logo com Dom Duarte e Dona Isabel de Herédia, Duques de Bragança incorporados na Procissão e recebeu também os romeiros, a cavalo e em charretes, vindos de Estremoz e Borba, juntando assim um colorido adicional a uma celebração que contou com o corpo de Bombeiros e a Banda de Vila Viçosa.

Veja a foto reportagem

Já abriu portas mais uma edição da Mostra de Doçaria de Alcáçovas (c/fotos)

A Vila de Alcáçovas volta a acolher, de 6 a 8 de dezembro, a Mostra de Doçaria um dos principais eventos do calendário de inverno da região. É a 23ª edição do certame organizado pelo Município de Viana do Alentejo com o apoio da Junta de Freguesia de Alcáçovas que, de ano para ano, pretende preservar a doçaria conventual e palaciana bem como os saberes e sabores caraterísticos da região.

Para além do Bolo Real e do Bolo Conde de Alcáçovas estão, igualmente, representados na Mostra de Doçaria, os Amores de Viana e as Sardinhas Albardadas, cartões-de-visita de um certame que oferece ainda diversos licores e muitas outras iguarias.

Os doces conventuais e palacianos são as “estrelas” da Mostra de Doçaria que terá um vasto programa cultural associado ao longo deste fim-de-semana e que inclui o 11º Concurso de Doçaria Conventual e Palaciana promovido pela Junta de Freguesia de Alcáçovas.

Luís Miguel Duarte, presidente da Câmara Municipal de Viana do Alentejo, referiu que esta já é a 23ª edição “com uma evolução espetacular, qualquer pessoa que aqui tenha entrado hoje veio dar-me os parabéns, que obviamente eu passo para os técnicos, foram eles que fizeram, que decoraram esta feira, e aos doceiros, que também têm o cuidado sempre, não só de virem vender os doces, mas também, como todos vêm, tem umas bancadas lindas, apelativas, e que nos deixam sempre com água na boca. Como eu disse há pouco, no meu discurso começámos, com meia dúzia de doceiros, numa escola, fizemos depois numa mostra, e quando digo fizemos, eu estava a trabalhar na Câmara nessa altura, portanto, eu era animador cultural da Câmara, nessa altura, quando esta doçaria começou. Tive o privilégio também e hoje, estando a exercer as funções que tenho, fico contente, de facto, por ter estado a participar nessas primeiras doçarias e hoje estar aqui nesta situação. Há sempre uma evolução, até mesmo da parte das pessoas ter o cuidado de não vir com as bancas tradicionais, de virem mais decoradas. A própria Câmara tem o cuidado de decorar o espaço.

Frederico Carvalho, presidente da Junta de Freguesia de Alcáçovas, referiu que “a freguesia beneficiou muito quando há 25 anos que este projeto se iniciou e muitos empresários enveredaram por este setor de atividade e são neste momento grandes promotores de emprego na nossa freguesia. No concelho também, mas Alcáçovas vive muito na área da doçaria e da gastronomia, portanto tem uma importância vital. Para além disso, é um elemento identitário da nossa terra que urge e que é importante que se mantenha sempre com essa valorização. Temos para cima de 70 pessoas, pelo menos a trabalharem nesta área, e para uma freguesia com cerca de dois mil habitantes, tem um impacto já com uma grande relevância.

“Alcáçovas, desde o início da mostra de doçaria, começou também ela a ser conhecida não só por elementos históricos, identitários, de datas como o Tratado de Alcáçovas, como a reunião dos Capitães de Abril no Monte Sobral, mas a doçaria, de facto, já faz parte do panorama nacional. Há muita gente que reconhece, no trajeto da Nacional 2, muita gente faz essa paragem para conhecer um bocadinho da doçaria local”, rematou.