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Desertificação do interior agrava-se por falta de visão política, alerta Joaquim Capoulas (c/som)

O presidente da direção da APORMOR, Joaquim Capoulas, considera que a desertificação do interior é um dos maiores problemas estruturais do país e acusa a classe política de privilegiar a conquista e a manutenção do poder em detrimento da resolução dos problemas das populações.

Em declarações, o dirigente afirmou que “há por detrás desta questão uma preocupação que não é momentânea. A desertificação do interior é já um grande problema no Centro e no Norte do país e esperemos que nunca venha a ser também no Sul”.

Na sua análise, Joaquim Capoulas considera que o fenómeno é agravado por um sistema político onde “a grande preocupação é a conquista do poder”. Segundo o responsável, quando os partidos chegam ao Governo “embrenham-se nos jogos políticos”, dificultando a concretização das reformas estruturais de que o país necessita.

Como exemplo, apontou o debate em torno da legislação laboral, defendendo que “qualquer reforma que se tente fazer gera conflitos políticos e posições contraditórias”, por razões que atribui à disputa partidária e não ao interesse público.

O presidente da APORMOR sustenta ainda que o poder político acaba frequentemente por ser utilizado “para distribuir benefícios, alimentar clientelas e usar o poder”, enquanto problemas como o despovoamento do interior permanecem sem resposta.

Tudo para saber sobre este tema, com Joaquim Capoulas, na rubrica “Espaço Apormor”, que pode ouvir na emissão às 12:45 e às 16:30 horas ou no podcast abaixo:

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