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APORMOR alerta para importância do conhecimento na regeneração do sistema agro-silvo-pastoril (c/som)

O sistema agro-silvo-pastoril do montado continua a demonstrar uma forte capacidade de resistência face a fenómenos climáticos adversos, como períodos prolongados de seca, segundo afirmou o presidente da APORMOR, Joaquim Capoulas, em declarações à RNA.

O responsável destaca que o montado é um sistema criado e moldado pelo homem ao longo de séculos, permitindo a subsistência económica das populações rurais e a produção pecuária em regime extensivo. O dirigente lembrou que este sistema não surgiu de forma natural tal como hoje existe, tendo sido construído há cerca de 800 a 900 anos a partir de áreas de matagal, adaptadas para garantir sustento económico e ambiental às comunidades locais.

De acordo com Joaquim Capoulas, o montado representa um modelo produtivo que integra floresta, solo e animais, permitindo a manutenção de pastagens e o controlo do crescimento excessivo de matos.

Joaquim Capoulas sublinhou que este sistema tem resistido ao longo dos anos a diversas condições adversas, incluindo secas e intempéries, consideradas fenómenos recorrentes no clima mediterrânico. Segundo referiu, os períodos de escassez de água fazem parte da história agrícola da região, sendo situações com as quais os produtores rurais já aprenderam a lidar ao longo das gerações.

Capoulas acrescentou que o montado possui uma elevada capacidade de regeneração natural, desde que seja devidamente gerido e mantido em equilíbrio, garantindo a sustentabilidade das explorações agrícolas e a preservação das árvores características do sistema, como sobreiros e azinheiras.

Outro dos pontos destacados pelo responsável prende-se com a importância da escolha adequada das espécies pecuárias para garantir a renovação do montado.

Segundo explicou, os ovinos continuam a ser considerados a espécie mais adequada para favorecer a regeneração natural das árvores, devido ao seu menor peso e impacto no solo, contribuindo para a conservação do ecossistema e da sua biodiversidade.

Outras espécies, como os bovinos, podem coexistir neste sistema, desde que a sua presença seja devidamente controlada e gerida com conhecimento técnico.

A seca permanece um dos principais desafios enfrentados pelos produtores agrícolas da região. Segundo o dirigente da APORMOR, os períodos de falta de água têm consequências económicas significativas, levando muitos agricultores a reduzir os efetivos pecuários e a enfrentar dificuldades financeiras prolongadas.

O responsável recordou ainda que as secas são fenómenos cíclicos, tendo ocorrido episódios severos em anos anteriores, com impactos profundos na sustentabilidade das explorações agrícolas e na estabilidade financeira dos produtores.

Tudo para saber sobre este tema, com Joaquim Capoulas, na rubrica “Espaço Apormor”, que pode ouvir na emissão às 12:45 e às 16:30 horas ou no podcast abaixo:

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