
Joaquim Capoulas, presidente da direção da APORMOR – Associação de Produtores do Mundo Rural da Região de Montemor-o-Novo, manifestou preocupação com a forma como tem sido discutida e aplicada a Lei do Restauro da Natureza, aprovada pela União Europeia.
Durante uma intervenção recente sobre temas de agronomia e desenvolvimento rural, o dirigente associativo defendeu que o debate tem sido excessivamente influenciado por setores afastados da realidade agrícola e pecuária. “Quando se fala em restauro da natureza, importa perguntar: restaurar o quê e para onde? Os nossos campos não são os mesmos de há mil anos, nem de há cem anos. A paisagem evoluiu com a presença humana e as pessoas fazem parte da própria natureza”, afirmou Joaquim Capoulas.
O responsável da APORMOR considerou ainda que algumas correntes ambientalistas defendem uma visão que ignora o papel histórico dos agricultores na gestão do território. “Há quem diga que devemos deixar a natureza funcionar sozinha, mas os agricultores sempre fizeram parte dos equilíbrios naturais. Não fomos colocados na natureza para nos afastarmos dela, mas para a gerir, produzir alimentos e cuidar do território”, sublinhou.
Joaquim Capoulas alertou que as políticas ambientais devem ter em conta o conhecimento acumulado pelas comunidades rurais e pelos produtores, defendendo um equilíbrio entre conservação da biodiversidade e viabilidade económica das explorações agrícolas.
A APORMOR tem sido uma das vozes mais ativas na defesa da pecuária extensiva e da valorização do mundo rural no Alentejo.
Tudo para saber sobre este tema, com Joaquim Capoulas, na rubrica “Espaço Apormor”, que pode ouvir na emissão às 12:45 e às 16:30 horas ou no podcast abaixo:














