
O presidente da direção da APORMOR, Joaquim Capoulas, defendeu aos microfones da Rádio Novas Antena, a necessidade de tornar obrigatória a identificação eletrónica dos bovinos em regime extensivo, à semelhança do que já acontece com a espécie ovina, como medida de reforço da rastreabilidade e controlo sanitário.
Numa intervenção sobre os riscos sanitários emergentes no sul da Europa, o dirigente sublinhou a preocupação com o aparecimento de novas doenças que afetam o setor pecuário. “Nós andamos na APROMOR a pedir a quem governa, a quem decide, que introduza, à semelhança do que já acontece com a espécie ovina do nosso extensivo, que a identificação eletrónica em bovinos seja obrigatória.”
Joaquim Capoulas destacou ainda o contexto recente de emergência sanitária na Europa, referindo surtos registados em países vizinhos. “Estamos todos muitíssimo preocupados com uma nova doença que apareceu no sul de França e também na Catalunha. É uma nova doença para nós.”
A intervenção enquadra-se num período de maior alerta sanitário no setor pecuário europeu, marcado pelo aparecimento de doenças como a dermatose nodular contagiosa e a doença hemorrágica epizoótica, ambas com impacto relevante na produção bovina.
O presidente da direção da APORMOR recordou ainda experiências recentes de gestão de surtos em Portugal: “Tivemos aí nos últimos anos aquela questão da doença da língua azul, nós já lidamos com ela há muitos anos. Outra, a DHE, a doença hemorrágica epizoótica, lidámos com ela em 2023, causou-nos alguns problemas.”
Tudo para saber sobre este tema, com Joaquim Capoulas, na rubrica “Espaço Apormor”, que pode ouvir na emissão às 12:45 e às 16:30 horas ou no podcast abaixo:














