Assinado o contrato de empreitada para as obras de requalificação do Centro de Saúde de Avis

A ULS Alto Alentejo assinou o contrato de empreitada para a requalificação do Centro de Saúde de Avis, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A intervenção integra a submedida i1.08, dedicada à requalificação e adaptação de edifícios de saúde, com o objetivo de aumentar a eficiência energética, reforçar a acessibilidade, a segurança e o conforto de utentes e profissionais.

A empreitada foi adjudicada à empresa EFIMA – Eficiência, Instalações e Manutenção, S.A., após concurso público, pelo valor de 397.700 euros, acrescido de IVA à taxa legal em vigor, totalizando um investimento de 489.171 euros. O contrato foi aprovado por deliberação do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo e enquadra-se no esforço de modernização e valorização das infraestruturas de cuidados de saúde primários na região.

As obras a realizar no Centro de Saúde de Avis visam responder a necessidades identificadas ao nível da eficiência energética e das condições funcionais do edifício, contribuindo para a melhoria das condições de trabalho dos profissionais e para um atendimento mais seguro e confortável à população.

O prazo de execução da empreitada é de 119 dias, a contar da data de consignação, estando a gestão do contrato a cargo do Serviço de Instalações, Mobilidade, Energia e Equipamentos da ULS Alto Alentejo.

Esta intervenção insere-se num conjunto mais alargado de investimentos em curso nos centros de saúde da área de influência da ULS Alto Alentejo, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência, reafirmando o compromisso da instituição com a qualificação das infraestruturas, a proximidade dos cuidados e a melhoria contínua do Serviço Nacional de Saúde no Alto Alentejo

Agricultores do Alentejo dão a conhecer as suas preocupações ao ministro da Agricultura

O Ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, deslocou-se ao Alentejo, nos dias 9 e 10 de abril, para auscultação direta das principais preocupações dos agricultores, e a Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA) foi uma das estruturas associativas a ser convidada para uma reunião de trabalho. Rui Garrido, Presidente da FAABA, destaca como positiva esta aproximação do Ministro da tutela, uma vez que aguardava há vários meses por uma resposta a um pedido de reunião.

Na reunião dos responsáveis da FAABA com José Manuel Fernandes, realizada no dia 9, os agricultores assinalaram a referência a apoios e estratégias futuras em relação à doença da Língua Azul, ao encontro de uma das suas preocupações apresentadas em carta endereçada ao Ministro em outubro de 2025. A expectativa dos agricultores é que sejam igualmente tidos em conta os prejuízos causados aos produtores pela doença, nesse mesmo ano, e que ainda não tiveram eco por parte da tutela. 

Outras das preocupações identificadas em carta pelos agricultores do Baixo Alentejo e abordadas na reunião com o titular da pasta foi o PEPAC, designadamente, os atrasos e as verbas manifestamente insuficientes em relação aos projetos aprovados. Assim como a necessidade de medidas que encorajem a renovação geracional e promovam a fixação de pessoas no interior do país. Para todas elas o Ministro deixou palavras de esperança, prometendo medidas de investimento.

Os agricultores deram ainda eco ao Ministro da sua preocupação em relação ao agravamento dos custos dos fatores de produção, resultantes do conflito com o Irão, designadamente o aumento do gasóleo agrícola e dos fertilizantes, preocupações que foram também sustentadas por promessas de eventual reforço dos apoios.

Também a ACOS – Associação de Agricultores do Sul foi convidada para uma reunião com o Ministro no dia 10, em Évora. Em cima da mesa de trabalho esteve a Pecuária Extensiva, com referências às medidas a tomar em relação às doenças emergentes. O declínio do montado de sobro e azinho foi igualmente apresentado como uma matéria preocupante a ter em conta.

O Presidente da ACOS, Rui Garrido, fez ainda questão de destacar uma preocupação de longa data que é a criação de pequenos regadios de apoio à pecuária extensiva, que deverá ser vinculada à Estratégia Água que Une e trabalhada no sentido de ser concretizada logo que seja possível. “Os agricultores não podem estar à mercê de anos de seca sem soluções que salvaguardem a atividade agropecuária em zonas de extensivo, de sequeiro”, sublinha.

No que diz respeito às palavras encorajadoras do Ministro da Agricultura em relação às matérias que os preocupam, os agricultores alentejanos ressalvam que as mesmas deverão dar lugar, sem demoras, a soluções concretas de acompanhamento e desenvolvimento das atividades agrícola, pecuária e florestal no interior do país.