
A situação da escola Chafariz del Rei, em Évora, permanece sem solução definitiva após os danos provocados pelas intempéries que levaram ao encerramento do edifício e à transferência dos alunos para a escola André de Resende.
Segundo a Associação de Pais, a escola ficou inoperacional após a queda de estuque numa sala do primeiro piso, o que levantou preocupações de segurança. “Devido à falta de segurança que a escola apresentava, o que nos levou a fechar a escola”, explicou Inês Frazão, representante da associação de pais, acrescentando que a transferência para a escola de acolhimento deveria ter sido temporária: “Aquilo que nos informaram é que seria pelo período de uma semana. Neste momento estamos a acabar o ano letivo e ainda lá continuamos”.
A associação critica ainda as condições na escola de acolhimento, referindo que os alunos estão dispersos por diferentes espaços. “Cada turma está num sítio, o intervalo é longe, o refeitório também e os meninos andam completamente dispersos e mentalmente estão muito mais instáveis”, afirmou.

Num segundo momento, a mesma representante refere que houve reuniões com o executivo camarário, mas sem resultados concretos imediatos: “Em maio foi-nos dito taxativamente que não havia financiamento e que tínhamos que nos aguentar onde estávamos”. No entanto, acrescenta que recentemente surgiram novos desenvolvimentos: “Hoje de manhã fui contactada e foi-me dito que realmente as coisas já estavam diferentes e que havia perspetivas de as obras começarem, mas sem data ainda marcada”.
Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Zorrinho, reconhece o impacto da situação e afirma estar a trabalhar numa solução. “A escola foi fortemente lesada pelas intempéries”, referiu, defendendo que deveria ter existido apoio do Governo para a recuperação, à semelhança de outros casos no país.
O autarca explica ainda que a Câmara não tinha inicialmente verba disponível para a intervenção, mas que foram tomadas medidas internas: “A Câmara inicialmente não tinha naquela rubrica, mas fez uma transferência orçamental, abriu um procedimento”.
Apesar da ausência de um calendário definido, Carlos Zorrinho garante que o processo está em curso e que existem alternativas temporárias. “Os pais estão informados que estamos a procurar encontrar uma solução o mais rápido possível”.
Noutro momento, o presidente sublinha a intenção de manter diálogo com a comunidade escolar: “Vamos discutir essa união e trabalharemos sempre com a Associação de Pais”. Acrescenta ainda que o objetivo comum é claro: “Ninguém quer mais que as crianças estejam bem do que os pais e também do que quem cuida da Câmara”.
A Associação de Pais mantém, no entanto, a preocupação com a falta de previsibilidade e com o prolongamento da situação provisória, num caso que continua sem data concreta para resolução definitiva.















