
O Presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, defende que a cultura deve ser uma prioridade estratégica no planeamento dos fundos comunitários, indo muito além da regeneração urbana ou do apoio à agricultura.
Pinheiro revelou dados que colocam o Alentejo na vanguarda do investimento público cultural: enquanto a média nacional das autarquias é de 77 euros por habitante, os municípios alentejanos investem cerca de 145 euros. Segundo o dirigente, este esforço financeiro é uma “tentativa clara de parar aquilo que é o êxodo demográfico da região”, sublinhando que o património cultural é o maior trunfo para atrair pessoas e competir com outras regiões.
Ricardo Pinheiro alertou ainda para a necessidade de equilibrar o investimento no setor privado, afirmando que “nós aprovámos seguramente nas últimas três semanas mais de 17 ou 18 milhões de euros de turismos rurais em todo o Alentejo. Se houver turismos rurais, mas não houver investimento na dinamização cultural, os turismos rurais não vão ter visitantes”.
O dirigente concluiu apelando à coragem política para diversificar a programação regional e utilizar a cultura como uma ponte entre povos, citando a herança árabe do património alentejano como um exemplo de como a cultura pode aproximar o mundo ocidental de outras geografias em tempos de conflito geopolítico.















