
A Feira do Livro de Évora encerrou este sábado com um balanço considerado “muito positivo” pela Câmara Municipal, que destaca o evento como um marco cultural relevante para a cidade e um ponto de viragem para a criação de um futuro Festival Literário previsto para 2027.
Sob o lema de uma programação centrada na cidade e na diversidade cultural, o certame foi descrito pela autarquia como uma iniciativa que cruzou literatura, música, teatro, tradição e inovação, num ambiente de forte participação pública.
O presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Zorrinho, fez um balanço positivo da edição de 2026, sublinhando o impacto cultural e simbólico do evento. “Foi uma Feira do Livro que cruzou as letras com os sons e as tradições com a inovação, os territórios de proximidade com os espaços da imaginação”, afirmou o autarca, acrescentando que o certame representou “Évora aberta ao mundo e o mundo a abraçar Évora, unidos por uma linguagem de cultura com valores fortes”.
Zorrinho destacou ainda que a edição deste ano funcionou como “uma rampa de lançamento de grande sucesso para o Festival Literário que a partir de 2027 afirmará ainda mais a cidade”.
O presidente agradeceu igualmente a participação da população, visitantes e todos os envolvidos na organização do evento, sublinhando o papel coletivo no sucesso da iniciativa.
Também a vereadora Carmen Carvalheira destacou o caráter inclusivo e participativo da feira, sublinhando o envolvimento de diferentes públicos ao longo dos oito dias do evento. “Foram oito dias que marcaram uma nova edição da Feira do Livro”, referiu, destacando uma programação que integrou “entidades, saberes, conhecimento, animação, música, teatro e muita leitura”.
Segundo a responsável, o objetivo passou por garantir que todas as gerações se sentissem representadas e envolvidas: “Procurámos que todas as gerações se sentissem motivadas a serem parte ativa e todos juntos trouxemos a cultura para a rua”.
A Feira do Livro decorreu durante oito dias no centro histórico de Évora, com epicentro junto ao Templo Romano, e incluiu dezenas de atividades como apresentações de livros, debates, concertos, teatro, sessões infantis e encontros com autores.
O último fim de semana destacou-se pela iniciativa “Comboio Literário”, em parceria com a editora LeYa, que trouxe à cidade vários nomes conhecidos da literatura portuguesa contemporânea, entre eles Daniel Sampaio, Rodrigo Guedes de Carvalho, Francisco Moita Flores, Isabela Figueiredo e Luísa Sobral.
Apesar das condições meteorológicas adversas nos últimos dias do evento, a autarquia sublinha que houve elevada adesão do público, com a Biblioteca Pública de Évora a registar lotação esgotada em vários momentos da programação.
A Câmara Municipal considera que esta edição reforça a afirmação cultural de Évora e estabelece bases sólidas para a criação de um Festival Literário a partir de 2027, integrado numa estratégia mais ampla de projeção cultural da cidade no contexto europeu.
O evento é visto como parte de uma aposta contínua na valorização da cultura, leitura e participação cívica, reforçando o papel de Évora enquanto polo cultural no sul do país.















