
A habitação em Montemor-o-Novo enfrenta desafios significativos, sendo um dos maiores obstáculos para a fixação de população, especialmente jovens, devido à escassez de oferta e aumento dos custos. Esta é sem dúvida uma das principais preocupações do atual executivo.
Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, em declarações à RNA, referiu que “nós hoje em Portugal temos um gravíssimo problema de acesso à habitação. Eu gostava de sublinhar acesso e não falta de habitação, porque se houver dinheiro, a habitação aparece e, portanto, há uma incapacidade de acesso da maior parte da população a uma habitação, pura e simplesmente, não tem rendimentos suficientes para isso. E, portanto, temos aqui um problema de habitação e isto tem que ser resolvido, a nosso ver, se houver vontade para isso e não tem havido por parte dos governos. Os governos têm que ter a coragem de atuar sobre as causas do problema e as causas do problema são sobretudo de especulação imobiliária. É no mercado imobiliário, na especulação imobiliária, que se tem que atuar, não tem havido intenções disso. Mas há outras áreas onde podem minorar este problema, nomeadamente o investimento público em habitação, é absolutamente fundamental. Investimento público que garanta a disponibilidade de habitação com rendas acessíveis ou prédios de habitação que possam ser vendidos a custo acessível, porque obviamente, se construirmos para entrar no mercado aos preços que estão a ser praticados, a situação não vai ser resolvida. E, portanto, é nesse sentido de procurar opções para habitação que permitam disponibilizar habitação, rendas acessíveis ou a preços acessíveis”.
“Temos questões que já vêm do anterior mandato e que gostaríamos de sublinhar, que consideramos positivas, como é o caso da recuperação das casas na Rua D. Sancho e mais algumas habitações. Não são muitas, mas estão em andamento. Temos outras que estão à espera de poderem avançar para a recuperação. Estamos a tratar de projetos para que elas possam ser reabilitadas e essas casas têm como objetivo ser arrendadas a preços acessíveis para a população. Não são muitas, mas entretanto, temos outras opções. Primeiro terrenos municipais onde se possa construir nova habitação, para rendas acessíveis ou custos acessíveis. Neste caso, estamos a avançar já com projetos para a zona entre o Intermarché e a piscina coberta. Esta zona já tinha sido identificada no anterior mandato como potencial para habitação. Confirmamos essa opção e estamos a avançar com os estudos e projetos para essa solução. Também procurar outros terrenos municipais onde seja possível não apenas construir, mas também fazer loteamentos, em particular nas freguesias. Desde logo onde já há loteamentos municipais identificados os lotes que são disponíveis para podermos ceder a quem queira adquirir a preços também razoáveis”, acrescentou o autarca.
“Em Lavre estamos a fazer o levantamento dos terrenos que ainda temos, mas noutras freguesias. Onde temos loteamentos de outros tempos para poder disponibilizar, onde temos terrenos municipais que possam ser feitos loteamentos para a autoconstrução, como era hábito, vamos avançar também, é o caso, por exemplo, que já está identificado, as Cortiçadas de Lavre, estamos a tentar também outras freguesias, como Escoural, Ciborro, Foros de Vale de Figueira, enfim, estamos disponíveis para, em terrenos municipais poder avançar com loteamentos municipais. Estamos disponíveis para fazer parcerias com privados, quem tenha terrenos e queiram fazer parceria com a Câmara. Disponíveis sempre com aquela questão de que estamos a trabalhar para rendas acessíveis e para prédios acessíveis, para venda acessível e não para outro tipo de situação”, rematou.













