
Com a chegada do verão e o aumento da atividade dos insetos vetores, a APORMOR está a alertar os produtores pecuários para a necessidade de reforçar as medidas de biossegurança nas explorações, tanto nos sistemas extensivos como intensivos, em particular nas explorações leiteiras.
O alerta foi deixado por Joaquim Capoulas, presidente da direção da APORMOR – Associação de Produtores do Mundo Rural da Região de Montemor-o-Novo, que recordou os recentes focos de doenças animais registados na Europa e os riscos que continuam a representar para o setor pecuário. “Convém relembrar as medidas de biossegurança na produção pecuária, tanto nos sistemas extensivos como nos intensivos, especialmente nas explorações leiteiras”, afirmou Joaquim Capoulas.
O dirigente associativo destacou a preocupação gerada por doenças como a febre aftosa e a dermatose nodular contagiosa, que recentemente motivaram alertas das autoridades veterinárias europeias. “São doenças que conhecemos, que os serviços veterinários conhecem e que a Europa conhece, mas que de tempos a tempos voltam a surgir e a causar prejuízos muito significativos à produção pecuária”, referiu.
Segundo Joaquim Capoulas, a deteção de focos destas doenças em diferentes regiões europeias levou à aplicação dos protocolos sanitários comunitários, que implicam medidas rigorosas para conter a sua propagação. “Foram tomadas as medidas previstas nos protocolos de sanidade animal da União Europeia. São medidas duras para os produtores afetados, mas tudo indica que permitiram travar a disseminação das doenças”, sublinhou.
O presidente da APORMOR lembrou ainda que a transmissão destas enfermidades pode ocorrer não apenas através de insetos vetores, como mosquitos, mas também por vias indiretas associadas à movimentação de pessoas e veículos. “Estas doenças podem ser transportadas pelos insetos, mas também pela roupa, pelo calçado, pelos camiões e até pelas rodas dos veículos. Por isso, é fundamental que as explorações adotem as máximas medidas de segurança”, alertou.
Como exemplo das medidas já implementadas, Joaquim Capoulas revelou que a APORMOR reforçou os procedimentos sanitários nas suas instalações. “Na APORMOR, todos os animais que entram são sujeitos a desinsetização. Controlamos a entrada e a descarga dos animais e já dispomos de um rodilúvio para a desinfeção das rodas dos veículos”, explicou.
O responsável apelou ainda à colaboração de todos os produtores, considerando que a prevenção continua a ser a ferramenta mais eficaz para proteger os efetivos pecuários e evitar prejuízos económicos para o setor. “Mais do que nunca, a biossegurança tem de fazer parte do dia a dia das explorações. A prevenção é a melhor forma de proteger os nossos animais e a sustentabilidade das nossas produções”, concluiu.
Tudo para saber sobre este tema, com Joaquim Capoulas, na rubrica “Espaço Apormor”, que pode ouvir na emissão às 12:45 e às 16:30 horas ou no podcast abaixo:













