
A Bienal de Coruche – Percursos com Arte regressa entre 3 e 25 de outubro de 2026 com a sua 12.ª edição, que este ano tem como tema “Conexões”. A iniciativa já se encontra em preparação com a abertura da open call dirigida a artistas e jovens criadores, promovendo a criação artística em espaço público e o envolvimento da comunidade local.
O programa artístico irá desenvolver-se sobretudo na frente ribeirinha da vila de Coruche, mas também em vários espaços do concelho, incluindo a galeria do Mercado Municipal e outros locais que serão disponibilizados para acolher obras e projetos artísticos.
Segundo a vereadora da Câmara Municipal de Coruche, Susana Cruz, o projeto pretende valorizar a ligação entre arte, território e comunidade, reforçando a presença da criação artística no espaço público e promovendo novas formas de interação entre artistas e população. “Este ano a Bienal propõe-se a trabalhar o tema ‘Conexões’, sublinhando a importância da ligação entre pessoas, linguagens artísticas, materiais e também entre o passado e o futuro. Queremos que este seja um momento de reflexão e de partilha entre todos os que queiram participar”, afirmou.
A edição de 2026 integra dois concursos distintos. O Concurso Percursos com Arte dirige-se a artistas maiores de 18 anos, nacionais e estrangeiros residentes em Portugal, enquanto o novo Concurso Jovens Artistas é destinado a estudantes entre os 15 e os 18 anos, residentes no distrito de Santarém, reforçando o incentivo à criação jovem na região.
As candidaturas decorrem até às 23h59 de 19 de julho. Após o período de submissão, um júri selecionará os 10 melhores projetos, cujos autores serão convidados a desenvolver e apresentar as suas obras em espaço público, integradas num percurso artístico pela vila de Coruche.
Para além da componente competitiva, a Bienal pretende também envolver a comunidade local em diferentes dimensões do processo criativo. A organização prevê a participação da comunidade educativa, associações, público em geral, comunidade sénior, artistas locais e artesãos, promovendo uma dinâmica de criação partilhada. “Queremos que este projeto se desenvolva também a nível local, envolvendo diferentes públicos e valorizando os artistas e artesãos do concelho. A Bienal deve ser um espaço aberto à participação de todos”, acrescentou a vereadora.
Com esta abordagem, a Bienal de Coruche afirma-se não apenas como um evento expositivo, mas como um projeto cultural de participação ativa e de construção coletiva, promovendo o diálogo entre práticas artísticas contemporâneas e a identidade do território.














