
O Brigadeiro-General Octávio Avelar Simões presidiu militarmente as comemorações da Batalha de Montes Claros em Borba e detalhou a importância histórica e estratégica do confronto de 1665 na garantia da soberania nacional.
O Brigadeiro-General começou por destacar o peso do confronto, traçando um paralelo com outra data célebre. “Esta batalha é efetivamente aquela que vem marcar, mesmo o nosso Coronel Américo Henriques dizia, esta independência. A Batalha de Aljubarrota garante a independência, mas esta é que garante efetivamente que Portugal continua soberano para todo o sempre. Ainda hoje, e portanto é uma data tão importante”, afirmou.

O responsável militar explicou o sucesso da batalha através da atuação em terreno das chamadas armas combinadas. “É aqui que efetivamente a infantaria, a artilharia, a cavalaria, como foi dito, atuam em conjunto, mas não podemos esquecer a engenharia, porque efetivamente também havia aqui, com a ajuda de sapadores civis, a engenharia fez os seus obstáculos, que é outra arma. E as transmissões que completam as cinco armas, as transmissões através de ordens dos clarins, através das mensagens a cavalo e, portanto, também atuaram e as cinco armas tiveram aqui esta atuação em conjunto que resultou na grande vitória”, recordou.
Esta dinâmica deu origem à própria celebração institucional da Escola das Armas. “O fim da guerra em 1668 e, portanto, estas cinco armas fizeram com que o dia 17 de junho fosse instituído pelo exército como o dia da sua Escola das Armas, que em Mafra está desde 2013, faz este ano 13 anos. E daí esta ligação à organização, digamos assim, de toda esta cerimónia. Ou seja, a Escola das Armas comemora sempre o seu dia aqui, o dia 17, o dia da escola é sempre aqui, desde 2013, desde a sua fundação, e depois, na próxima semana, no outro dia qualquer, é o dia festivo lá em Mafra. Mas aqui é sempre no dia 17, efetivamente”, esclareceu.
Instado a comentar a visão académica de que esta seria a batalha mais importante da história do país, o Brigadeiro-General partilhou da mesma opinião. “Sim, ou seja, nós, para a história de Portugal, é a Batalha de Aljubarrota, a conhecida Batalha de Aljubarrota, e esta, de facto. Mas se a outra foi, enfim, a nossa independência foi, de alguma forma, garantida, aqui marca, de facto, para todo o sempre, o fim da guerra da restauração, que é de se celebrar três anos depois desta batalha, e a nossa independência se tornou até aos dias de hoje, efetivamente. Nós somos nós”, concluiu.













