
A nova Variante Nascente do IP2, com 12,8 quilómetros de extensão, foi oficialmente inaugurada dia 3 de setembro, em Évora, numa cerimónia que contou com a presença do Secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, do Presidente do Conselho de Administração Executivo da Infraestruturas de Portugal, Paulo Carmona, e do vice-presidente da Câmara Municipal de Évora, Jerónimo José. A nova ligação representa um investimento de 54,9 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e deverá retirar uma parte significativa do trânsito de atravessamento do tecido urbano da cidade.
Com orientação norte/sul e dupla faixa de rodagem, a nova variante estabelece uma ligação alternativa ao atual troço do IP2, entre o Nó de Évora Nascente da A6/IP7, junto à portagem, e a ligação ao atual IP2, na zona de São Manços.

Para Jerónimo José, a entrada em funcionamento da nova via representa uma mudança significativa para Évora e para toda a região, ao contribuir para afirmar o território como uma nova centralidade e reforçar a sua capacidade de atração.
O autarca destaca sobretudo o impacto esperado na circulação rodoviária, permitindo retirar do centro da cidade veículos que apenas atravessam o território, incluindo tráfego pesado e viaturas em deslocação entre o sul e Espanha ou entre Espanha e o norte do país, sem necessidade de entrar diretamente em Évora.
A nova infraestrutura deverá, assim, contribuir para uma redução substancial do trânsito no tecido urbano e melhorar as condições de mobilidade na cidade, ao mesmo tempo que reforça a ligação às áreas industriais e tecnológicas.
Na cerimónia, o Secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, sublinhou também a importância da obra para a segurança rodoviária, enquadrando-a no objetivo de reduzir a sinistralidade.
O governante considerou fundamental continuar a melhorar as infraestruturas rodoviárias, defendendo que estradas com separador central e duas faixas de rodagem permitem maior segurança, fluidez e conforto na circulação, contribuindo para reduzir a sinistralidade. Hugo Espírito Santo destacou ainda a articulação com o Ministério da Administração Interna e com a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária na intervenção sobre os chamados pontos negros da sinistralidade rodoviária.

O Secretário de Estado rejeitou, contudo, uma leitura exclusivamente local da obra, considerando que investimentos desta natureza têm uma dimensão nacional e são determinantes para melhorar as ligações dentro do próprio Alentejo.
Hugo Espírito Santo revelou ainda que a Infraestruturas de Portugal prevê investir 700 milhões de euros no Alentejo até ao final de 2028, salientando que uma parte significativa deste investimento corresponde a intervenções que, apesar de terem menor visibilidade pública, são fundamentais para a melhoria das infraestruturas da região.
Por sua vez, Paulo Carmona, Presidente do Conselho de Administração Executivo da Infraestruturas de Portugal, destacou os 12,8 quilómetros de nova estrada como um reforço da ligação de Évora à rede nacional, com benefícios para quem vive, trabalha e circula na região.

O responsável enquadrou a Variante Nascente do IP2 no conjunto de investimentos realizados pela Infraestruturas de Portugal ao abrigo do PRR, lembrando que a empresa cumpriu as 21 metas contratualizadas, abrangendo intervenções rodoviárias e ferroviárias.
Na componente rodoviária, a IP ultrapassou a meta inicialmente estabelecida de 111 quilómetros de estradas construídas ou requalificadas, alcançando os 154 quilómetros. No conjunto dos investimentos realizados no âmbito do PRR, foram recebidos 508 milhões de euros de fundos europeus, correspondentes a 94% do financiamento disponível.
Paulo Carmona salientou que, mais do que os números, o resultado destes investimentos se traduz em efeitos concretos no território, através de melhores infraestruturas, maior segurança, melhores ligações e melhores condições para pessoas e empresas.
A nova Variante Nascente do IP2 constitui, assim, uma alternativa ao atravessamento da cidade, permitindo melhorar a fluidez do tráfego e reduzir os congestionamentos e tempos de deslocação. A infraestrutura deverá também favorecer as acessibilidades às zonas industriais e tecnológicas e criar melhores condições para o desenvolvimento económico de Évora e da região.
Com a entrada em funcionamento desta nova ligação, Évora passa a dispor de uma alternativa rodoviária de maior capacidade, permitindo desviar uma parte relevante do tráfego de atravessamento e reforçando simultaneamente a posição estratégica da cidade nas ligações nacionais e internacionais.















