
O Município de Odemira apresentou oficialmente uma nova marca coletiva destinada a promover e valorizar os produtos do concelho, numa estratégia que pretende reforçar a identidade do território, apoiar os produtores e abrir caminho à internacionalização. A apresentação decorreu no Pavilhão dos Produtos de Odemira, no primeiro dia da FACECO 2026.
O vice-presidente da Câmara Municipal de Odemira, Ricardo Cardoso, explicou que o objetivo passa por promover os produtos do concelho de forma conjunta, criando uma identidade forte e reconhecida que acrescente valor à produção local. “É uma estratégia de valorização do produto mais do que promover produtos individualmente ou produtores individualmente. Queremos promovê-los de forma articulada com uma marca que pretende acrescentar valor aos produtos de Odemira”.
Segundo o autarca, o Município considera que o setor atingiu um nível de maturidade que justifica a criação desta marca coletiva, resultado do trabalho desenvolvido nos últimos anos na valorização das cadeias produtivas e no aumento do número de produtores.
A nova identidade pretende estar presente em diferentes suportes, desde embalagens e selos de qualidade até campanhas de promoção, tanto no mercado nacional como internacional. “Queremos que ela responda a todas as necessidades. Possamos ter embalagens com esta marca, selos de qualidade e campanhas publicitárias, seja internamente ou também no exterior”.
Nesta fase, a marca foi apenas apresentada ao público, estando ainda em desenvolvimento a estratégia de implementação. Ricardo Cardoso admite que a internacionalização dependerá das oportunidades de financiamento e da colaboração com os produtores. “Sabemos que existem fundos comunitários para a internacionalização e, se surgirem oportunidades, não as desperdiçaremos. A mais-valia desta marca é a qualidade do produto, conseguida através do trabalho dos nossos produtores”.
A iniciativa envolve já um elevado número de produtores locais, cujos produtos podem ser conhecidos através da Galeria dos Produtos Locais instalada na feira, funcionando também como ponto de contacto entre quem produz e quem procura novos produtos.
Questionado sobre o horizonte temporal para levar a marca além-fronteiras, Ricardo Cardoso considera que o processo deverá acontecer de forma sustentada. “Devemos apontar para o médio prazo, mas, se surgirem oportunidades, iremos aproveitá-las. Muitos dos nossos produtores já têm experiência na internacionalização e podemos aprender uns com os outros. É isso que se pretende numa marca coletiva: que o conjunto de pequenas coisas se transforme numa grande coisa”, concluiu.














