
A Rota do Fresco®, considerada a primeira rota de turismo cultural em Portugal, assinala o seu 28.º aniversário com a realização de um Dia Aberto, no próximo dia 20 de junho, em Montemor-o-Novo, numa iniciativa que alia a descoberta do património à reflexão sobre os desafios da sua preservação.
Com um programa singular, a edição deste ano pretende dar a conhecer a riqueza da pintura mural alentejana, uma das mais importantes do país, com cerca de 800 exemplares identificados na região. Muitas destas obras, descritas pelos promotores como o “graffiti de há 500 anos”, representam um património artístico e histórico de elevado valor.
Ao longo do dia, os participantes terão a oportunidade de visitar três monumentos, dois dos quais habitualmente encerrados ao público e a necessitar de intervenções urgentes de conservação. A iniciativa pretende demonstrar que é possível abrir e valorizar o património, mesmo quando este ainda não se encontra totalmente recuperado, promovendo a partilha do conhecimento e sensibilizando para a sua proteção.
O programa inclui ainda a projeção de imagens de arquivo nas paredes dos edifícios visitados, revelando a evolução da sua utilização ao longo dos anos e as consequências da ausência de ocupação na conservação do património. A vertente cultural será complementada por momentos musicais inesperados e por um piquenique no espaço verde do Castelo de Montemor-o-Novo.
Para os responsáveis da Rota do Fresco, esta ação representa um desafio de mediação cultural e uma oportunidade para reforçar a importância da valorização do património, numa altura em que, dos mais de 38 mil monumentos inventariados em Portugal, apenas cerca de mil se encontram abertos ao público.
A iniciativa convida a comunidade e os visitantes a descobrir e refletir sobre a importância de preservar um legado que pertence a todos.













