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Cáritas de Évora já apoiou 45 famílias afetadas pelas intempéries em Alcácer do Sal

A Cáritas Arquidiocesana de Évora já prestou apoio a 45 famílias afetadas pelas fortes chuvas e inundações provocadas pela Depressão Kristin, que atingiu o concelho de Alcácer do Sal entre o final de janeiro e o início de fevereiro deste ano. Os apoios foram assegurados através do Fundo de Emergência Social criado após a catástrofe, que reuniu quase 49 mil euros.

De acordo com dados divulgados pela instituição, o fundo arrecadou 48.992,42 euros, dos quais 38.992,42 euros resultaram de um peditório promovido nas comunidades paroquiais da Arquidiocese de Évora. A este valor juntou-se um donativo de 10 mil euros proveniente da Diocese de Setúbal.

Parte do montante recolhido, correspondente a 10 mil euros, foi canalizada para a Cáritas Diocesana de Leiria, também para apoio às populações afetadas pelas intempéries naquela região. O restante valor ficou disponível para responder às necessidades das famílias de Alcácer do Sal.

Durante o mês de março, equipas de assistentes sociais da Cáritas Arquidiocesana de Évora deslocaram-se ao terreno para avaliar os prejuízos e identificar as situações mais urgentes, tendo sido analisados 71 processos familiares.

Até ao final de maio, foram atribuídos 90 apoios a 45 agregados familiares, num investimento total de 31.594,44 euros. Os apoios permitiram substituir equipamentos e bens essenciais destruídos pelas inundações, como camas, colchões, frigoríficos, fogões, máquinas de lavar roupa, mobiliário e eletrodomésticos. Houve ainda verbas destinadas à recuperação de habitações, nomeadamente em trabalhos de eletricidade, pintura, cozinhas e instalações sanitárias.

A instituição informa que o Fundo de Emergência Social dispõe atualmente de 7.397,98 euros. A verba poderá ser reforçada com a entrega da Renúncia Quaresmal deste ano, permitindo dar continuidade ao apoio às famílias que ainda enfrentam dificuldades na recuperação dos prejuízos causados pelo mau tempo.

A Cáritas Arquidiocesana de Évora destaca ainda a solidariedade demonstrada pelas comunidades cristãs e pelos benfeitores que responderam ao apelo lançado após a tragédia, sublinhando que a mobilização coletiva foi determinante para assegurar uma resposta concreta às necessidades das populações mais afetadas.

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