
A Rua de Aviz, em Montemor-o-Novo, encheu-se esta sexta-feira, 14 de agosto, de movimento, música e animação com a realização da Noite Branca, uma iniciativa que juntou comércio local, cultura, música e convívio. O evento envolveu a Câmara Municipal, as Juntas de Freguesia de Nossa Senhora da Vila e Nossa Senhora do Bispo, comerciantes e associações locais.
Para o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, Carlos Pinto de Sá, a iniciativa representa uma oportunidade para dinamizar uma zona histórica da cidade e aproximar a população do comércio local. “É uma alegria poder estar aqui com esta animação toda, numa rua histórica de Montemor”, afirmou, destacando a “adesão muito interessante de comerciantes”.
O autarca sublinhou que um dos principais objetivos passa precisamente por incentivar a população a comprar no comércio local, através de uma noite que combina diferentes dimensões. “É juntar aqui o lazer, a cultura, a música e, sobretudo, o convívio”, explicou.
Carlos Pinto de Sá destacou ainda o trabalho desenvolvido para concretizar o evento, considerando que a organização resulta do empenho conjunto de várias entidades e equipas. O presidente da Câmara fez questão de realçar o “trabalho notável” dos serviços municipais, das freguesias e de todos os envolvidos na preparação da noite.
Outro dos aspetos salientados foi o envolvimento crescente do movimento associativo e da comunidade local. Segundo o autarca, a participação de instituições, comerciantes e outras entidades permite criar, progressivamente, uma dinâmica de colaboração que pode trazer benefícios para toda a cidade.

Recuperar a dinâmica da Rua de Aviz
O presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Vila, André Banha, considerou que esta edição da iniciativa tem decorrido de forma positiva, salientando o trabalho conjunto entre as duas juntas de freguesia e o município. “É um evento sobretudo para as pessoas, para o comércio local”, afirmou, defendendo a necessidade de devolver confiança a uma zona que, na sua perspetiva, nem sempre tem recebido a valorização que merece.
Para André Banha, a imagem da Rua de Aviz cheia de pessoas e com os estabelecimentos comerciais abertos constitui, por si só, um dos principais resultados da iniciativa. “Vale a pena, só pelo simples facto de termos uma Rua de Aviz cheia e com o comércio aberto”, afirmou.
O responsável revelou ainda que a preparação decorreu ao longo dos três dias anteriores ao evento, num esforço conjunto das entidades envolvidas. A intenção é contribuir para que os habitantes recuperem também o hábito de sair à noite e usufruir do centro da cidade.
Continuidade e possível alargamento
A presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Bispo, Joana Jingão, destacou, por sua vez, o trabalho das equipas técnicas e dos operadores que estiveram envolvidos na preparação da Noite Branca. “Os técnicos estão cá, os operadores estão cá, e é a eles que devemos a maior parte da organização e do empenho”, salientou, reconhecendo o trabalho realizado nos bastidores para que o evento pudesse acontecer.
Joana Jingão defendeu ainda que a iniciativa poderá ter continuidade e ganhar uma dimensão maior no futuro. “Seria importante pensar a longo prazo, alargar a outras zonas da cidade, que também podiam beneficiar com esta iniciativa”, afirmou, admitindo que essa será uma possibilidade a analisar numa próxima edição.
Para já, a prioridade passa por consolidar a iniciativa e avaliar o impacto que esta primeira experiência terá junto dos comerciantes e da população. “Espero que todos se divirtam e seja uma boa noite de animação e boa para o comércio também, que é isso que pretendemos”, acrescentou.

Comerciantes ganham visibilidade
Entre os comerciantes da Rua de Aviz, a iniciativa é também encarada como uma oportunidade para dar a conhecer os estabelecimentos e os produtos disponíveis.
Rosalina Linguiça, comerciante na rua, reconhece que o impacto direto nas vendas pode variar consoante o tipo de negócio, mas considera importante a possibilidade de manter a loja aberta até mais tarde e receber pessoas que habitualmente não têm oportunidade de entrar no estabelecimento. “No meu ramo, não há muitos clientes, mas há o conhecimento, as pessoas poderem ver o que é que há na loja”, explicou.
A comerciante considera particularmente relevante a possibilidade de mostrar o espaço e os produtos a novos públicos, beneficiando do horário alargado proporcionado pela iniciativa. Para Rosalina Linguiça, esta é uma forma de “dar possibilidade às pessoas de mostrar” aquilo que cada estabelecimento tem para oferecer.
Com música, comércio aberto, animação e participação da comunidade, a Noite Branca procurou assim transformar a Rua de Aviz num ponto de encontro, reforçando a ligação entre população, comércio e movimento associativo. Esta edição deixa também em aberto a possibilidade de continuidade e crescimento da iniciativa, com o objetivo de levar esta dinâmica a outras zonas de Montemor-o-Novo.












































































