Delta Coffee House Experience lança café da Comunidade Indígena Nasa We`sx

Chegou uma nova edição Impossible Coffees, com a chancela das lojas Delta Coffee House Experience, e com origem nas montanhas de Gaitania, na região de Tolima, Colômbia. O novo café de edição limitada nasce da coragem, resiliência e visão de uma geração de jovens da comunidade indígena Nasa We’sx que arriscou e decidiu transformar a incerteza em oportunidade, permanecendo num território marcado durante décadas pelo conflito armado e pelo êxodo rural.  Integrados na associação ASOCANAFI, estes jovens criaram o projeto YUPPIE (Young Professional People), e dedicaram-se à revitalização da produção de café. Pela sua terra, pelo seu futuro, esta é mais uma prova de que não existem cafés impossíveis. 

“Quero que a minha família, os meus filhos e a minha comunidade deem continuidade ao legado deste café”, afirma Eider Socorreño Palya, Director do projecto YUPPIE. 

O Café da Comunidade Indígena Nasa We’sx reforça o compromisso da marca com a valorização dos produtores locais de café, juntando-se ao portefólio de projectos (Im)possible Coffees: o primeiro e único café português, oriundo dos Açores; o Café Catoninho, com origem em São Tomé e Príncipe; o Café Amboim: “O café coragem das mulheres de Angola”; e o Café da Floresta do Toki, proveniente das montanhas de Chiang Mai, no norte da Tailândia. 

Em linha com os princípios que orientam o projeto Impossible Coffees, esta edição colombiana destaca-se também pela sua componente sustentável. Este café viajou da Colômbia até à Europa, de barco à vela, atravessando o Atlântico com uma pegada de carbono reduzida entre 70% e 90%, face ao transporte convencional. Este café traz consigo o selo Fresh Coffee Clean Ocean (FCCO), que garante um transporte sustentável, sem recurso a combustível pesado, protegendo os oceanos e a biodiversidade marinha. A viagem durou aproximadamente vinte dias, com temperatura e ventilação controladas, que preserva a qualidade e a frescura dos grãos. 

Reforçando o seu compromisso com o futuro do Café da Comunidade Indígena Nasa We`sx, 10% das vendas desta edição especial revertem para a comunidade.

Governo prolonga prazo para limpeza de terrenos até 30 de junho

O Governo português anunciou o prolongamento do prazo para a limpeza de terrenos e gestão de combustível até ao dia 30 de junho de 2026. A medida, que abrange todo o território nacional, altera a data limite anterior fixada para 31 de maio. A decisão foi formalizada pelo Ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, com o objetivo de assegurar a correta execução dos trabalhos de prevenção contra incêndios rurais.

A extensão do calendário responde diretamente às condições meteorológicas instáveis registadas nos últimos meses, marcadas por chuva persistente. Estes fatores climatéricos provocaram o crescimento rápido da vegetação e criaram solos excessivamente húmidos, impossibilitando a operação segura de máquinas e equipas florestais no terreno. A decisão surge também em resposta aos apelos dos proprietários florestais e das autarquias locais, que alertaram para a falta de mão de obra disponível para cobrir as necessidades face aos atrasos acumulados.

O executivo reforça que a limpeza das faixas de proteção em redor de habitações, infraestruturas e caminhos rurais é uma obrigação legal crucial para mitigar o risco de incêndios. O incumprimento desta diretiva após o novo limite estabelecido sujeita as entidades e cidadãos à aplicação de contraordenações. As coimas previstas por lei variam entre os 150 e os 1.500 euros para pessoas singulares, podendo ascender a valores significativamente superiores no caso de pessoas coletivas.

Mundial de Futebol de 2026 sob ameaça de se tornar o mais poluente da história

O Mundial de Futebol de 2026, que arranca esta semana nos Estados Unidos, Canadá e México, está a gerar forte preocupação entre cientistas e ambientalistas devido ao seu impacto climático sem precedentes. Com um formato inédito de 48 seleções, o torneio poderá duplicar a pegada de carbono de edições anteriores, atingindo cerca de nove milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente. Segundo José Janela, da Quercus, a imensa distância geográfica entre as cidades anfitriãs vai obrigar a um volume massivo de viagens aéreas por parte de equipas e adeptos, o que, somado ao calor extremo e ao consumo intensivo de energia, levanta sérias dúvidas sobre a sustentabilidade do futebol internacional.

Embora a FIFA tenha anunciado medidas de adaptação — como pausas para hidratação e ações de compensação ambiental —, especialistas alertam que estas iniciativas não resolvem o problema de fundo. A Quercus e várias organizações internacionais apontam o risco de greenwashing, criticando a persistência de um modelo de competição global que promove o discurso ecológico mas continua estruturalmente dependente da aviação. Para os defensores do ambiente, o torneio expõe uma contradição profunda entre as metas climáticas urgentes do planeta e a insistência em megaeventos desta dimensão.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

Colisão em Estremoz faz um morto e deixa duas mulheres em estado grave

Um homem de 77 anos morreu, na manhã desta segunda-feira, 8 de junho, na sequência de uma colisão entre duas viaturas, na Estrada Nacional 4, junto ao cruzamento dos Arcos, no concelho de Estremoz.

Do acidente resultaram ainda dois feridos graves: duas mulheres com 57 e 84 anos. Enquanto uma das mulheres foi levada pelo helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) para uma unidade hospitalar, a outra foi transportada para as urgências do hospital de Évora pelos bombeiros.

O óbito da vítima mortal foi declarado no local pelo médico da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER).

O alerta para a ocorrência foi dado às 08h54. Para o local foram mobilizados 28 operacionais, entre bombeiros de Estremoz, Borba e Vila Viçosa, INEM e GNR, apoiados por nove veículos, incluindo uma ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV), uma VMER e um helicóptero.

Homem fica em prisão preventiva por violência doméstica em Alandroal

Um homem de 40 anos ficou em prisão preventiva após ter sido detido pela Guarda Nacional Republicana (GNR) no concelho de Alandroal, por suspeitas da prática do crime de violência doméstica contra a sua ex-companheira.

A detenção foi efetuada no passado dia 5 de junho pelo Núcleo de Investigação e de Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE) do Comando Territorial de Évora. Segundo a GNR, o suspeito já tinha sido anteriormente condenado pelo mesmo crime e contra a mesma vítima.

As autoridades apuraram que o homem voltou a injuriar e ameaçar a ex-companheira, incumprindo as medidas impostas pelo tribunal. Perante o risco para a integridade física da vítima, a GNR emitiu um mandado de detenção fora de flagrante delito, que permitiu a rápida intervenção e a detenção do suspeito.

O detido foi presente ao Tribunal Judicial de Évora para primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva.

Em comunicado, a GNR relembra que a violência doméstica é um crime público e apela à denúncia de todas as situações de que haja conhecimento, sublinhando a importância da colaboração da comunidade na proteção das vítimas e na prevenção deste tipo de criminalidade.