
O Mundial de Futebol de 2026, que arranca esta semana nos Estados Unidos, Canadá e México, está a gerar forte preocupação entre cientistas e ambientalistas devido ao seu impacto climático sem precedentes. Com um formato inédito de 48 seleções, o torneio poderá duplicar a pegada de carbono de edições anteriores, atingindo cerca de nove milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente. Segundo José Janela, da Quercus, a imensa distância geográfica entre as cidades anfitriãs vai obrigar a um volume massivo de viagens aéreas por parte de equipas e adeptos, o que, somado ao calor extremo e ao consumo intensivo de energia, levanta sérias dúvidas sobre a sustentabilidade do futebol internacional.
Embora a FIFA tenha anunciado medidas de adaptação — como pausas para hidratação e ações de compensação ambiental —, especialistas alertam que estas iniciativas não resolvem o problema de fundo. A Quercus e várias organizações internacionais apontam o risco de greenwashing, criticando a persistência de um modelo de competição global que promove o discurso ecológico mas continua estruturalmente dependente da aviação. Para os defensores do ambiente, o torneio expõe uma contradição profunda entre as metas climáticas urgentes do planeta e a insistência em megaeventos desta dimensão.
Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:















