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Alentejo avança com rede pioneira de hotéis literários e prevê primeiras acreditações até ao final do ano

A Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo está a desenvolver uma rede pioneira de hotéis literários no Alentejo, num projeto que pretende reforçar a diferenciação turística da região através da ligação entre alojamento, literatura e identidade cultural. A iniciativa, apresentada recentemente em Évora a mais de duas dezenas de unidades hoteleiras, já conta com as primeiras inscrições e poderá ter os primeiros hotéis acreditados até ao final do ano.

O anúncio foi feito por José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, que destacou o trabalho realizado nos últimos anos na valorização do turismo literário na região. “Temos feito um trabalho de valorização dos recursos associados ao turismo literário. O Alentejo é uma região que, felizmente, é berço de muitos escritores que escreveram muito sobre a região, mas também um território que atraiu autores que, não sendo daqui, têm hoje os seus projetos literários centrados no Alentejo”, afirmou.

Segundo o responsável, existem atualmente mais de 30 produtos de turismo literário em funcionamento no território alentejano. Entre eles está o roteiro “Levantado do Chão”, inspirado na obra de José Saramago, que liga Montemor-o-Novo a Évora e que será promovido em julho na Feira de Turismo Literário de Paraty, no Brasil.

José Santos explicou que o novo projeto dos hotéis literários resulta de um trabalho conjunto com o Turismo de Portugal e assenta na criação de um referencial técnico específico para acreditação das unidades aderentes. “É um projeto pioneiro em Portugal e agora já estamos a trabalhar nessa fase. Já temos as primeiras inscrições feitas e esperamos até ao final do ano poder ter os primeiros hotéis literários acreditados”, revelou.

Os critérios definidos incluem requisitos obrigatórios e opcionais. Entre as exigências principais estão a aposta clara no conceito de turismo literário, a existência de uma pequena biblioteca, programação cultural regular — como tertúlias e ações de valorização literária — e a ligação da unidade hoteleira a um escritor ou corrente literária. “Os requisitos obrigatórios são o hotel apostar no conceito de turismo literário, ter uma pequena biblioteca, ter uma programação regular ao longo do ano e estar associado a um escritor ou a uma corrente literária”, explicou.

Já os requisitos opcionais passam pela integração entre literatura e gastronomia, bem como pela adaptação da decoração dos hotéis ao universo literário escolhido.

De acordo com o presidente da Entidade Regional de Turismo, este segmento está a despertar um interesse crescente junto dos mercados internacionais, com destaque para Itália, França e Brasil. “É um produto que está a ter muita procura, especialmente de alguns mercados internacionais. Salientaria o mercado italiano, francês e muito o mercado brasileiro”, sublinhou.

Para José Santos, esta aposta permitirá reforçar a identidade cultural do Alentejo e consolidar a região como um destino turístico diferenciador, tanto em Portugal como no estrangeiro.

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