
A Câmara Municipal de Évora prepara um novo reforço financeiro para melhorar as condições da rede viária no concelho. O município vai aplicar cerca de 1,5 milhões de euros na requalificação de ruas, estradas e caminhos municipais que apresentam sinais evidentes de desgaste, situação que se agravou nos últimos meses devido às condições meteorológicas adversas.
Carlos Zorrinho, presidente da Câmara Municipal de Évora, referiu que “o problema das fragilidades das redes diárias do concelho de Évora, foi destapada, digamos de forma ostensiva, pelas intempéries, mas também não foi criada pelas intempéries. Alguns concelhos do país que estão hoje com muitos problemas, foram as intempéries que foram mais fortes do que em Évora, que criaram problemas. Em Évora o problema não foi criado, os eborenses sabem que a questão dos caminhos em más condições, a questão das estradas esburacadas, é uma questão que não é de agora e, portanto, o que nós decidimos e aprovamos foi desde já dois procedimentos rápidos para poder responder àquilo que é mais emergente, fazer isso com uma tecnologia mais consistente. É difícil para nós, porque muitas matérias-primas nós temos dificuldade em comprá-las, porque a Câmara tem dívidas muito fortes e em muitas áreas de atuação da Câmara, nossa principal dificuldade é em conseguir que os fornecedores nos forneçam, porque nós temos dívidas que transitaram naturalmente, dívidas de curto prazo de 18 milhões, dívidas consolidadas que passaram para o orçamento, um quarto do orçamento é dívida consolidada, portanto é dinheiro que não podemos gastar, está no orçamento, mas já foi gasto, e uma dívida acumulada de mais de 65 milhões, com grande serviço à dívida, mas nós não usamos isso como desculpa, usamos isso como desafio, temos que ultrapassar, mesmo com essas dificuldades, nós temos três milhões do orçamento, fizemos já dois procedimentos e faremos mais procedimentos para responder às questões imediatas”.
“Também estamos a trabalhar com a Infraestruturas de Portugal e alguns dos caminhos que foram deteriorados, sobretudo porque também houve muita obra a ocorrer e houve muitos caminhos em que passaram muitos camiões para outra obra, quer a linha rodoviária, quer a linha ferroviária. Nós estamos a fazer tudo o que podemos para recuperar esse nível e ao mesmo tempo também contactar com a Infraestruturas de Portugal, porque eles têm a tecnologia para isso, um estudo com os sensores que eles têm, as máquinas de sensorização, uma radiografia da estrutura viária do concelho para percebermos quais são as estradas degradadas. Para termos a noção do nível de fragilidade, do nível estrutural que temos das nossas redes viárias e fazer um plano de recuperação a quatro anos, um plano de recuperação a dez anos, enfim, para de facto atacar estruturalmente o problema que todos sabem que é um problema estrutural que vem de cima”, rematou.















