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Carlos Zorrinho garante que Câmara de Évora não desistiu dos projetos que ficaram por concretizar

O presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Zorrinho, garante que o executivo não desistiu dos projetos que ficaram por concretizar no primeiro ano de mandato, apesar de alguns terem de ser reformulados ou dependerem da obtenção de financiamento.

Entre as empreitadas que não avançaram estão a recuperação do Arquivo Fotográfico e do Convento dos Remédios, cujos concursos públicos ficaram desertos. Ainda assim, o autarca assegura que o investimento previsto não se perdeu. “Essa verba foi reencaminhada e, por exemplo, em parte permitiu uma recuperação muito mais forte do sistema acústico da Arena”, explicou.

A aquisição de equipamentos para aquele espaço poderá também beneficiar outras infraestruturas desportivas da cidade. Carlos Zorrinho recorda que a Arena d’Évora é concessionada e não pertence ao município, o que condiciona o tipo de intervenções que a autarquia pode realizar. “Não podemos fazer intervenções materiais, mas podemos fazer a intervenção na compra de equipamentos, que aliás serviram para a Arena e passarão a ser também para os pavilhões da cidade”, afirmou.

O presidente acrescentou que as poupanças registadas noutras empreitadas permitiram ainda contribuir para o projeto da Igreja da Graça.

Relativamente aos três projetos que não foram concretizados, Carlos Zorrinho é claro: “Nós não desistimos deles”.

Um dos casos é o Multiusos, cuja proposta está a ser repensada pelo executivo. A intenção passa por criar um equipamento mais ambicioso, com capacidade para oito a dez mil lugares, de forma a torná-lo mais atrativo para uma eventual concessão.

O autarca admite, contudo, as dificuldades financeiras associadas a um investimento desta dimensão. “Não vai ser fácil nos próximos anos encontrar os 25 milhões ou 30 milhões que custa fazer um Multiusos pelos programas públicos”, reconheceu, apontando as parcerias como uma das possibilidades para concretizar o projeto.

Apesar dos desafios, Carlos Zorrinho garante que o equipamento continua a ser prioritário para o município e que estão a ser criadas condições no PUÉ para tornar aquele espaço mais atrativo à instalação de um projeto desta dimensão.

Também a Casa dos Bonecos continua nos planos da autarquia. Segundo o presidente, o município já dispõe de projeto e vai procurar financiamento para avançar com a intervenção.

Já no caso da Casa das Sementes, foi alcançado um passo importante, com a passagem do edifício para a propriedade municipal há cerca de três meses. “Desde há três meses a Casa das Sementes é nossa”, destacou Carlos Zorrinho.

O projeto para aquele espaço também está previsto, mas já não contempla a instalação da Escola de Dança, como inicialmente estava definido. A intenção passa agora por desenvolver “um outro projeto cultural forte”.

O presidente da Câmara de Évora garante, assim, que os projetos que não avançaram no primeiro ano de mandato continuam na agenda do executivo, embora com alterações e soluções de financiamento ainda por encontrar.

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