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Estudantes da Universidade de Évora protestam contra possível aumento das propinas

Os estudantes da Universidade de Évora vão realizar um protesto amanhã, dia 28 de outubro, às 13h00, junto à entrada do Colégio do Espírito Santo, contra a possibilidade de aumento das propinas no Ensino Superior.

A iniciativa é promovida pelo Movimento Unitário de Estudantes da Universidade de Évora, que reivindica um Ensino Superior público, gratuito, democrático e de qualidade. Os estudantes contestam o possível aumento das propinas e alertam para o subfinanciamento das instituições, a degradação das instalações e as dificuldades de alojamento.

Raissa Santos, estudante que integra o movimento, alerta para as consequências que os constrangimentos económicos podem ter no percurso académico dos alunos. Entre as principais preocupações, destaca a situação das residências universitárias e as dificuldades enfrentadas por quem precisa de encontrar alojamento em Évora. “As residências de Évora estão degradadas”, afirma a estudante, apontando como exemplo a residência António Gedeão, cuja reabertura, após obras, tem sido sucessivamente adiada.

Segundo Raissa Santos, há estudantes que continuam a pagar pelos quartos na residência, apesar de não os poderem utilizar, sendo obrigados a arrendar outro espaço na cidade para prosseguirem os estudos. “Então não estão só a pagar o quarto da residência, como um outro quarto para poderem continuar os seus estudos em Évora”, explica, sublinhando o impacto financeiro desta situação num contexto de rendas elevadas.

A degradação das instalações universitárias é outra das preocupações do movimento. A estudante aponta o Polo dos Leões, onde funciona o curso de Teatro, referindo que o edifício apresenta problemas que condicionam a utilização dos espaços. “Há uma sala de aula dos alunos de teatro que tem limite de pessoas, porque se tiver mais do que isso, a sala de aula pode desmoronar”, alerta Raissa Santos.

A estudante recorda também o protesto realizado no ano passado pelos alunos do Colégio Pedro da Fonseca, na sequência dos problemas provocados pelas chuvas intensas durante a pausa entre o primeiro e o segundo semestre.

Na altura, os estudantes denunciaram infiltrações nas salas de aula, temperaturas elevadas em alguns espaços e dificuldades de transporte para o polo universitário, situado longe do centro da cidade.

Segundo Raissa Santos, a mobilização dos alunos foi seguida pelo início de obras no local, no final do ano passado, por parte da Câmara Municipal.

Além das questões relacionadas com as instalações e o alojamento, os estudantes contestam as alterações previstas na Ação Social e no Regime Jurídico dos Graus e Diplomas, por considerarem que poderão reduzir o acesso a bolsas e dificultar o ingresso e a permanência no Ensino Superior.

O protesto de 28 de outubro pretende dar visibilidade às reivindicações dos estudantes e alertar para os obstáculos económicos e estruturais que, defendem, continuam a comprometer o acesso e a frequência do Ensino Superior público.

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