
O projeto Ruínas, em parceria com o Município de Montemor-o-Novo, dinamiza oficinas de teatro e expressão artística destinadas a crianças, jovens e adultos, procurando dar continuidade à tradição teatral do concelho e proporcionar oportunidades de participação cultural a diferentes gerações.
As oficinas de teatro e do imaginário existem há mais de dez anos, tendo começado em 2013/2014, através de uma parceria entre Catarina Caetano e o Município de Montemor-o-Novo. Entretanto, a iniciativa passou a integrar o projeto Ruínas, mantendo-se a colaboração entre as duas entidades. “Basicamente, nós trabalhamos ao longo do ano letivo com crianças e jovens entre os 2 e os 14 anos”, explica Catarina Caetano, do projeto Ruínas, em declarações à Rádio Nova Antena.
A Oficina do Imaginário destina-se a crianças dos 2 aos 5 anos e desenvolve atividades de caráter familiar, envolvendo os adultos que acompanham os mais novos. “As atividades são pensadas e desenvolvidas para a participação de todos os que estão presentes, irmãos, avós, tios, primos, participa tudo”, refere.
A Oficina de Teatro está organizada em dois grupos etários: dos 6 aos 10 anos, correspondente ao primeiro ciclo do ensino básico, e dos 10 aos 14 anos, a partir do segundo ciclo. Este último grupo regista uma adesão significativa no presente ano letivo, estando a ser equacionada a sua divisão em dois grupos, para permitir a entrada de mais participantes.
A partir dos 14 anos, os jovens podem dar continuidade ao percurso teatral através dos Nativos, grupo de teatro do Agrupamento de Escolas de Montemor-o-Novo, que retomou a atividade no início de outubro. O trabalho com o grupo de teatro da escola secundária começou em 2014, no âmbito da ligação entre o projeto Ruínas e a comunidade educativa.
Segundo Catarina Caetano, esta continuidade procura abranger diferentes faixas etárias e preservar uma tradição cultural com expressão no concelho. “É para não deixarmos de fora outra faixa etária que nós achamos muito importante e para dar continuidade a um projeto que tem forte tradição em Montemor”, sublinha.
As atividades das oficinas decorrem na Oficina da Criança, enquanto o grupo de teatro do ensino secundário funciona no Centro Juvenil. Para Catarina Caetano, a presença na Oficina da Criança tem contribuído para aproximar o projeto dos mais novos, despertando a sua curiosidade e vontade de experimentar. “A partir do momento em que começámos a trabalhar ali na Oficina da Criança, chegamos aos miúdos de outra forma. Eles sabem que já ali qualquer coisa vai acontecer, têm muita curiosidade, vão lá espreitar”, conta.
A responsável destaca também o envolvimento das famílias, que acompanham os espetáculos e partilham as experiências, contribuindo para a divulgação das atividades. No caso da Oficina do Imaginário, o trabalho vai além do teatro, abrangendo diferentes manifestações de expressão artística. Nos últimos anos, o projeto tem vindo a consolidar a sua atividade e a reforçar a ligação à comunidade.
Teatro também para adultos
A oferta do projeto Ruínas inclui ainda grupos de teatro para maiores de 18 anos, dinamizados por Francisco, que desenvolve este trabalho há cerca de dois anos. Atualmente, existem dois grupos em funcionamento, com sessões à terça-feira e à quinta-feira.
O grupo de quinta-feira, por estar junto há mais tempo e já ter passado por um processo de formação organizado por módulos, encontra-se numa fase mais orientada para a criação artística. O grupo de terça-feira está ainda a decorrer o processo de formação.
A participação nestas atividades tem atraído pessoas que se mudaram para Montemor-o-Novo ou que procuravam oportunidades para integrar projetos teatrais. De acordo com Catarina Caetano, o contacto entre amigos tem sido uma das principais formas de divulgação.
A responsável assinala, contudo, que a faixa etária dos jovens adultos nem sempre está representada de forma expressiva no concelho, uma vez que muitos saem de Montemor-o-Novo para estudar ou trabalhar.
Com oficinas destinadas a crianças, jovens e adultos, o projeto Ruínas pretende, assim, manter o teatro próximo da comunidade, promover a expressão artística e criar oportunidades de participação ao longo de diferentes etapas da vida.














