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Joaquim Capoulas alerta para impacto dos incêndios e defende maior presença humana na gestão do território (c/som)

O fumo proveniente dos incêndios que têm ocorrido em Espanha está a afetar Portugal, embora sem origem direta no território nacional. Para Joaquim Capoulas, presidente da APORMOR, esta situação volta a colocar em evidência a necessidade de repensar as políticas de gestão do território e de prevenção de incêndios.

Segundo o dirigente, os países do sul da Europa continuam particularmente vulneráveis aos incêndios devido a políticas seguidas nas últimas décadas que, na sua opinião, não têm favorecido a redução do risco. Defende que a prevenção passa pela presença das populações no território e pela valorização da atividade agrícola e pecuária, contrariando o abandono das zonas rurais.

Joaquim Capoulas manifesta também preocupação com algumas orientações ambientais europeias, nomeadamente no âmbito da Lei do Restauro da Natureza, considerando que determinadas visões sobre conservação podem afastar-se da realidade dos territórios rurais. “A natureza, ao longo dos anos, tem permanecido como ela é porque o homem foi posto na natureza exatamente para cuidar dela”, defende o presidente da APORMOR.

Na sua perspetiva, a gestão ativa do território é essencial para evitar a acumulação de biomassa e o avanço de espécies invasoras, como matos e silvas, contribuindo também para manter o equilíbrio dos ecossistemas.

Joaquim Capoulas tem defendido em várias intervenções públicas o papel dos agricultores e produtores rurais como agentes fundamentais na ocupação e preservação do território. A APORMOR, com sede em Montemor-o-Novo, representa produtores do mundo rural e está ligada à valorização da pecuária extensiva e da atividade agropecuária.

Tudo para saber sobre este tema, com Joaquim Capoulas, na rubrica “Espaço Apormor”, que pode ouvir na emissão às 12:45 e às 16:30 horas ou no podcast abaixo:

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