
A Câmara Municipal de Viana do Alentejo está a avançar com uma empreitada de recuperação de cerca de 30 quilómetros de azinhagas em todo o concelho, numa intervenção que a autarquia considera fundamental para minimizar os impactos de futuros períodos de chuva intensa.
Segundo o presidente da Câmara, Luís Metrogos, os trabalhos fazem parte de uma estratégia que se prolongará ao longo do mandato e que deverá permitir intervir em cerca de metade da rede de azinhagas já durante este primeiro ano. “Conseguiremos fazer cerca de 50% das azinhagas do concelho neste primeiro ano”, afirmou.
As intervenções arrancaram em Alcáçovas, seguindo depois para Viana do Alentejo e, posteriormente, para Aguiar. O autarca explica que o objetivo é garantir uma distribuição equilibrada das obras pelas três freguesias. “Queremos fazer parte destas azinhagas em cada uma das freguesias de uma forma mais ou menos equilibrada para que todos tenham as situações prioritárias resolvidas”, disse.
Os trabalhos incluem a remoção de terras, o nivelamento dos caminhos e a melhoria das condições de drenagem através da limpeza e abertura de valas. “É um trabalho que exige uma dinâmica bastante interessante naquilo que é a remoção de terras, o nivelamento das azinhagas e a promoção do escoamento dessas mesmas águas”, salientou.
De acordo com Luís Metrogos, a intervenção está a ser realizada durante os meses de verão para reforçar a capacidade de resposta do concelho perante futuras intempéries. “Estamos a fazer um trabalho preventivo”, sublinhou, recordando os problemas provocados pelas chuvas registadas no ano passado.
Embora reconheça que não será possível intervir em toda a rede de caminhos rurais numa primeira fase, o presidente da autarquia garante que as prioridades estão definidas. “Não iremos conseguir fazer tudo”, admitiu, acrescentando que os recursos estão a ser direcionados “aos casos mais prementes, aos casos mais prioritários, onde tínhamos mais problemas”.
O responsável acredita que as intervenções em curso permitirão ao concelho enfrentar com melhores condições um eventual inverno rigoroso. “Julgo que no próximo ano estaremos com mais capacidade de dar resposta às intempéries, caso tenhamos um inverno tão rigoroso como tivemos no anterior”, concluiu.














