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29.ª edição da Prova do Vinho Novo de Talha de Cabeção a decorrer até domingo (c/fotos)

A 29.ª edição da Prova do Vinho Novo de Talha de Cabeção está a decorrer até ao dia de amanhã. Trata-se de uma iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Mora, em colaboração com a Junta de Freguesia de Cabeção e a Confraria do Vinho de Talha de Cabeção, com o objetivo de valorizar o vinho de talha desta freguesia, num evento emblemático que reflete a identidade da freguesia e das suas gentes.

No decorrer da cerimónia de abertura do evento, Luís Simão de Matos, presidente da Câmara Municipal de Mora, referiu que “neste fim de semana estamos a celebrar aqui o vinho da talha. O vinho da talha produzido em Cabeção, estamos a falar de um vinho que tem uma história de centenas de anos, que é um vinho diferenciado, com grande qualidade e que de facto merece esta festa e merece que seja valorizado para que se mantenha esta tradição por muitos mais anos, porque hoje, quer queiramos quer não, já não se trabalha só por amor à camisola. Hoje há pessoas em Cabeção que vivem do vinho, que produzem vinho de qualidade e necessitam escoar o seu vinho a preços justos para que também essa atividade possa fazer parte do seu rendimento”.

Roberto Grilo, vice-presidente da CCDR Alentejo também esteve presente, onde mencionou que o vinho da talha “ganhou seu espaço, ganhou diferenciação, estamos a falar de identidade, identidade que é cultura, é gastronomia, é turismo e uma afirmação do vinho, que hoje tem procura. Precisamos de continuar a apoiar, a valorizar e a criar valor económico. Quando há esta identidade, esta transferência do conhecimento, não estamos a falar de um mero produto, já estamos a falar de algo com uma identidade própria. Precisamos de lhe acrescentar valor, porque quem faz esta produção precisa também de ganhar dinheiro. E nós temos que conseguir conjugar estes fatores, com política pública, conjugar, organizar e dar-lhe essa dimensão económica. Caso contrário, estamos a colocar em causa pequenas produções e uma identidade específica do vinho da talha. E, portanto, eu acho que há condições, mas temos que dar o salto da organização para a venda para o mercado, porque ela existe numa pequena escala, mas tem que haver um apoio muito direcionado. E esse é o nosso papel, organizar a política pública de forma a dar resposta a esta pequena produção”.

José Vieira, presidente e grão-mestre da Confraria do Vinho de Talha de Cabeção, referiu que “a confraria começou essencialmente para o proteger, para não o perdermos, e para o valorizarmos, porque isto tem que haver algum retorno para que seja sustentável nós continuarmos com este processo de vinho, que é um processo de vinho dispendioso. O valorizar tem um bocadinho a ver com esta promoção e o reconhecimento do Vinho de Talha de Cabeção”.

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