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Joaquim Capoulas defende maior aproximação entre agricultura e ciência (c/som)

O presidente da direção da APORMOR, Joaquim Capoulas, defende um reforço da ligação entre o setor agrícola e a comunidade científica, considerando que a cooperação entre agricultores e universidades é essencial para encontrar respostas adequadas aos desafios do mundo rural.

A posição foi expressa na sequência do encontro “Alimentar Portugal”, realizado na sexta-feira, 18 de setembro, na Universidade de Évora. Joaquim Capoulas participou na iniciativa em representação da APORMOR e da CAP, tendo chamado a atenção para a reduzida presença de representantes do setor agrícola no encontro, apesar da adesão de várias entidades a um texto que defendia uma maior colaboração entre a ciência e a agricultura.

Segundo o dirigente da APORMOR, esta situação levou-o a procurar perceber as razões para a fraca participação do setor agrícola. Joaquim Capoulas refere que existem dúvidas e reservas entre alguns agricultores relativamente aos objetivos e à forma como é desenvolvida parte da investigação académica, nomeadamente quanto à sua ligação prática às necessidades do setor.

Na perspetiva do presidente da APORMOR, é fundamental que a investigação científica tenha uma aplicação concreta no terreno e que os agricultores sejam envolvidos nos projetos desde o seu desenvolvimento. A confiança entre as duas áreas, considera, passa por uma relação mais próxima e continuada entre universidades, investigadores e produtores.

Joaquim Capoulas aponta, contudo, exemplos que considera demonstrativos de que essa colaboração pode funcionar. É o caso da parceria entre a APORMOR e a Universidade de Évora no projeto-piloto de gestão do montado por resultados, que envolve atualmente os concelhos de Montemor-o-Novo, Redondo, Évora e Barrancos.

O projeto procura aproximar o conhecimento científico da realidade das explorações agrícolas, através de uma gestão do montado orientada para resultados concretos. Para Joaquim Capoulas, esta experiência demonstra a importância de estabelecer relações de cooperação entre agricultores e instituições de investigação.

O dirigente defende, por isso, que este modelo possa vir a ser alargado a outras zonas de montado do país, nomeadamente a áreas existentes no Alentejo e nas Beiras.

Na sua leitura, uma maior aproximação entre agricultura e ciência poderá contribuir para uma resposta mais eficaz aos desafios do setor, desde que assente numa relação de confiança, numa participação efetiva dos agricultores e numa investigação direcionada para problemas concretos do território.

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