
A Câmara Municipal de Odemira e a Câmara Municipal de Mértola assinaram um protocolo de colaboração que pretende afirmar os territórios rurais como espaços de conhecimento, inovação e valorização da biodiversidade, contrariando a ideia de que o desenvolvimento acontece apenas nos grandes centros urbanos.
O presidente da Câmara de Odemira, Hélder Guerreiro, explicou que o objetivo da parceria passa por desenvolver uma estratégia comum para demonstrar o potencial dos territórios de baixa densidade. “Temos uma visão comum de que a produção de conhecimento e a inovação são fatores decisivos para o desenvolvimento dos territórios. Isso também acontece nos territórios rurais, mas muitas vezes as políticas públicas nacionais olham para estes territórios como espaços vazios de ideias, de inovação e de estrutura, aplicando medidas que acabam por ser cegas à sua realidade”, afirmou.
O autarca defendeu que os territórios rurais têm um papel determinante na criação de valor para o país e destacou a biodiversidade como um dos seus maiores ativos. “Queremos afirmar que nestes territórios existe uma forte aposta na produção de conhecimento, na inovação e no contributo para a criação de valor a nível nacional. A biodiversidade é um recurso estratégico e um fator essencial para construir o futuro destes territórios”, sublinhou.
No âmbito deste protocolo, os dois municípios irão desenvolver um conjunto de ações até setembro, com o objetivo de integrar as suas propostas no Plano Nacional de Restauro da Natureza, atualmente em consulta pública. “Queremos trabalhar com a senhora ministra do Ambiente para que, quando o plano for apresentado a Bruxelas, em setembro, Odemira e Mértola possam ser reconhecidos como territórios-piloto para a implementação de medidas de restauro da natureza”, explicou Hélder Guerreiro.
Entre as iniciativas previstas está a criação de um Pacto para a Biodiversidade, destinado a mobilizar cidadãos, instituições e agentes locais para a proteção e valorização do património natural.
Para o presidente da Câmara de Odemira, o restauro da natureza deve ser encarado como um motor de desenvolvimento sustentável. “Queremos demonstrar que o restauro da natureza é um fator de criação de valor e uma aposta clara para ganhar o futuro dos nossos territórios”, concluiu.














