Skip to content

Exposição “Memórias do Sentir” dá voz às histórias e emoções dos clientes da Casa João Cidade

A Biblioteca Municipal Almeida Faria em Montemor-o-Novo recebe até 5 de julho a exposição “Memórias do Sentir”, uma iniciativa da Casa João Cidade que apresenta ao público um conjunto de livros sensoriais construídos a partir das memórias, afetos e vivências dos clientes do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI).

Mais do que uma exposição, o projeto representa um trabalho de três anos, desenvolvido de forma individualizada e centrado na identidade de cada pessoa. Segundo João Aleixo, diretor técnico da instituição, o principal objetivo passa por “divulgar o trabalho que é feito no nosso Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão”, destacando uma iniciativa que nasceu por proposta da técnica da área da psicomotricidade e que acabou por ser “abraçada por toda a equipa”.

“É um trabalho que é muito importante para nós, porque tem como base a história de cada cliente. Consiste na construção de um conjunto de livros individuais, nos quais cada cliente expõe parte da sua história, dos seus sentimentos e das suas memórias”, explica.

João Aleixo sublinha que os livros não pretendem ser biografias completas, mas antes um registo afetivo de momentos marcantes. “Não é de todo uma biografia de cada cliente, mas sim um despertar para momentos especiais que cada cliente selecionou, momentos pelos quais tem carinho e memórias positivas”, refere.

O diretor técnico destaca ainda a dimensão terapêutica e personalizada do projeto. “A ideia-base surge mesmo da necessidade de cada cliente trabalhar as suas emoções, os seus sentimentos, as suas memórias e a sua ligação ao passado, que são valores de base para cada pessoa e que definem cada pessoa como única.”

Com cerca de vinte clientes no CACI, a Casa João Cidade desenvolve frequentemente atividades em grupo, mas, neste caso, optou por privilegiar o acompanhamento individual. “Optámos mesmo por um trabalho individual, daí termos também dedicado mais tempo a este projeto”, afirma.

João Aleixo deixa, um convite à comunidade: “Convido-vos a visitar esta exposição e a ver estes momentos, estes sentimentos, esta visão única sobre cada uma destas pessoas com as quais nós temos o privilégio de trabalhar no nosso dia a dia.”

“Memórias do Sentir” pode ser visitada até ao dia 5 de julho, proporcionando uma experiência multissensorial que celebra a inclusão, a identidade e a riqueza das histórias humanas.

Compartilhe este artigo: