
Montemor-o-Novo vai receber a estreia mundial de Hélichryse, nova criação da coreógrafa Bettina Szabo e da companhia Petrikor Danse, integrada no Encontro Internacional de Marionetas de Montemor-o-Novo. As apresentações estão agendadas para os dias 3 e 4 de junho, no Cineteatro Curvo Semedo.
A obra resulta de um processo de residência artística realizado no ano passado na Alma Box, em Montemor-o-Novo, e representa a concretização final desse trabalho de criação desenvolvido ao longo de vários meses.
Uma experiência imersiva em torno da menopausa
Hélichryse propõe uma abordagem artística e sensorial da menopausa, entendida não como um fim de ciclo, mas como um processo de transformação do corpo e da identidade. A performance é construída em formato imersivo a 360 graus, permitindo que o público se mova livremente pelo espaço cénico.
A criação combina dança, desenho de som espacializado, projeção de vídeo e figurinos escultóricos, criando um ambiente envolvente e multissensorial. O trabalho parte de testemunhos de mulheres de diferentes origens culturais, reunindo experiências pessoais num discurso artístico coletivo.
O objetivo da peça passa por questionar representações tradicionais associadas ao envelhecimento feminino, propondo uma leitura que valoriza a mudança, a ressignificação do corpo e a sua capacidade de renovação.
Integração no festival de marionetas
O espetáculo integra a programação do Encontro Internacional de Marionetas de Montemor-o-Novo, um evento que transforma a cidade num espaço dedicado às artes performativas contemporâneas. O festival reúne artistas nacionais e internacionais, promovendo diferentes linguagens como teatro de marionetas, dança, performance e cruzamentos disciplinares.
A iniciativa ocupa vários espaços culturais da cidade, tendo o Cineteatro Curvo Semedo como um dos principais palcos desta edição.















