
A Queima das Fitas de Évora vai decorrer entre 1 e 6 de junho e terá, este ano, uma duração mais curta. A organização decidiu reduzir o número de noites da semana académica de nove para seis, numa medida que pretende responder tanto a preocupações financeiras como ao impacto do evento na cidade.
A informação foi avançada pela presidente da associação académica da Universidade de Évora, Ana Beatriz Calado, que explicou que a decisão resulta de uma reflexão feita pela estrutura estudantil. “Houve uma redução das noites, que normalmente eram de nove noites e passaram para seis noites, numa ótica também de sabermos que não queremos prejudicar a cidade”, afirmou.
Segundo a dirigente académica, a mudança surge igualmente por razões económicas, numa tentativa de garantir maior sustentabilidade ao evento. “Quisemos diminuir os dias também por uma questão financeira, para entendermos se finalmente conseguimos ter uma Queima que possa dar lucro em vez de prejuízo”, acrescentou.
A presidente da associação académica sublinhou ainda que o impacto da Queima das Fitas em Évora deve ser encarado de forma cada vez mais positiva, defendendo uma maior integração entre estudantes e população local. “A Queima das Fitas tem um impacto muito grande na cidade e cada vez mais eu acho que passa a ser positivo e não negativo.”
A responsável recordou também o peso histórico da iniciativa, que se realiza desde 1980 e apenas foi interrompida durante a pandemia da Covid-19. “Contaremos este ano com a 45.ª edição desta festividade e só parou mesmo em 2020 e 2021.”
Entre os momentos mais marcantes da edição deste ano estará o dia 6 de junho, data tradicionalmente associada à cerimónia da Queima das Fitas e ao encerramento do percurso académico dos finalistas. “O dia 6 será sempre o dia mais marcante da Queima das Fitas”, referiu Ana Beatriz Calado. “É o terminar de um percurso dos estudantes que são finalistas.”
Além da semana académica, a presidente da associação abordou também algumas das principais preocupações dos estudantes destacando o problema do alojamento estudantil como um dos maiores desafios atuais do ensino superior. “O mais difícil atualmente do ensino superior é obviamente o alojamento estudantil, continua a ser uma batalha muito grande.”
A dirigente estudantil defendeu ainda a necessidade de criação de uma nova residência universitária em Évora. “Queremos obviamente uma residência nova, porque a verdade é que já há muitos anos que nós fazemos esse pedido e que ele ainda não chegou.”
O cartaz musical da Queima das Fitas de Évora 2026 inclui nomes como Rosinha, Papillon, Wet Bed Gang, Deejay Telio, Dillaz e DJ Pablu, artistas que vão marcar as várias noites da semana académica e que prometem atrair milhares de estudantes ao recinto da festa.
















