
As comemorações do 25 de Abril continuam a marcar a agenda cultural e cívica em Viana do Alentejo, com iniciativas que pretendem valorizar a memória da Revolução dos Cravos e reforçar a importância dos princípios democráticos consagrados na Constituição. O programa municipal inclui exposições, palestras e momentos de reflexão sobre a construção do regime democrático em Portugal, com especial enfoque na sensibilização das gerações mais jovens.
O presidente da Câmara Municipal de Viana do Alentejo, Luís Metrogos, destacou a importância das comemorações do 52.º aniversário da Revolução de Abril e do papel da Constituição da República Portuguesa na consolidação da democracia. As iniciativas tiveram início a 2 de abril, com a inauguração da exposição “25 de Abril e o nascimento da democracia portuguesa”, patente na Biblioteca Municipal até ao final do mês, em parceria com a Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril. Nesse mesmo dia, foi ainda assinalado o 50.º aniversário da Constituição da República Portuguesa de 1976, com uma palestra dedicada ao tema.
Durante a sua intervenção, o autarca sublinhou a relevância destes momentos históricos para as novas gerações, afirmando: “Importa recordar para os mais jovens, e acho que isso é importante, que a Constituição estabelece os princípios basilares do regime democrático que hoje vivemos, garante aquilo que são os nossos direitos e deveres dos cidadãos.”
Acrescentou ainda que o documento fundamental do regime democrático define a organização política do país: “Define uma organização política que nos permite ter o livre arbítrio, bem como a separação de poderes executivo, legislativo e judicial que ainda hoje temos e que esperamos que continue.”
Para o autarca, a preservação da memória histórica é essencial para o futuro da democracia: “É importante que tenham este conhecimento, bebam a história que vivemos antes do 25 de abril, para que não retomemos a ela, porque estes mesmos jovens são os decisores do novo futuro.”
As comemorações prosseguem ao longo do mês, reforçando a ligação entre a memória da Revolução de 1974 e a valorização dos princípios democráticos consagrados na Constituição de 1976.
















