
A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) lança uma campanha nacional de sensibilização sobre o vírus do papiloma humano (HPV), com o objetivo de aumentar a consciencialização sobre este vírus, combater a desinformação e reforçar a importância da prevenção, nomeadamente através da vacinação, do rastreio e da consulta médica.
Estima-se que até 8 em cada 10 pessoas possam ter contacto com o HPV ao longo da vida, existindo mais de 200 tipos diferentes de HPV. Dividem-se em tipos de alto e baixo risco. Nos HPV de alto risco incluem-se os tipos 16 e 18, que são responsáveis por 75% das lesões mais graves. Apesar destes números, o tema permanece frequentemente envolto em silêncio, o que contribui para a persistência de mitos e para a falta de informação sobre formas de prevenção.
Partindo desta realidade, a campanha, lançada no âmbito do Dia Internacional da Consciencialização sobre o HPV, convida a sociedade a falar mais abertamente sobre o HPV, transformando o silêncio e o tabu em oportunidades de informação e de prevenção. Dirigida sobretudo a jovens adultos e mulheres até aos 45 anos, a iniciativa pretende promover uma maior literacia em saúde sobre um vírus que continua pouco presente nas conversas do dia a dia.
A iniciativa, desenvolvida pela agência criativa NERVO, adota uma abordagem inovadora ao inspirar-se no universo das mensagens de voz e dos vídeos partilhados em aplicações de comunicação, como o WhatsApp, um dos meios mais utilizados nas interações do dia a dia.
Antes do seu lançamento oficial, a campanha iniciou uma fase teaser na passada semana, recorrendo a suportes de grande alcance, nomeadamente mupis, com mensagens que despertavam a curiosidade do público e convidavam à descoberta do tema.
Nestes suportes, os elementos visuais simulam mensagens de voz ou vídeos partilhados em conversas privadas. Através de um QR Code, o público é convidado a aceder a pequenos clips de áudio e vídeo que conduzem posteriormente para a plataforma hpv.pt, onde é possível encontrar informação validada sobre prevenção, vacinação e rastreio.
Os conteúdos foram desenvolvidos com base em informação científica e em dados da LPCC, bem como em testemunhos e experiências reais partilhadas em diferentes contextos digitais, garantindo que, apesar da linguagem próxima do quotidiano, a informação transmitida é rigorosa e fundamentada.













