
A CDU de Portalegre critica a forma como terminou a Assembleia Municipal extraordinária de 13 de outubro, dedicada à situação dos cuidados de saúde no concelho. Em comunicado, a força política lamenta o desfecho abrupto da sessão, marcado por manifestações de contestação de cidadãos preocupados com os serviços de saúde.
A CDU considera que a reunião deveria ter constituído uma oportunidade de esclarecimento e diálogo, mas acabou por decorrer num clima de tensão, que, na sua perspetiva, não contribuiu para recuperar a confiança dos portalegrenses nas instituições responsáveis pela prestação de cuidados de saúde.
A coligação critica também o presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo (ULSAALE), por não ter respondido a várias questões colocadas pelos eleitos locais. Entre as matérias que considera por esclarecer estão as alegadas diferenças entre os compromissos assumidos numa reunião com a comissão de utentes, na presença da presidente da Câmara Municipal, e as decisões posteriores relativas à continuidade dos cuidados prestados aos doentes oncológicos.
No mesmo comunicado, a CDU acusa o PSD/CDS e a presidente da Câmara Municipal de terem demonstrado maior preocupação em defender o Conselho de Administração da ULSAALE do que em apoiar os cidadãos que se deslocaram à Assembleia Municipal para exigir explicações sobre os problemas que afetam os serviços de saúde.
A posição da CDU surge também na sequência da intenção de atribuir à presidente da Câmara a última intervenção da sessão, apesar de, segundo a coligação, esta não ter participado no período de perguntas dirigidas ao responsável da ULSAALE.
Considerando o procedimento tendencioso e desrespeitador das preocupações dos munícipes, o eleito da CDU decidiu abandonar a reunião, recusando legitimar aquilo que classificou como uma condução dos trabalhos incompatível com a função fiscalizadora da Assembleia Municipal.















