
A associação Just a Change volta a marcar presença no Alentejo no âmbito do Camp In 2026, um programa de voluntariado intensivo que, durante o verão, mobiliza voluntários de todo o país para a reabilitação de casas de famílias em situação de pobreza habitacional.
Depois de intervenções realizadas anteriormente na região, o projeto regressa este ano ao Alentejo, com ações previstas em Santiago do Cacém, Odemira, Sines e Arraiolos, reforçando a missão da associação de devolver melhores condições de habitação a quem mais precisa. No Alentejo, já estivemos em Santiago do Cacém, vamos voltar a Santiago do Cacém, vamos estar em Odemira, vamos estar em Sines e vamos estar em Arraiolos também”, destaca Mariana Borges, da Just a Change.
O Camp In 2026 decorre entre julho e setembro, em mais de 23 municípios de norte a sul do país, envolvendo voluntários na recuperação de mais de 100 casas. A campanha está a decorrer desde o início de julho até setembro, em mais de 23 municípios do país, desde Viana do Castelo até Faro, e vamos reabilitar mais de 100 casas e vamos ter o apoio de muitos voluntários”, explica Mariana Borges.
Criada em 2010 por um grupo de amigos universitários, a Just a Change nasceu de uma iniciativa solidária que começou com uma angariação de fundos nas ruas de Lisboa e que rapidamente cresceu até se transformar numa associação dedicada ao combate à pobreza habitacional. “Passados 16 anos, somos uma associação que se dedica à reabilitação de casas para famílias que vivem em situação de pobreza habitacional. O projeto foi crescendo, foi ganhando escala e já reabilitámos mais de 600 casas particulares, apoiámos mais de 280 instituições sociais e contamos com a ajuda de mais de 30 mil voluntários”, afirma Mariana Borges.

A associação alerta para uma realidade que continua a afetar muitas famílias em Portugal, vivendo em casas sem condições adequadas de segurança, conforto e salubridade. “Uma pessoa que vive em situação de pobreza habitacional vive muitas vezes em casas que têm problemas estruturais, falta de infraestruturas, más condições de higiene ou falta de conforto. São casas onde faltam necessidades básicas e onde a dignidade de quem lá vive fica comprometida”, sublinha.
A participação no Camp In está aberta a todos os maiores de 18 anos, não sendo necessária experiência na área da construção, uma vez que os voluntários têm acompanhamento durante todo o processo. “Não precisamos de experiência prévia, porque os voluntários são sempre acompanhados por um coordenador que organiza a reabilitação e por um técnico de obra que ensina tudo o que precisam de saber”, explica.
Além do voluntariado, a Just a Change disponibiliza outras formas de apoio, através de donativos, parcerias e atividades com empresas. “Podem juntar-se a nós como voluntários, apoiar-nos com um donativo, seguir-nos nas nossas redes sociais ou, caso pertençam a uma empresa, desenvolver uma experiência de impacto connosco”, conclui Mariana Borges.
















