
O desaparecimento progressivo de abelhas, abelhões e borboletas está a ter um impacto direto na qualidade da alimentação e na saúde humana. No programa “Ambiente em FM”, José Janela, da Quercus, alertou para as conclusões de um estudo científico que vincula a perda destes insetos ao aumento da “fome oculta” — a carência de vitaminas e minerais essenciais na dieta das populações.
Os polinizadores desempenham um papel vital na produção global de alimentos, sendo responsáveis pelo transporte de pólen que viabiliza o desenvolvimento de frutos e sementes. Atualmente, cerca de três quartos das culturas agrícolas mundiais destinadas ao consumo humano dependem, em algum grau, deste processo biológico. Um estudo publicado na revista Nature revela que a quebra nestas populações reduz drasticamente a oferta de alimentos altamente nutritivos, como frutas, legumes e frutos secos, estimando-se que este empobrecimento alimentar já cause centenas de milhares de mortes prematuras anualmente.
As causas para o desaparecimento em massa destes insetos são múltiplas e atuam de forma combinada. A destruição dos habitats naturais, a expansão da agricultura intensiva, o uso descontrolado de pesticidas, o avanço das alterações climáticas e a pressão de espécies invasoras são os principais fatores que inviabilizam a sobrevivência dos polinizadores. A associação ambientalista Quercus reforça que a proteção destes pequenos animais deixou de ser apenas uma causa ecológica, passando a ser uma questão urgente de segurança alimentar e saúde pública.
Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:














