
O projeto do Bairro Comercial Digital de Vendas Novas, apresentado no passado mês de abril e financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), pretende modernizar o comércio tradicional da cidade através da criação de um marketplace virtual e da implementação de ferramentas digitais de apoio aos comerciantes locais.
A iniciativa liga os estabelecimentos físicos da zona central de Vendas Novas a uma plataforma online de venda de produtos e serviços, permitindo aos comerciantes alcançar novos públicos e competir num mercado cada vez mais digital.
Segundo Pedro Barbas, vereador da Câmara Municipal de Vendas Novas, o objetivo passa por dar novas capacidades ao comércio tradicional, conciliando a proximidade do atendimento físico com as vantagens das plataformas digitais. “Basicamente, o que se pretende com o bairro comercial digital é dotar o comércio tradicional local de ferramentas que lhe permitem competir não só com as grandes superfícies comerciais, mas também com o comércio global online. Na verdade, trata-se de uma fusão do comércio de proximidade com a conveniência das ferramentas do mundo digital que hoje tão bem conhecemos”, afirmou.
Entre as principais valências do projeto está o marketplace digital, que permitirá aos comerciantes manter os seus produtos disponíveis online em permanência, independentemente do horário das lojas físicas. “A grande vantagem é desbloquear a possibilidade de estar sempre presente. A presença no marketplace permite ao comerciante promover e expor os seus produtos, mesmo com a sua loja física fechada”, explicou o vereador.
De acordo com Pedro Barbas, a plataforma permitirá também aos consumidores comparar preços e produtos antes da compra, criando uma experiência mais cómoda e informada.
O projeto contempla ainda a instalação de mupis digitais distribuídos pela cidade, destinados à promoção do comércio local e à divulgação dos estabelecimentos aderentes. “Os mupis digitais espalhados pela cidade ajudam a publicitar e a promover não só o comércio local, mas também os próprios comerciantes, que são, ao fim e ao cabo, os atores principais deste projeto”, acrescentou.
A autarquia destaca ainda o envolvimento dos empresários locais desde a fase inicial da candidatura ao PRR, considerando essa participação essencial para a concretização do Bairro Comercial Digital. “Este projeto só seria possível se a candidatura integrasse precisamente os empresários locais. Eles foram os primeiros a digerir o projeto. Os contactos têm sido constantes e o leque de aderentes tem sido sempre crescente”, referiu Pedro Barbas.
O apoio técnico aos comerciantes será assegurado pela Unidade de Atração e Apoio ao Desenvolvimento Económico da Câmara Municipal, que terá como missão acompanhar os empresários na adaptação às novas ferramentas tecnológicas. “Os técnicos têm as melhores competências para ajudar mesmo aqueles que estão menos adaptados às novas tecnologias”, sublinhou.
O projeto inclui ainda a figura de um gestor do bairro comercial digital, responsável por apoiar a relação entre os comerciantes e as soluções tecnológicas implementadas. “O gestor do bairro é um elemento preponderante na relação dos comerciantes com as tecnologias que compõem o bairro comercial digital”, concluiu o vereador.















