
O Campo Militar de Santa Margarida acolheu, entre os dias 16 e 25 de março de 2026, o Exercício STRONG IMPACT 2026 (SI26), considerado o maior exercício anual da Artilharia portuguesa. A iniciativa reuniu cerca de 400 militares e combinou capacidades de Artilharia de Campanha, Artilharia Antiaérea e Sistemas Aéreos Não Tripulados (SANT), vulgarmente conhecidos como drones.
O exercício contou com a participação de todas as Unidades de Artilharia do Exército Português e incluiu ainda forças aliadas internacionais, nomeadamente do Grupo de Artillería de Campaña XI da Brigada Extremadura XI do Exército do Reino de Espanha e do 68.º Régiment d’Artillerie d’Afrique de França. A empresa portuguesa TEKEVER também participou, no âmbito do desenvolvimento e modernização de capacidades tecnológicas.
Nesta edição, o Regimento de Artilharia N.º 5 (RA5) assumiu a responsabilidade pela organização da fase de execução do exercício, estruturada em três etapas distintas: treino de Postos de Comando (Command Post Exercise — CPX), treino no terreno (Field Training Exercise — FTX) e fogos reais (Live Fire Exercise — LFX) de Artilharia de Campanha. Estas fases foram lideradas pelo Grupo de Artilharia de Campanha 15.5 Rebocado da Brigada de Intervenção, sediado no RA5.
Enquanto unidade responsável pela formação e operação de Sistemas Aéreos Não Tripulados no Exército Português, o RA5 integrou no exercício a vertente SANT, recorrendo ao sistema RAVEN, utilizado pela Companhia de Sistemas de Vigilância, e ao sistema AR3, desenvolvido pela empresa TEKEVER. Estes meios foram utilizados em missões de recolha de informações, aquisição de objetivos e vigilância.
Um dos momentos de maior destaque ocorreu durante a fase de fogos reais, com a utilização, pela primeira vez, de um drone de ataque através do disparo de uma munição do tipo “Loitering Munition HERO 30”, recentemente adquirida por Portugal. O RA5 já realizou o primeiro curso de operadores deste sistema, sendo o Exército Português um dos primeiros países da NATO a integrá-lo nas suas capacidades operacionais.
O encerramento do exercício contou com a presença do Chefe do Estado-Maior do Exército, General Eduardo Mendes Ferrão, que destacou a importância crescente da Artilharia e dos Sistemas Aéreos Não Tripulados no contexto operacional atual. O responsável sublinhou ainda a relevância da integração de capacidades, da interoperabilidade com aliados internacionais e do contributo da indústria nacional como fatores essenciais para a eficácia no campo de batalha e para o desenvolvimento tecnológico nacional.















