
A Universidade de Évora participa no desenvolvimento do gémeo digital da Gruta do Escoural, em Montemor-o-Novo, no âmbito do projeto Digital Twins for Smart, Sustainable Tourism and Cultural Heritage Preservation, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Esta iniciativa visa desenvolver soluções digitais inovadoras para a gestão, preservação e valorização do património cultural, tendo a Gruta do Escoural como um dos casos de aplicação.
Os trabalhos desenvolvidos por investigadores da Universidade de Évora, nomeadamente por Teresa Teves Reis, do Laboratório HERCULES; Pedro Nogueira e Diogo São Pedro, do Laboratório GEO-DS e do Instituto de Ciências da Terra; Oumaima Mesbahi, do CREATE; e Ana Temudo e Elisabete Pereira, do polo da Universidade de Évora do IHC, incluem o mapeamento da gruta com recurso à tecnologia LiDAR, que permite obter uma representação tridimensional detalhada da cavidade, a instalação de sensores para a monitorização ambiental e a criação de conteúdos para uma visita virtual.
Estas ferramentas permitem aprofundar o conhecimento sobre o monumento, acompanhar as suas condições ambientais e apoiar a sua gestão e salvaguarda. De referir ainda a participação de Marius Araújo, técnico superior do ARTERIA_Lab, da Universidade de Évora, na componente relativa à instalação e implementação dos sensores.
A criação deste gémeo digital constitui um contributo importante para a documentação e preservação de um património arqueológico de elevado valor, permitindo integrar informação espacial e ambiental numa representação digital do monumento.
Construída a partir de um rigoroso levantamento 3D da Gruta do Escoural, disponibilizado pelo Município de Montemor-o-Novo, esta nova aplicação permite, pela primeira vez, realizar uma visita virtual integral ao interior da cavidade. Através desta tecnologia, o público pode explorar as galerias mais profundas do monumento, incluindo áreas de acesso condicionado por motivos de conservação e segurança.
Esta iniciativa representa um marco na salvaguarda e divulgação do património local e resulta de um esforço conjunto e de parcerias institucionais fundamentais. O projeto contou com a colaboração de entidades como a Universidade Nova de Lisboa, a Universidade de Évora e o Património Cultural, I.P., no âmbito do financiamento do PRR.















