
O presidente da direção da APORMOR, Joaquim Capoulas, defende um reposicionamento da agricultura, da floresta e do mundo rural entre as prioridades políticas da União Europeia e dos governos nacionais.
A posição foi defendida na sequência da participação, na semana passada, num encontro de agricultores de Portugal e Espanha, realizado em Ciudad Real, onde esteve em discussão a necessidade de reforçar o papel estratégico do setor agrícola.
Joaquim Capoulas considera que, apesar de a agricultura ser frequentemente apontada como estratégica, existe ainda uma diferença significativa entre o discurso político e as medidas concretas. “Tem-se falado muito que a agricultura é estratégica, mas das palavras aos atos ainda vai uma grande distância”.
Para o presidente da APORMOR, Portugal e Espanha devem assumir uma posição conjunta na União Europeia, com o objetivo de reforçar a importância da agricultura e da floresta e defender os interesses do mundo rural. “Um trabalho conjunto a fazer na União Europeia entre Portugal e Espanha para reposicionar a agricultura e a floresta e a defesa do mundo rural no seu devido lugar”.
Joaquim Capoulas aponta ainda a posição ocupada pela agricultura na estrutura dos anteriores governos como um indicador das prioridades atribuídas ao setor. Recorda que, no anterior Executivo, a agricultura ocupava o último lugar entre os ministérios. “Em Portugal, no governo anterior a este, a agricultura ocupava o último lugar da hierarquia do governo”.
Com a atual composição governamental, a tutela da Agricultura passou do 16.º para o 15.º lugar, uma alteração que, na opinião do dirigente associativo, fica aquém do que seria necessário perante a importância estratégica que é atribuída ao setor. “Da mudança do anterior governo para este, a agricultura subiu um lugarzinho, passou do 16.º para o 15.º lugar, o que parece que foi alguma, enfim, porque se afirmar que a agricultura é estratégica, mas o passo que foi dado nas prioridades do governo (…) era muito pouco”.















