Fundação Eugénio de Almeida apoia estudantes de mestrado

A Fundação Eugénio de Almeida criou, para o ano letivo 2026/2027 um Programa de Bolsas de Estudo para Cursos de Mestrado. O objetivo passa por apoiar financeiramente a frequência de cursos de mestrado por estudantes de nacionalidade portuguesa com elevado mérito académico, com residência permanente no território da Arquidiocese de Évora.

O prazo para entrega de candidaturas irá decorrer de 1 de setembro a 30 de outubro e o formulário está disponível através do link: www.fea.pt<https://www.fea.pt/programa-de-bolsas/bolsas/bolsa-de-estudo>

O Regulamento está disponível AQUI<https://www.fea.pt/…/user…/REGULAMENTO_BOLSAS_26_27.pdf>.

PS questiona Governo sobre critérios para localização de seis áreas empresariais e critica exclusão do Algarve

O Grupo Parlamentar do Partido Socialista (PS) quer conhecer os critérios que vão determinar a localização das seis grandes áreas empresariais estratégicas anunciadas pelo Governo para acolher grandes investimentos e questiona a ausência do Algarve do projeto.

Numa pergunta dirigida ao ministro da Economia e da Coesão Territorial, os deputados socialistas consideram que a definição destas áreas terá um impacto relevante na competitividade da economia portuguesa, na atração de investimento e na coesão territorial. Contudo, manifestam preocupação pelo facto de o Governo ter anunciado a criação das infraestruturas sem ter divulgado, até ao momento, os critérios que estarão na base da escolha dos territórios.

Segundo o anúncio do Executivo, serão criadas duas áreas empresariais no Norte, duas no Centro, uma na Área Metropolitana de Lisboa e uma no interior do Alentejo. Perante esta distribuição, o PS questiona qual a razão objetiva para o Algarve não estar contemplado nesta iniciativa.

Os deputados querem ainda saber quais serão os critérios utilizados para selecionar as seis localizações e que requisitos técnicos, territoriais, ambientais, logísticos e infraestruturais terão de ser cumpridos pelos territórios candidatos.

Outra das questões colocadas prende-se com o papel das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) no processo e com as entidades que terão efetivamente competência para avaliar e selecionar as localizações.

O PS pretende também esclarecer qual será a participação dos municípios e das comunidades intermunicipais, nomeadamente se poderão apresentar candidaturas e em que moldes. Os socialistas questionam ainda qual será o calendário previsto para o procedimento e que mecanismos serão adotados para garantir transparência, igualdade entre territórios e decisões assentes em critérios públicos e previamente definidos.

O financiamento das novas áreas empresariais é igualmente alvo de dúvidas. O grupo parlamentar quer conhecer o modelo de financiamento previsto, o montante global de investimento estimado e a forma como serão distribuídos os encargos associados à criação das infraestruturas.

Para o PS, é fundamental esclarecer quanto será investido, qual a origem dos recursos financeiros e quais serão as responsabilidades do Estado, das autarquias e das restantes entidades envolvidas.

Os socialistas defendem que a decisão deverá ser tomada com base em critérios objetivos e transparentes e tendo em conta uma verdadeira preocupação com a coesão territorial, considerando que a distribuição das novas áreas empresariais poderá ter consequências significativas na capacidade de diferentes regiões atraírem investimento e criarem emprego.

Odemira distingue António Louçã e Deodato dos Santos no Dia do Município

O Município de Odemira vai homenagear António Manuel Nobre Louçã e Deodato Inácio dos Santos com a Medalha Municipal de Mérito, durante a Sessão Solene comemorativa do Feriado Municipal, que se realiza no dia 8 de setembro, na Igreja da Misericórdia de Odemira.

A cerimónia tem início marcado para as 11h00 e integra as comemorações do Dia do Município, assumindo-se como um momento de reconhecimento público de personalidades que contribuíram, através do seu percurso profissional e cívico, para o desenvolvimento e valorização do concelho.

A sessão contará com as intervenções do presidente da Câmara Municipal de Odemira, Hélder Guerreiro, e da presidente da Assembleia Municipal, Rita Balbino Costa, seguindo-se a entrega das distinções municipais.

Natural de São Teotónio, António Manuel Nobre Louçã é distinguido pelo contributo prestado ao desenvolvimento económico e agrícola do concelho. Durante quatro décadas esteve à frente da Caixa de Crédito Agrícola de São Teotónio, onde desempenhou um papel relevante na afirmação da instituição e no apoio ao setor agrícola local.

O seu percurso está também ligado à criação da FACECO – Feira das Atividades Culturais e Económicas do Concelho de Odemira, um dos principais eventos de promoção e divulgação do território.

A segunda Medalha Municipal de Mérito será atribuída a Deodato Inácio dos Santos, pelo trabalho desenvolvido nas áreas da cultura, educação e desporto.

Professor, escultor, escritor e animador cultural, Deodato dos Santos esteve envolvido em diversos projetos destinados a aproximar a população de Odemira das artes e da criatividade. Entre as iniciativas associadas ao seu percurso encontram-se o Torneio de Xadrez Damiano de Odemira, os encontros de teatro e o programa “Música em Odemira”.

Com estas duas distinções, o Município pretende reconhecer publicamente dois percursos marcados pela dedicação à comunidade e pelo contributo para diferentes áreas da vida do concelho.

A Sessão Solene do Feriado Municipal será, assim, um dos momentos centrais das comemorações do Dia do Município de Odemira, assinalando não só a identidade e o percurso do concelho, mas também homenageando cidadãos cujo trabalho deixou uma marca na comunidade.

O Alentejo está preparado para o calor extremo?

O programa Ambiente em FM desta semana aborda o impacto do aumento das temperaturas na região alentejana e analisa as estratégias locais para enfrentar os cenários de calor extremo. Descubra de que forma as alterações climáticas estão a tornar os verões mais rigorosos e o que várias autarquias estão já a fazer para adaptar as cidades a esta nova realidade.

O Alentejo figura entre as áreas mais vulneráveis do país devido à multiplicação, intensidade e maior duração das ondas de calor — caracterizadas por períodos de pelo menos seis dias consecutivos com temperaturas anormalmente elevadas. Para mitigar estes efeitos no meio urbano, torna-se essencial desimpermeabilizar solos, aumentar as zonas de sombra, escolher materiais com menor absorção térmica e expandir os espaços verdes.

Como resposta a este desafio, alguns municípios da região estão a implementar medidas concretas de planeamento urbano, destacando-se a meta de aplicar a regra “3-30-300”. Esta diretiva prevê que cada cidadão consiga avistar pelo menos três árvores a partir de casa, que a cobertura de copa do bairro atinja os 30% e que existam parques verdes a menos de 300 metros de distância de todas as habitações.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

Prazo para cumprir PRR termina esta segunda-feira com Governo a garantir 100% de execução

Termina esta segunda-feira, 31 de agosto, o prazo para cumprir o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com o Governo a assegurar que o programa será concluído com 100% de execução.

O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, classifica o PRR como “o maior projeto, alguma vez, desenvolvido pela Administração Pública Portuguesa”, representando um investimento de 22 mil milhões de euros. “E vamos dá-lo por concluído, com sucesso, com 100% de execução”, afirmou o ministro este domingo à noite, enquanto participativa na cerimónia comemorativa dos cem anos da elevação de Estremoz a cidade.

Ao longo da sua implementação, o PRR aprovou “403 mil projetos”. Entre os investimentos mais visíveis estão diversas obras promovidas pelos municípios, nomeadamente escolas, centros de saúde, unidades de cuidados continuados e outras infraestruturas públicas.Castro Almeida destacou, por isso, o papel das autarquias na concretização do programa. “Eu sinto o dever de reconhecer aqui o papel determinante, decisivo, que tiveram os municípios na conclusão do PRR”, afirmou.

Apesar de ainda existirem obras em curso em vários concelhos, o ministro garante que estas situações não comprometem o cumprimento das metas do PRR. Segundo Castro Almeida, o Governo contratualizou 101% da execução prevista, criando uma margem para fazer face a eventuais atrasos.

“Eu bem sei que vocês conseguem identificar aqui e acolá, em muitos concelhos, obras que ainda não estão concluídas. Mas não se alarmem, porque são obras para além do PRR”, explicou.

O ministro deu como exemplo o investimento na habitação. A meta estabelecida pelo PRR era a construção de 26 mil casas, objetivo que, segundo Castro Almeida, já foi ultrapassado, com mais de 30 mil habitações construídas.

No entanto, existem ainda “milhares” de casas em construção. A explicação, segundo o Governo, está no facto de terem sido lançados concursos para quase 50 mil habitações, acima da meta inicialmente estabelecida pelo PRR. “Algumas delas vão estar ainda em construção, mas estão para além das metas do PRR”, esclareceu Castro Almeida.

Com o encerramento do prazo de execução, o Governo considera assim cumpridas as obrigações associadas ao Plano de Recuperação e Resiliência, enquanto alguns dos investimentos contratualizados acima das metas definidas continuarão a ser executados para além da data-limite do programa.