“Espaço APORMOR”: Agricultura deve ser preservada entre gerações, defende Joaquim Capoulas (c/som)

O presidente da direção da APORMOR, Joaquim Capoulas, considera que as explorações agrícolas não devem ser tratadas como um negócio especulativo e alerta para a necessidade de preservar o montado e os solos agrícolas através da continuidade familiar das propriedades.

Joaquim Capoulas, defendeu que as explorações agrícolas devem ser mantidas entre gerações e preservadas de alterações bruscas no modelo de produção, considerando que a agricultura “não é uma atividade económica como uma indústria ou um comércio”.

Em declarações centradas no futuro da agricultura e do mundo rural, o dirigente associativo sublinhou que o solo agrícola é um recurso essencial que necessita de continuidade e estabilidade na sua utilização. “A agricultura usa a terra, usa o solo. O solo é um bem que não pode estar ao sabor de alterações bruscas na sua ocupação”, afirmou Joaquim Capoulas.

Segundo o responsável da APORMOR, as explorações agrícolas devem ser transmitidas de geração em geração, preferencialmente através da cedência e continuidade familiar, e não encaradas apenas numa lógica de compra e venda ou de rentabilidade imediata. “Deve haver uma continuidade das explorações agrícolas entre gerações”, defendeu, acrescentando que mudanças radicais nos sistemas produtivos podem comprometer o equilíbrio ambiental construído ao longo de décadas.

Como exemplo dessa continuidade, Joaquim Capoulas destacou o Montado Alentejano, considerando que este ecossistema representa o resultado de várias gerações de agricultores que souberam conciliar sustentabilidade económica com conservação ambiental. “As explorações chegaram até nós com o montado. Não foi por obra do Espírito Santo, foi alguém que cuidou delas”, afirmou.

O dirigente destacou ainda a importância da preservação de todo o ecossistema associado ao montado, incluindo o solo, a biodiversidade, os animais de pastoreio e as populações rurais.

No caso do Alentejo, referiu, a sustentabilidade do território depende também da ligação histórica entre o montado e espécies como os bovinos, ovinos e o suíno alentejano, especialmente durante a época da bolota.

Para Joaquim Capoulas, a agricultura deve ser entendida como uma responsabilidade intergeracional, em que cada geração tem o dever de conservar e valorizar o património agrícola recebido antes de o transmitir às seguintes.

Tudo para saber sobre este tema, com Joaquim Capoulas, na rubrica “Espaço Apormor”, que pode ouvir na emissão às 12:45 e às 16:30 horas ou no podcast abaixo:

Condutor embriagado abalroa peões e militares da GNR na Rua da Oura em Albufeira

Um homem de 35 anos foi detido esta madrugada, 25 de agosto, na Rua Francisco Sá Carneiro (zona da Oura), em Albufeira, após atropelar várias pessoas durante uma tentativa de fuga à autoridade. Pelas 03h00, o suspeito desobedeceu à ordem de paragem da Guarda Nacional Republicana (GNR), inverteu a marcha e avançou deliberadamente contra os peões e o dispositivo policial presente no local. A viatura só imobilizou após embater noutro veículo, tendo o indivíduo tentado fugir a pé antes de ser intercetado pelo Grupo de Intervenção de Ordem Pública.

Do atropelamento resultaram 12 feridos — um grave e 11 ligeiros —, entre os quais dois militares da GNR, tendo todos recebido assistência médica imediata. Submetido ao teste de alcoolemia, o condutor acusou uma Taxa de Álcool no Sangue (TAS) de 1,29 g/l, além de ter sido sujeito a exames toxicológicos. O detido vai responder pelos crimes de ofensa à integridade física qualificada, condução sob efeito de álcool e condução perigosa, estando o caso entregue ao Tribunal Judicial competente para a aplicação das medidas de coação.