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Odemira estreia Bienal de Arte e Ciência com foco na cultura, ciência e comunidade

O concelho de Odemira recebe, entre 3 e 5 de outubro, a edição inaugural da Bienal Arte e Ciência de Odemira (BAC), uma iniciativa promovida pelo Município de Odemira e com curadoria de Hugo Cruz. Sob o tema «Tentemos», a iniciativa pretende aproximar arte, ciência, ambiente e comunidade, criando novas formas de pensar e intervir no território.

A realização da Bienal integra o Plano Municipal de Cultura de Odemira e surge, segundo o presidente da Câmara Municipal, Hélder Guerreiro, como resultado de uma estratégia que procura concretizar as medidas previstas nesse documento. “A Bienal resulta do nosso plano municipal de cultura, era uma ação que estava lá prevista e que nós quisemos concretizar”, explica o autarca, sublinhando que os planos municipais devem traduzir-se em ações concretas.

Para Hélder Guerreiro, a BAC parte também da possibilidade de aproximar dois campos que muitas vezes são vistos como distintos. “A Bienal de Arte e Ciência de Odemira pretende juntar efetivamente estes dois mindsets, digamos assim, que à partida podiam ser diferentes”, afirma, recorrendo à figura de Leonardo da Vinci como exemplo histórico de alguém que conciliou a criação artística e o conhecimento científico.

A iniciativa enquadra-se numa estratégia municipal mais abrangente, que procura reforçar a capacidade de Odemira para gerar riqueza e criar novas oportunidades. O presidente da Câmara destaca o peso de setores como a agricultura, o turismo e o comércio na economia local e defende que a cultura pode assumir um papel complementar na valorização do território. “Nós procurámos foi tentar encontrar soluções, ou pelo menos procurar construir propostas que, ao fim e ao cabo, resultassem na possibilidade de criar mais riqueza no território e, ao fim e ao cabo, também criassem mais oportunidades para jovens e que tornassem também o território mais atrativo”, refere Hélder Guerreiro.

O autarca aponta ainda a evolução da capacidade de captação de financiamento por parte dos agentes culturais locais como um dos resultados da aposta municipal na cultura. Segundo Hélder Guerreiro, no início do anterior mandato os agentes culturais de Odemira captavam cerca de 30 mil euros através dos apoios da Direção-Geral das Artes, valor que terá aumentado para cerca de 400 mil euros anuais no final desse período.

É neste percurso que o presidente da Câmara enquadra a Bienal Arte e Ciência. “A BAC, ou seja, a Bienal de Arte e Ciência de Odemira, é apenas um dos elementos que procura realmente realçar que é possível nós trabalharmos as questões da cultura e da ciência, ou seja, da promoção do conhecimento em conjunto”, afirma.

A primeira edição assume, assim, um caráter experimental. “Entre 3 a 5 de outubro, vamos ter essa experiência que vai ser, na verdade, o ano zero de experiência em Odemira”, explica Hélder Guerreiro.

Com o tema «Tentemos», a edição inaugural pretende lançar as bases de uma iniciativa que cruza diferentes áreas e aproxima conhecimento, criação artística, ambiente e participação da comunidade. A Bienal surge, desta forma, como mais uma aposta do Município na afirmação da cultura enquanto instrumento de desenvolvimento e valorização do território.

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