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Continue readingViolência doméstica: mais de 14.500 casos e 1.455 detenções no primeiro semestre

As forças de segurança registaram 14.533 ocorrências de violência doméstica em Portugal durante o primeiro semestre de 2026, uma média de cerca de 80 casos por dia, segundo dados provisórios da PSP e da GNR divulgados pelo Expresso. No mesmo período, foram detidas 1.455 pessoas, mais 125 do que nos primeiros seis meses de 2025. A violência doméstica provocou ainda, pelo menos, 13 vítimas mortais.
De acordo com os dados, a PSP registou 7.594 ocorrências e a GNR 6.939, representando um aumento global de 92 casos face ao primeiro semestre do ano passado. Junho foi o mês com maior número de participações, com cerca de 2.800 ocorrências. A PSP efetuou 690 detenções e a GNR 765. Entre abril e junho foram registadas sete vítimas mortais — cinco mulheres, uma criança e um homem — e as autoridades admitem que os casos possam aumentar durante o verão, período em que, tradicionalmente, cresce o tempo de convivência entre vítimas e agressores. A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) alertou ainda para a crescente banalização deste crime, enquanto a Rede Nacional de Apoio às Vítimas contabilizou, no primeiro trimestre, 1.383 pessoas acolhidas, entre as quais 684 crianças, número que ultrapassou, pela primeira vez, o de mulheres acolhidas.
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Continue readingPolitécnicos passam a Universidades Politécnicas, mudança que reconhece a excelência destas instituições

Alteração de denominação não interfere com a natureza do ensino, que manterá a vertente prática e aplicada, e de forte ligação aos territórios e às necessidades do tecido económico e empresarial. Alteração de nomenclatura para universidade, o termo que melhor define o Ensino Superior, “reforça a imagem corporativa junto dos jovens e representa um compromisso com o futuro”, considera o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos
Agosto de 2026 representa um marco histórico na vida das Instituições de Ensino Politécnico. Treze Institutos Politécnicos (Beja, Bragança, Castelo Branco, Cávado e Ave, Coimbra, Guarda, Lisboa, Portalegre, Santarém, Setúbal, Tomar, Viana do Castelo e Viseu) passam a Universidades Politécnicas na sequência da revisão do diploma do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES). Uma mudança aplicada apenas às instituições que apresentam padrões de excelência e qualidade, verificados através de uma avaliação independente, exigente e meticulosa efetuada pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES).
O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) e presidente do IPPortalegre, Luís Loures, acredita que esta mudança “além do reconhecimento pelo trabalho de excelência realizado pelas instituições politécnicas, reflete ainda a grande maturidade científica e pedagógica das instituições, a sua elevada capacidade de investigação, especialmente na área da investigação aplicada, a excelência do corpo docente e a importância do trabalho que desenvolvem ao nível da coesão territorial e do fortalecimento do ecossistema socioeconómico e cultural das regiões”.
Esta alteração de terminologia não terá impacto na matriz do ensino ministrado, isto é, pese embora as novas universidades politécnicas possam integrar cursos e unidades orgânicas anteriormente reservados às universidades clássicas, o objetivo passa por continuar a privilegiar a aprendizagem prática e aplicada, centrada no desenvolvimento tecnológico e na transferência e valorização do conhecimento.
Para Luís Loures, esta “é uma alteração que apenas peca por tardia e que não belisca em nada o sistema binário do Ensino Superior”, colocando a tónica noutras questões que são mais impactadas pela nova nomenclatura, como sejam “o reconhecimento e a competitividade do ensino politécnico à escala internacional, uma maior equidade entre subsistemas, que levará seguramente à revisão das diferenças de financiamento entre instituições, ou, ainda, o aumento da visibilidade e reconhecimento das regiões de baixa densidade, que têm nas suas instituições de ensino superior o grande fator de coesão territorial”.
A conversão dos institutos politécnicos em universidades politécnicas traz ainda outra alteração no que respeita à liderança das instituições. Os presidentes dos politécnicos assumirão a designação de reitores das universidades politécnicas, passando a ser eleitos diretamente pela comunidade académica.
O novo RJIES preconiza, também, o reforço da autonomia orçamental, patrimonial e de gestão das instituições. Neste particular, o CCISP, saudando o reforço da autonomia, alerta para a necessidade de se corrigir o subfinanciamento crónico do Ensino Superior.
Segundo Luís Loures, “dificilmente poderemos ser verdadeiramente competitivos a nível internacional, se a tutela e o governo continuarem a apostar num modelo de financiamento que nos coloca na cauda da Europa e cada vez mais distantes da média da OCDE, sendo atualmente o financiamento do ensino superior em Portugal 48% inferior à média da OCDE”.
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Continue readingPrisão preventiva por Violência Doméstica em Reguengos de Monsaraz

O Comando Territorial de Évora, através do Posto Territorial de Reguengos de Monsaraz, deteve, no dia 29 de julho, no concelho de Reguengos de Monsaraz, um homem de 44 anos por violência doméstica e resistência e coação sobre funcionário.
No âmbito de uma denúncia de um crime de violência doméstica, os militares da Guarda deslocaram-se de imediato à residência do casal. Já na presença da vítima, o suspeito ameaçou e injuriou aquela, tendo, igualmente, proferido ameaças aos militares da Guarda presentes no local, levando estes factos, à detenção do suspeito.
Durante as diligências subsequentes, apurou-se que, que no passado, o suspeito já teria exercido violência física e psicológica, contra a vítima.
Da ação operacional, resultou a apreensão de:
- Uma arma de ar comprimido;
- Um bastão extensível;
- Um taco de basebol;
- Um telemóvel.
O detido foi presente a primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva.
A violência doméstica é um crime público e denunciar é uma responsabilidade coletiva.
Compras fora da UE: nova taxa de três euros acaba com isenções no mercado online

Entrou em vigor, a 1 de julho, uma nova taxa aduaneira fixa de três euros por categoria de artigo para todas as mercadorias importadas de fora da União Europeia, eliminando a antiga isenção para encomendas inferiores a 150 euros.
De acordo com a DECO, esta medida é um passo fundamental para aumentar a segurança dos produtos no mercado europeu, restabelecendo a fiscalização sobre os cerca de 5,9 mil milhões de artigos de baixo valor que entraram no espaço comunitário só no último ano, muitos dos quais sem controlo efetivo das autoridades.
Embora a taxa seja da responsabilidade dos importadores comerciais e das plataformas de comércio eletrónico, estes operadores podem optar por repercutir o custo no cliente.
Contudo, a DECO alerta que qualquer encargo tem de ser comunicado de forma clara e transparente antes da conclusão da compra, estando os consumidores totalmente protegidos contra cobranças inesperadas ou tentativas de exigir o pagamento da taxa no momento da entrega.
Este é o tema em destaque, esta semana, na rubrica da DECO, com Helena Guerra do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:
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