
O Agrupamento de Uniões de Organizações de Produtores para a Sanidade Animal (OPSA) pediu ao Ministro da Agricultura e Mar que alargue os apoios destinados aos produtores afetados pelos surtos de Língua Azul registados em 2025, defendendo que vários criadores de animais ficaram excluídos das ajudas por motivos que não dependeram da sua atuação.
Numa carta enviada ao ministro, o agrupamento, do qual faz parte a ACOS, através da União dos Agrupamentos de Defesa Sanitária do Alentejo, reconhece como positiva a publicação da portaria que criou apoios para compensar os prejuízos provocados pela doença. No entanto, considera que as medidas são insuficientes e pede que os critérios de acesso sejam revistos.
Segundo as organizações, muitos produtores não conseguiram cumprir os prazos de vacinação devido a atrasos administrativos, à demora na distribuição das vacinas e à falta de stock. O agrupamento explica que a campanha de vacinação apenas arrancou a 12 de junho, depois de concluídos os procedimentos necessários para a ciração do Agrupamento de Uniões de OPSA e para a celebração do protocolo com a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).
Além disso, refere que o fornecimento de vacinas, sobretudo contra o serotipo 8, ficou aquém das necessidades, provocando atrasos na vacinação dos efetivos. A situação foi ainda agravada pela demora na autorização dos contratos para a realização das análises laboratoriais, o que atrasou o início dos programas sanitários em vários meses.
Face a estas circunstâncias, as organizações defendem que devem ser elegíveis para apoio os produtores que apenas conseguiram vacinar os animais depois da ocorrência dos surtos, uma vez que os atrasos resultaram de fatores externos.
O agrupamento pede ainda que também possam beneficiar das ajudas os produtores afetados por surtos da doença em anos diferentes. Segundo os subscritores da carta, há explorações que registaram perdas significativas em dois surtos consecutivos, apesar de terem cumprido a vacinação, pelo que consideram injusta a exclusão destas explorações por já terem recebido apoios anteriormente.
O Agrupamento de Uniões de OPSA reúne oito organismos de defesa sanitária de todo o país, entre os quais a União dos Agrupamentos de Defesa Sanitária do Alentejo.















