O Regimento de Cavalaria N.º 3 organiza este fim-de-semana, dias 16 e 17 de maio, o XLIII Concurso Nacional Combinado “Dragões de Olivença”. O evento decorrerá no Centro Hípico da Tapada do Chafariz, na freguesia dos Arcos, e assume-se como uma grande referência no panorama equestre nacional. A competição vai reunir atletas vindos de várias regiões do país para disputar três disciplinas distintas: ensino, corta-mato e obstáculos. Estas provas vão colocar à prova toda a versatilidade, técnica e capacidade de desempenho dos conjuntos participantes ao longo do fim de semana.
Para além da sua elevada relevância desportiva, o concurso reveste-se de uma forte importância institucional ao promover ativamente o desporto equestre e ao estreitar os laços históricos entre o Exército Português e a comunidade civil.
As emblemáticas Festas do Povo de Campo Maior regressam entre 8 e 16 de agosto de 2026, trazendo de volta uma tradição única que transforma a vila alentejana num autêntico jardim de flores de papel.
Durante nove dias, milhares de visitantes poderão voltar a percorrer as ruas inteiramente decoradas com flores de papel feitas à mão por mais de 4 mil voluntários, numa manifestação coletiva de criatividade, dedicação e identidade cultural que não tem paralelo em Portugal.
São milhares de flores — rosas, cravos, tulipas, glicínias e papoilas — que vestem Campo Maior de cor e imaginação, transformando a vila num espetáculo surpreendente. Pelo caminho, ecoam as célebres “saias”, melodias tradicionais inspiradas em quadras soltas, acompanhadas por pandeiretas e castanholas, que se cantam e dançam (ou “balham”) em cada rua.
A edição de 2026 assume ainda um significado mais especial: será a primeira realização das Festas do Povo após a classificação como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, distinção atribuída em dezembro de 2021.
Reconhecidas como uma das maiores expressões de cultura popular do país, as Festas do Povo mobilizam milhares de voluntários durante meses, num esforço comunitário que transforma Campo Maior num impressionante jardim de flores de papel a céu aberto.
Os bilhetes já se encontram disponíveis através da plataforma Ticketline. O bilhete diário tem o valor de oito euros em venda antecipada, sendo que posteriormente tem um custo de dez euros. Já, o passe geral para os nove dias do evento custa quinze euros.
A contagem decrescente já começou: faltam menos de 90 dias para o regresso das ruas “enramadas”, das noites iluminadas e de uma tradição de Campo Maior.
O Município de Montemor-o-Novo, representado pelo Presidente Carlos Pinto de Sá, e a APORMOR, representada pelo Presidente Joaquim Manuel Capoulas, celebraram um protocolo de parceria para a realização da “EXPOPEC Montemor-o-Novo”, que decorreu nos dias 8, 9 e 10 de maio, no Parque de Leilões, em Montemor-o-Novo.
A EXPOPEC vem substituir a Feira de Maio que praticamente já não existia e pretende afirmar-se como evento regional nos próximos anos.
No âmbito deste protocolo, o Município assumiu a coorganização do certame, atribuindo um apoio financeiro de 7.500 euros, bem como apoio logístico, técnico e de comunicação, reforçando o compromisso municipal com a valorização da atividade agropecuária e da dinâmica económica e cultural do concelho.
A EXPOPEC tem como principal objetivo promover e divulgar o setor agropecuário, reunindo exposições agrícolas e pecuárias, atividades económicas, animação sociocultural e diversas iniciativas dirigidas à comunidade e aos visitantes.
Através desta parceria, o Município e a APORMOR pretendem garantir a dinamização de um evento de referência regional, contribuindo para a promoção do território, da economia local e das tradições ligadas ao mundo rural.
Apesar das condições meteorológicas adversas, o certame foi um sucesso e registou uma forte participação, destacando-se o envolvimento muito motivador das crianças e jovens das escolas do concelho nas diversas atividades promovidas ao longo do evento.
A edição deste ano ficou também marcada pela realização do Concurso Ibérico da raça Aberdeen-Angus, que reuniu criadores de referência e no qual um produtor do concelho de Montemor-o-Novo se destacou como o mais premiado.
Na componente cultural e de animação, a EXPOPEC evidenciou o talento de jovens artistas.
A taxa de esforço é a medida que relaciona o total das prestações bancárias — como crédito à habitação, automóvel e cartões — com os rendimentos líquidos do agregado familiar. Calcular este indicador é um passo fundamental para qualquer família, pois permite perceber exatamente que percentagem do rendimento mensal está comprometida com dívidas, funcionando como uma ferramenta de prevenção contra o endividamento excessivo e a perda de qualidade de vida.
De acordo com as recomendações financeiras, o valor ideal da taxa de esforço deverá ser inferior a 35%. Para obter este resultado, basta dividir o total dos encargos financeiros mensais pelo rendimento e multiplicar por 100. Caso o resultado ultrapasse este patamar, a DECO aconselha as famílias a encararem o valor como um sinal de alerta imediato, sugerindo a renegociação das condições dos créditos em vigor para evitar situações de rutura financeira.
Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:
O evento, inicialmente previsto para o início do mês, foi adiado devido às condições climatéricas e terá lugar no próximo sábado, dia 16 de maio, na Praça de Touros de Vila Viçosa.
A solidariedade volta a descer à arena da “Princesa do Alentejo”com uma garraiada muito especial em benefício do Diego, carinhosamente conhecido como o “Menino de Sorriso Fácil”.
Organizada pela Associação Recreativa de Nossa Senhora das Mercês, a iniciativa conta com o apoio direto do Município de Vila Viçosa e visa angariar fundos para apoiar as necessidades do jovem Diego.
A entrada para este momento de convívio e tradição tem o valor simbólico de “4 sorrisos” (4 euros), revertendo a totalidade da receita para a causa. A organização apela à comparência em massa dos calipolenses e visitantes, reforçando que este é um evento onde a diversão se alia a uma causa nobre.
A freguesia de Arcos, no concelho de Estremoz, assinalou um marco fundamental no seu desenvolvimento urbano com a inauguração da obra de requalificação do Largo 1.º de Maio, num evento que reuniu a população e diversas entidades regionais na tarde de quinta-feira, 14 de maio.
A intervenção, que representou um investimento próximo de um milhão de euros, transformou a face visível do coração da localidade, mas o seu impacto mais profundo reside no que não está à vista: a renovação integral das redes de abastecimento de água.
Manuel Maria Broa, presidente da Junta de Freguesia de Arcos, recordou que esta era uma obra reivindicada há cerca de 15 anos e que o projeto final foi fruto de um processo democrático e participativo. O autarca explicou que “havia um projeto inicial que teve depois pouca aceitação pelo fregueses, que tinha ali um ponto de água no meio e que tirava alguma dignidade ao espaço central, que é o “Rossio”, um espaço emblemático para a nossa freguesia. No entanto, fomos remodelando o projeto com o grande apoio do município e hoje em dia somos umas pessoas felizes, temos este espaço muito bem requalificado”. Com o investimento a rondar um milhão de euros, o presidente da junta reiterou que a prioridade foi garantir condições de vida dignas a quem ali reside, afirmando que “o importante também aqui não foi só o que está à vista, à superfície, é também aquilo que se fez por infraestrutura no fundo, portanto, das condutas de água e de ramais de água que deram alguma condição de vida a quem cá vive”.
O Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, José Daniel Sadio, reforçou a importância deste espaço como local de memória e encontros, destacando o trabalho estrutural realizado para substituir as antigas condutas. O autarca explicou que se trata de “uma obra que tem a ver com a reconstrução urbana e com a requalificação do espaço central, este largo, que é um espaço de encontros, espaço de memória, espaço de dinâmicas também culturais, mas também muito importante naquilo que não se vê, isto é, porque por baixo de todo esse alcatrão novo que temos aqui em várias artérias, houve um trabalho tremendo para trocar tudo o que tinha a ver com antigas condutas de água, onde havia perdas de água sistematicamente”. José Daniel Sadio aproveitou a ocasião para revelar que a dinâmica económica da freguesia “está em expansão, com a primeira fase da zona industrial quase esgotada”, e anunciou que o município já trabalha num projeto para um loteamento com “mais de 30 ou 40 moradias num terreno próximo à igreja, visando dar resposta à procura crescente e garantir que Arcos seja sustentável (com a criação de emprego da zona industrial) e capaz de dignificar eventos como o “Arcos Jovem”.
Ricardo Pinheiro, Presidente da CCDR Alentejo, sublinhou que, num cenário de escassez hídrica, a melhoria da eficiência das redes de distribuição em baixa é um passo crucial, referindo que “muitas vezes quando recebemos orientações para cortar, por exemplo, verbas do programa regional na regeneração urbana, estas coisas às vezes não são percebidas, estas obras têm um impacto absolutamente enorme naquilo que é, por exemplo, a renovação da rede de água”. O dirigente destacou ainda o potencial de Arcos como um polo logístico estratégico devido à proximidade com a A6 e a Nacional 4, defendendo que o Alentejo deve aproveitar o futuro Corredor Internacional do Sul para criar postos de trabalho e fixar os jovens, afirmando que “ficaria muito satisfeito que no próximo quadro financeiro plurianual, a União Europeia reconhecesse que esta zona do Alentejo tivesse a possibilidade de ter um investimento territorial integrado dedicado exclusivamente àquilo que são os investidores e à criação de postos de trabalho na área da logística”.
A cerimónia, que incluiu o descerramento de uma placa e um lanche convívio, simbolizou o início de uma nova fase para a Freguesia de Arcos, que se afirma agora como uma freguesia capaz de aliar a sua identidade rural a uma visão ambiciosa de desenvolvimento industrial e social no coração do Alentejo, sendo um “exemplo para o Alentejo”.