Nova app iCountPests promete simplificar e acelerar a monitorização de pragas agrícolas

A monitorização de pragas é uma prática fundamental na proteção das culturas, permitindo identificar precocemente a evolução das populações e apoiar a definição de estratégias de controlo. No entanto, este processo continua, em muitos casos, a depender de contagens manuais demoradas e sujeitas a erro humano.

A aplicação iCountPests surge como resposta a este desafio, recorrendo a modelos de inteligência artificial para analisar imagens das tradicionais armadilhas adesivas, permitindo identificar e contabilizar as pragas presentes, de forma automática.

Destinada a produtores agrícolas e técnicos que procuram otimizar a monitorização das culturas e melhorar a qualidade dos dados recolhidos no campo, a iCountPests permite atualmente monitorizar a cigarrinha-verde (Jacobiasca lybica) e a traça-dos-cachos (Cryptoblabes gnidiella), atingindo uma precisão média superior a 88%. No futuro, está previsto adicionar outras pragas relevantes à app, de modo a permitir a monitorização em várias culturas.

O funcionamento é simples: o utilizador capta uma imagem da armadilha através do telemóvel, a aplicação analisa automaticamente a imagem e apresenta resultados em menos de um minuto — um processo muito mais rápido e prático face à contagem manual tradicional. Além da contagem automática, a app permite acompanhar a dinâmica das populações de pragas ao longo do tempo e para as diferentes áreas que monitoriza, facilitando a identificação de tendências e o planeamento de intervenções mais eficazes.

“Acreditamos ser uma solução capaz de chegar a vários públicos, dado que funciona através de smartphones, uma tecnologia acessível à maioria das pessoas. Inicialmente, o nosso foco é na vinha, com a cigarrinha verde e a traça-dos-cachos, mas queremos expandir a outras pragas e culturas, pelo que estamos disponíveis a ser desafiados pela produção”, sublinha Ricardo Ramiro, diretor da área de Ciência de Dados e Bioinformática.

A app resulta do trabalho conjunto de uma equipa multidisciplinar, que alia competências em ecologia, entomologia, inteligência artificial, visão computacional, deteção remota e desenvolvimento de software, com o objetivo de tornar a monitorização de pragas mais simples, precisa e acessível.

A aplicação encontra-se disponível, para telemóveis Android, através do seguinte link: https://icountpests.iplantprotectservices.pt/

Oficinas e workshops cruzam tradição oleira e ilustração contemporânea no FICO

A 5ª edição do Festival de Ilustração e Criatividade em Olaria (FICO) vai animar a vila de Viana do Alentejo, nos dias 15, 16 e 17 de maio, na Praça da República.

O certame pretende cruzar a tradição oleira e a ilustração e o design contemporâneo, reunindo oleiros e ilustradores num programa que inclui exposições, oficinas e atividades participativas, como o pisar do barro e a abertura do forno de papel.

Ao longo de três dias, o centro da vila vai ser palco de várias atividades, entre as quais a Feira FICO, o Espaço Infantil e diversas oficinas. Na sexta-feira, dia 15, o destaque vai para a Oficina “Esgrafito no Engobe”, com Antónia Labaredas, a inauguração da exposição “A quatro mãos – oficina pintada em Viana do Alentejo” e animação musical com “De Moda em Moda”.

Já no sábado, dia 16, o programa inclui atividades como “Viana Desenho a Desenho” e “Moldes da Família Lagarto”, com Gabriel Lagarto, bem como a construção e início da cozedura do “Forno de Papel”, com Antónia Labaredas. Terão ainda lugar o atelier infantil “Fios com Amor”, um workshop de aguarela e ilustração com Gabriel Lagarto e Bruno Ferraz, a iniciativa “Roda Livre” e o espetáculo musical com Edmundo Inácio, à noite.

No terceiro e último dia do festival, para além da Feira FICO e do espaço infantil, com o atelier “Do Barro à Luz”, estão também previstos os workshops “Pratos Livres”, com Feliciano Agostinho e Gabriel Lagarto, e “Pratinhos de Petisco com Dizeres Tradicionais”, dinamizado pela Alpiota Cerâmica com Helena Garcia. Agendada está, igualmente, a abertura do “Forno de Papel” e a atividade “Pisar o Barro”, com o mestre oleiro Feleciano Agostinho.

Durante o festival serão também apresentados os resultados da residência artística realizada em março por Carolina Celas, Célia Esteves, Cláudia Lancaster e Nicolau em colaboração com os mestres oleiros Feleciano Agostinho e Feliciano Mira Agostinho, promovida pela Passa ao Futuro.

O FICO é organizado pelo Município de Viana do Alentejo com o apoio da Junta de Freguesia local e dos mestres oleiros do concelho.

CCDR Alentejo entrega Título Digital de Instalação ao projeto GalpH2Park

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, IP (CCDR Alentejo, IP) procedeu à entrega do Título Digital de Instalação ao projeto GalpH2Park – Unidade de Produção e Armazenagem de Hidrogénio Verde (100 MW),
promovido pela Galp (Petrogal, S.A.), a instalar na Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS).

Este ato administrativo constitui um passo determinante para a concretização de um investimento estruturante no domínio da transição energética, com particular relevância para a região do Alentejo e para o posicionamento estratégico de Sines enquanto polo de referência no desenvolvimento da economia do hidrogénio renovável.

O Presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, sublinhou que “A emissão do Título Digital de Instalação ao projeto GalpH2Park traduz o compromisso das entidades públicas na agilização de investimentos estratégicos, alinhados com os objetivos de sustentabilidade e neutralidade carbónica. Trata-se de um projeto estruturante, com impacto significativo na economia regional, na criação de emprego qualificado e na afirmação de Sines como um hub energético de relevância europeia.”

O projeto GalpH2Park prevê a instalação de uma unidade industrial de produção e armazenagem de hidrogénio verde, com uma potência de 100 MW, baseada em tecnologia de eletrólise alimentada por fontes de energia renovável. Implantado numa área de cerca de 44.700 m², contígua à refinaria de Sines, o projeto permitirá a substituição parcial do hidrogénio de origem fóssil atualmente utilizado, contribuindo para uma redução estimada de aproximadamente 71 mil toneladas de CO₂
equivalente por ano.

O hidrogénio produzido destina-se, entre outros fins, ao abastecimento da refinaria de Sines — nomeadamente à unidade de produção de combustíveis renováveis (HVO) — e ao desenvolvimento de soluções no âmbito da mobilidade sustentável. Com um investimento estimado em 240 milhões de euros, o projeto apresenta impactos relevantes, destacando-se a redução das emissões de gases com efeito de estufa, o contributo para a descarbonização da indústria e dos transportes, o reforço da cadeia de valor do hidrogénio renovável, a criação de emprego direto e indireto qualificado e o estímulo à inovação e competitividade industrial.

O GalpH2Park constitui a primeira fase de um projeto de desenvolvimento progressivo, com potencial de expansão até 600 MW em 2026 e 1,5 GW em 2030, consolidando o papel de Sines como um dos principais polos europeus no domínio do hidrogénio verde