A Bienal Internacional do Alentejo, BIALE_27, vai ser apresentada em Badajoz, às 20 horas de dia 9 de abril.
A cerimónia realiza-se no espaço cultural El Hospital, sala Vaquero, da Diputación de Badajoz, numa organização da Artmoz ( associação cultural de Estremoz) e conta um programa que decorrerá entre 2026 e 2027, centrado no tema EcoCultura – Arte | Ambiente | Ruralidade.
O concelho do Alandroal encheu para o último fim-de-semana da 17.ª edição do Festival do Peixe do Rio, que consolidou o concelho como a Capital das Cozinhas do Rio, com milhares de visitantes e uma grande participação nos eventos organizados.
O ponto alto foi a Caldeta para Todos, o grande almoço-convívio do certame gastronómico, que levou centenas de pessoas ao Polidesportivo da Aldeia da Venda, que encheu com os muitos interessados em provar este prato tradicional, que realça o sabor do peixe de água doce.
O balanço, de acordo com a organização, “é positivo, com uma adesão assinalável dos muitos visitantes que viajaram até ao Alandroal para saborear os pratos de sável, lucioperca ou barbo, que fizeram as delícias dos participantes durante os dez dias do Festival”.
O presidente da Câmara Municipal, João Grilo, afirmou que “o Alandroal foi muito falado. O festival chegou longe e mais pessoas contactaram com a nossa realidade”. A forte adesão notou-se na restauração: “os restaurantes disseram-nos que tiveram mais gente do que nunca”, sublinhou, após mais um “momento importante de promoção” que “correu muito bem”.
Para o sucesso do evento contribuíram as mais de duas dezenas de restaurantes aderentes, uma subida em relação ao ano anterior, que apresentaram o Peixe do Rio de várias maneiras, da mais tradicional à mais moderna, com diferentes conceitos que atestaram a versatilidade destas iguarias.
Das inovações dos chefs de renome ao tradicional dos cozinheiros locais
O Peixe do Rio foi o rei à mesa ao longo dos dez dias do Festival e foi tratado de diferentes maneiras pelos muitos chefs que participaram no certame. Desde as visões mais modernas, que transformaram a iguaria em sushi ou risotos, às mais clássicas, como o barbo frito e a Caldeta de peixe do rio.
Nos vários showcooking, que mostraram como se pode cozinhar o peixe de água doce, participaram chefs de renome, como Óscar Geadas (detentor de uma Estrela Michelin), Margarida Bessa Rego (Terramay), José Júlio Vintém (Tombalobos), Rui Marques (A Pitada do Pai) e João Couto (Essência).
Dos concertos aos voos de balão: Festival foi além da gastronomia
O Festival do Peixe do Rio ficou completo com uma série de atividades extra-cozinha, que mostraram o potencial do Alandroal enquanto destino. A coroar estas experiências esteve o voo de balão, que mostrou do ar a vasta paisagem do concelho.
Em terra houve espaço para o desporto e contacto com a natureza, como o passei pedestre, que levou os participantes a fazer cerca de 10 quilómetros pelo concelho, além dos passeios de BTT, trails, pesca desportiva e hidroginástica. No palco, a animação musical fechou cada dia do evento, com concertos que animaram os milhares de visitantes que o Alandroal recebeu ao longo dos dez dias do Festival.
A Universidade de Évora assinalou, no dia 9 de março, a celebração do 71.º aniversário da Escola Superior de Enfermagem de S. João de Deus (ESESJD), cuja data oficial se assinalou a 8 de março. A cerimónia decorreu no Auditório Nobre do Colégio do Espírito Santo, reunindo a comunidade académica, estudantes, docentes, profissionais de saúde e representantes institucionais.
A sessão teve início com a intervenção de Isabel Bico, Diretora da Escola, que destacou o percurso histórico e o papel da instituição na formação de profissionais de enfermagem e na resposta aos desafios contemporâneos da saúde. Segundo a responsável, a Escola é herdeira de um legado construído ao longo de décadas e tem vindo a afirmar-se como um espaço de liderança, inovação e compromisso com a qualidade do ensino e da investigação. Recordando os 20 anos da integração da Escola na Universidade de Évora, sublinhou que esta união consolidou a identidade académica e científica da instituição, reforçando o seu percurso de crescimento e inovação. Referiu ainda que o ano é igualmente marcado pelos 40 anos da integração de Portugal na União Europeia, um processo que abriu novas oportunidades de cooperação e internacionalização.
Na sua intervenção, Isabel Bico destacou também a robustez da oferta formativa da Escola, que abrange todos os ciclos de estudo, desde a licenciatura em Enfermagem até aos programas de doutoramento, bem como diversas pós-graduações e microcredenciais em áreas emergentes da saúde. Entre junho e dezembro de 2025 foram criadas cerca de 30 microcredenciais em diferentes áreas, e, desde outubro, cerca de 1700 profissionais já participaram em ações de formação. “É o exemplo em como juntos conseguimos, de facto, o impossível”, afirmou a Diretora ao salientar igualmente a intensa atividade científica da instituição, com a submissão recente de 29 projetos de investigação e a participação em iniciativas de extensão comunitária, como programas de literacia em saúde, suporte básico de vida e projetos de promoção da saúde junto da população, como é exemplo o “Café Memória”, um local de encontro destinado a pessoas com problemas de memória ou demência, bem como aos respetivos familiares e cuidadores, para partilha de experiências e suporte mútuo.
O tema escolhido para esta edição do aniversário — “Inteligência Artificial: desafios para o ensino superior na área da saúde” — marcou o tom das reflexões do dia. A responsável sublinhou que a inteligência artificial constitui um facilitador estratégico para o raciocínio clínico e para a investigação científica, mas reforçou que a tecnologia nunca substituirá a dimensão humana do cuidado: “a tecnologia pode processar dados, mas nunca poderá processar o sofrimento, a esperança ou a dignidade humana”.
A sessão contou ainda com a intervenção de Hermínia Vasconcelos Vilar, Reitora da Universidade de Évora, que destacou o percurso de sucesso da Escola, visível na qualidade dos diplomados e na relevância da investigação desenvolvida. A Reitora da UÉVORA sublinhou também o contributo da instituição para a formação de profissionais de saúde capazes de responder aos desafios atuais, em particular na região do Alentejo, onde o acesso equitativo aos cuidados de saúde continua a ser um desafio.
Em representação do Bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Ana Fonseca salientou o contributo da Escola para a valorização da profissão e da disciplina de enfermagem, referindo que os profissionais formados na instituição se distinguem pelo rigor, proximidade e sentido de responsabilidade no cuidado às pessoas.
Também Carmen Carvalheira, Vereadora da Câmara Municipal de Évora, sublinhou os desafios da região na área da saúde e a importância da formação de profissionais qualificados para responder às necessidades da população, destacando igualmente o potencial das novas tecnologias e da inteligência artificial no apoio à prestação de cuidados.
Em representação dos estudantes, Bruno Dionísio recordou o percurso exigente vivido pelos estudantes de enfermagem e agradeceu o apoio de docentes e funcionários, salientando que escolher estudar em Évora representa também uma decisão de vida marcada pela proximidade e pelo contacto humano que caracteriza a formação na Escola.
O programa incluiu ainda uma mesa-redonda dedicada ao tema “Inteligência Artificial no Ensino da Saúde”, moderada por Manuel Lopes, docente do Departamento de Enfermagem. A sessão integrou duas conferências, proferidas por Thomas Hanscheid, da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, e por Ângelo Nunes Milhano, docente do Departamento de Filosofia da Universidade de Évora, centradas respetivamente nas potencialidades da inteligência artificial no ensino da saúde e nas questões éticas associadas à sua utilização.
Seguiu-se uma mesa-redonda dedicada à perspetiva dos estudantes sobre a inteligência artificial no ensino de enfermagem, com a participação de estudantes dos diferentes ciclos de estudo da Escola.
Durante a cerimónia foram também atribuídas, pela mão de Isaura Serra, docente do Departamento de Enfermagem, menções honrosas no âmbito do Prémio João Cidade 2025/26, distinção que reconhece os melhores trabalhos académicos desenvolvidos por estudantes da Escola. O prémio evoca a figura histórica de João Cidade, natural de Montemor-o-Novo e precursor de ideais humanistas aplicados aos cuidados de saúde, que dá nome à Escola Superior de Enfermagem S. João de Deus. Isabel Bico, Diretora da ESESJD, aproveitou a ocasião para homenagear Eugénia Simões, Técnica aposentada da Escola, pelos anos de dedicação e profissionalismo ao serviço da Universidade de Évora.
A celebração incluiu ainda a entrega das insígnias aos estudantes finalistas de enfermagem, a atuação da Tuna da Escola Superior de Enfermagem e terminou com o tradicional corte do bolo comemorativo do 71.º aniversário.
Aos 71 anos, a Escola Superior de Enfermagem de S. João de Deus projeta o futuro com a solidez da sua história, continuando a apostar no ensino, na investigação e na proximidade à comunidade, formando profissionais de saúde preparados para enfrentar os desafios atuais com rigor científico, inovação e um forte compromisso humanista.
O incumprimento no pagamento de impostos e contribuições acarreta consequências graves que podem afetar diretamente o rendimento e o património das famílias, resultando em coimas, juros de mora e processos de execução fiscal. Para evitar estes problemas, os contribuintes devem consultar regularmente a sua situação no Portal das Finanças, acedendo à área de “Consulta dívidas fiscais” para identificar processos em cobrança voluntária ou execução. Caso necessite de comprovar a sua situação perante terceiros, pode obter gratuitamente a certidão de dívida ou não dívida, um documento com validade de três meses que atesta se a situação tributária está regularizada ou em fase de regularização.
A regularização de dívidas fiscais ativas pode ser efetuada de forma prática e remota, sem necessidade de deslocação presencial aos Serviços de Finanças. Através do Portal das Finanças, o contribuinte pode obter os dados necessários para proceder ao pagamento via homebanking ou em qualquer caixa Multibanco. Manter a situação fiscal em dia é essencial para garantir a estabilidade do orçamento familiar e evitar que dívidas acumuladas evoluam para mecanismos de recuperação coerciva por parte do Estado.
Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo: